Comércio exterior

Exportações da Região crescem 8% em 2025, apesar do Tarifaço

Em 2024, as vendas de produtos para outros países foram de US$ 679,9 milhões e, em 2025, os números avançaram para US$ 730,5 milhões.

19 JAN 2026 • POR Jessica Carvalho R • 23h59
Comércio exterior: Em Ibaté as vendas para o exterior foram de US$ 112,7 milhões em 2024 e de US$ 60,6 milhões em 2005, uma queda de 47%

Apesar do Tarifaço implementado pelo presidente norte-americano Donald Trump, a partir de agosto do ano passado, as exportações dos 10 municípios que fazem parte da Região da Diretoria Regional do CIESP São Carlos aumentaram 8% em 2025 em comparação com 2024. Em 2024, as vendas de produtos para outros países foram de US$ 679,9 milhões, avançando para US$ 730,5 milhões em 2025.

Em São Carlos, as exportações cresceram 21% de um ano para o outro. Em 2024, as empresas da cidade comercializaram US$ 501,6 milhões, e em 2025 esse valor subiu para US$ 601,2 milhões.

Pirassununga exportou US$ 26,7 milhões em 2024 e US$ 29 milhões em 2025, o que representa um incremento de 9%. Em Porto Ferreira, as exportações saltaram 8%, passando de US$ 11,3 milhões em 2024 para US$ 12,3 milhões em 2025.

Dourado registrou aumento de 28% nas vendas internacionais, que somaram US$ 2,2 milhões em 2024 e saltaram para US$ 2,8 milhões em 2025. Santa Rita do Passa Quatro também ampliou de forma significativa suas vendas externas: de US$ 400 mil em 2024 para US$ 1 milhão em 2025, um crescimento de 150%.

Em Ribeirão Bonito, houve crescimento de 200% nas vendas para o exterior: o município não exportou nada em 2024 e alcançou US$ 200 mil em 2025. Santa Cruz da Conceição, o menor município da Região do CIESP São Carlos, não registrou exportações nos dois anos analisados.

Três municípios tiveram queda nas vendas externas. O caso mais expressivo, possivelmente reflexo do Tarifaço de Donald Trump, foi Ibaté: as vendas caíram de US$ 112,7 milhões em 2024 para US$ 60,6 milhões em 2025, uma redução de 47%.

Em Analândia, as exportações passaram de US$ 400 mil em 2024 para US$ 300 mil em 2025, uma queda de 25%. Em Descalvado, a redução foi de 13%, de US$ 24,5 milhões em 2024 para US$ 21,2 milhões em 2025.