segunda, 04 de julho de 2022
Corredor de Inovação

Mapa apoia iniciativa que vai conectar cidades paulistas e estimular pesquisas no setor agropecuário

Iniciativa vai integrar instituições de pesquisa, de ciência e tecnologia, universidades e empreendedores do agro no interior; São Carlos está inclusa

29 Abr 2022 - 06h44Por Redação
Superintendente do Mapa em São Paulo, Andréa Moura assina o protocolo de intenções - Crédito: Ana Maio/SFA-SPSuperintendente do Mapa em São Paulo, Andréa Moura assina o protocolo de intenções - Crédito: Ana Maio/SFA-SP

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) formalizou apoio ao Corredor de Inovação Agropecuária do Estado de São Paulo, uma iniciativa que vai integrar instituições de pesquisa, de ciência e tecnologia, universidades e empreendedores do agro no interior de São Paulo.

A ideia é estimular o desenvolvimento estratégico de empresas em âmbito regional, envolvendo o estímulo à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico, à inovação e ao surgimento de novos negócios voltados à agropecuária brasileira, contribuindo para o incremento da renda e bem-estar social.

O protocolo de intenções para a promoção do Corredor de Inovação foi assinado durante a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), na última segunda-feira (25). Representando o ministro Marcos Montes, a superintendente federal de Agricultura de São Paulo, Andréa Moura, assinou o documento. O acompanhamento será por meio da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação (SDI) do Mapa.

O conceito que fortalece os ecossistemas regionais de inovação agropecuária do estado envolve a Secretaria de Estado de Agricultura de São Paulo, a Embrapa e o Sebrae. Participam as principais cidades do eixo Piracicaba, Jaguariúna, São Carlos, Campinas e Ribeirão Preto. São 250 quilômetros onde ficam concentradas 112 instituições de ensino e pesquisa (32 diretamente ligadas ao agro), 168 startups do agro (chamadas de agtechs), 52 ambientes de inovação e cinco unidades da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

Nesse corredor vivem mais de 3 milhões de pessoas e se formam em ciências agrárias todos os anos mais de mil profissionais. Nesses polos, se destacam tecnologias ligadas à bioenergia, agricultura, saúde animal, biologia, meio ambiente, alimentos, agricultura digital, engenharia e produção animal, de acordo com diagnóstico preliminar realizado pelo Mapa e pela Embrapa em 2020.

Vitor Mondo, chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agricultura Digital (Campinas, SP), explica que o corredor ainda passará pela fase de implementação. “Estamos escrevendo um convênio formal entre as instituições que dará base à governança. O convênio terá algumas partes importantes para estudo e implementação:  modelo de governança, estratégia de relacionamento, ações de comunicação interna e externa e sustentação econômica”, disse.

Segundo ele, que está à frente do projeto, existem vários cases de corredores mundialmente estabelecidos e diferentes modelos de governança. “Por isso será importante nos próximos meses o aprofundamento e a identificação de boas práticas para serem adequadas ao Brasil.”

Participaram da cerimônia de lançamento do corredor o presidente da Embrapa, Celso Moretti, o secretário em exercício de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Francisco Matturro, o subsecretário de Agricultura, Orlando Castro, o presidente do Sebrae-SP, Tirso Meirelles, a superintendente Andréa Moura, o coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Sergio Tutui, o prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira, entre outras autoridades.

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