Cidade

Motoboys de São Carlos se mobilizam e pedem cancelamento de lei que regulamenta a profissão

27 JAN 2026 • POR Jessica • 21h50

Motoboys de São Carlos se reuniram na tarde desta terça-feira (27), por volta das 18h, no ponto de apoio da Avenida Trabalhador São-Carlense, para discutir e protestar contra a lei municipal que regulamenta a atividade no município. A categoria pede o cancelamento da legislação, alegando que as exigências impostas dificultam o exercício da profissão e comprometem a renda de dezenas de trabalhadores.

O encontro contou com a presença dos vereadores Júlio César e Djalma, que ouviram as reivindicações e manifestaram apoio aos motoboys, colocando-se à disposição para intermediar o diálogo e buscar alternativas junto ao poder público. A Polícia Militar também acompanhou a reunião, que ocorreu de forma pacífica e organizada, sem registro de incidentes, mesmo com a participação de dezenas de profissionais.

Entre os principais pontos criticados está a proibição de jovens entre 18 e 20 anos atuarem como motoboys. Segundo a categoria, a medida impede a entrada de novos trabalhadores no setor, afetando principalmente jovens que veem na profissão uma oportunidade de primeiro emprego.

Outro item considerado prejudicial é a obrigatoriedade de vistoria das motocicletas a cada seis meses, apontada como onerosa e excessivamente burocrática. A legislação também proíbe a atuação de motoboys que residem em cidades vizinhas, como Ibaté e Itirapina, o que, de acordo com os trabalhadores, não condiz com a realidade regional e limita o direito ao trabalho.

A lei ainda impede o exercício da atividade por profissionais que utilizam motocicletas alugadas, além de exigir o uso de placas vermelhas e a realização obrigatória de cursos, fatores que, segundo os motoboys, elevam os custos e dificultam a permanência na profissão.


Durante a reunião, os trabalhadores reforçaram que não são contrários à regulamentação, mas defendem alterações que tornem a lei mais justa e compatível com a realidade do setor. A categoria afirmou que seguirá mobilizada e pretende manter o diálogo com o poder público para a revisão ou eventual revogação da legislação.