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domingo, 07 de março de 2021
Estado

Em plena pandemia, começa a valer o aumento das alíquotas de ICMS em SP

Setor de venda de veículos usados deve ser um dos mais afetados.

15 Jan 2021 - 07h25Por Redação São Carlos Agora
Setor de venda de veículos usados deve ser um dos mais afetados - Crédito: Agência BrasilSetor de venda de veículos usados deve ser um dos mais afetados - Crédito: Agência Brasil

Começa a valer nesta sexta-feira (15) o aumento do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no estado de São Paulo. O consumidor deve pagar mais caro por produtos como carnes, leite, gás, óleo diesel e eletrônicos.

Carros usados

As revendedoras de carros deverão pagar alíquota de 5,5% de ICMS sobre o valor de venda dos veículos usados. Antes, o valor era de 1,8%. Um aumento de 207%. No caso de veículos novos, o imposto passa de 12% para 13,3%.

O aumento da alíquota do ICMS  pode provocar fechamento de lojas e demissões, dizem as entidades que representam o setor.

Ajuste fiscal

Segundo o governo de São Paulo, a medida é necessária para reequilibrar o orçamento devido às perdas de arrecadação com a pandemia do novo coronavírus. “O objetivo do ajuste fiscal é proporcionar ao Estado recursos para fazer frente às perdas causadas pela pandemia”, diz nota divulgada pelo governo estadual.

“A medida, garantida pela Constituição, é necessária. O governo de São Paulo segue aberto ao diálogo e tem realizado reuniões com os representantes dos diversos setores”, acrescenta o comunicado.

O que deve subir com o aumento

Conta de luz na zona rural 13,6%
Lâmpadas e luminárias até 13,4%
Carnes até 8,9%
Leite longa vida até 8,4%
Têxteis, couro e calçados (para empresas do Simples Nacional) 7,3%
Produtos eletrônicos até 4,4%
Tratores, máquinas e equipamentos agrícolas 4%
Máquinas e equipamentos para construção ou ampliação das usinas elétricas 4%
Serviços de comunicação (TV por assinatura, telefonia para call center, radio chamada) 4%
Insumos, rações e adubos agropecuários 3%
Têxteis, couro e calçados 3%
Diversos (painéis de madeira, MDF, móveis, assentos, colchões, escovas de dentes etc) 1,8%
Óleo diesel e etanol hidratado combustível 1,5%
Gás de cozinha (GLP) 1,5%
Barras de aço e ferros 1,5%
Gás natural (GN) 0,7%

Fonte: FIESP

 

 

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