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quinta, 23 de janeiro de 2020
Foco, determinação

Vôlei abre as portas e são-carlense joga e estuda nos EUA

14 Jan 2020 - 08h53Por Marcos Escrivani
Vôlei abre as portas e são-carlense joga e estuda nos EUA - Crédito: Marcos Escrivani Crédito: Marcos Escrivani

Poder praticar a modalidade esportiva a qual é apaixonada e, paralelamente, buscar sua qualificação profissional para o mercado de trabalho. Portanto, unir o agradável ao útil. Focada e determinada, a são-carlense Paola Cury Fragalle, 19 anos, é universitária na Chicago State University. Cursa Administração, Gestão e Empreendedorismo e defende a equipe na Liga Universitária na 1ª Divisão do NCAA, torneio que reúne aproximadamente 400 equipes do “Tio Sam”.

Filha do engenheiro agrônomo Elder Fragalle e da professora e mentora Claudia Cury Fragalle, tem como irmão Giovanni, 22 anos que igualmente estuda nos EUA, na Holy Names University e pratica o tênis.

OBSTINADA, LUTADORA

Líbero, 1,75 metro de altura, Paola tem uma história no vôlei. No seu currículo está passagens pelo São Carlos Clube (2008 a 2012), Sesi São Carlos (2012), Prefeitura Municipal de São Carlos (2013 e 2014), Praia Clube Uberlândia (2015), Volei+ Araraquara (2016), Nosso Clube de Limeira (2016), ADC Bradesco (2017 e 2018) e atualmente na Chicago State University, ela carrega títulos regionais, escolares, estaduais.

Hoje, seu foco é defender a universidade americana e buscar a qualificação profissional. “Tenho que conciliar os estudos e os treinos. Uma coisa está ligada a outra. Para jogar tenho que ser uma excelente universitária. E para me manter aqui, tenho que evoluir técnica, física e taticamente”, disse em entrevista ao São Carlos Agora (nesta semana ela embarca para terras norte-americanas.

Em 2.023 ela irá ter o seu esperado diploma, mas até lá terá que se empenhar. “Vivo sozinha desde 2015. Aprendi a me virar. Sei cozinhar, sei lavar minhas roupas. Mas o que permanece é a saudade de casa, da minha família. Mas tenho ciência que, para buscar meu espaço, tenho que superar os obstáculos que a vida me apresenta”, ponderou.

PAIXÃO PELO VÔLEI

Paola tem ciência que no futuro irá exercer a qualificação profissional a qual escolheu. Mas na atualidade, diz que pretende manter viva a paixão pelo vôlei, modalidade esportiva que abriu as portas para que pudesse estar em outro país e disputando um campeonato que reúne representações universitárias de vários estados americanos.

“A Chicago State está em uma conferência com mais oito equipes. No segundo semestre acontece o campeonato paralelo aos estudos. Disputamos dentro deste grupo e apenas o campeão segue para o torneio nacional. Nosso time tem 16 atletas e duas brasileiras. Além de mim, tem a Bia Palmieri, de Ribeirão Preto. No primeiro semestre, nossa dedicação integral é ao aprendizado e acontece a pré-temporada”, contou.

COMPETITIVIDADE

Quem pensa que um time universitário é amador nos EUA, se engana. “A rotina é a mesma de um clube. Treinos diários, às vezes em três períodos, onde a parte física é trabalhada em alta intensidade. Mas temos que nos dedicar aos estudos também, pois para estar na equipe, é necessária uma língua inglesa avançada. Sou titular e para me manter no grupo a qualificação técnica é exigente”, comentou.

JOGAR E ESTUDAR. FUTURO A DEUS PERTENCE

Indagada se pretende ser atleta ou uma profissional liberal, Paola pensa, reflete e... Está em dúvida. “Com certeza quero jogar e estudar. A tendência é que eu siga como uma profissional liberal. Mas o futuro a Deus pertence. Tenho meus planos, meus sonhos. Vou me preparar para o futuro, mas acho fundamental viver o presente. Então, quero jogar e estudar e... Estudar e jogar”, disse.

FAMÍLIA

A reportagem esteve na casa de Paola, no Parque Santa Marta e foi recepcionada pela entrevista, pela mãe Cláudia e pelo pai Elder. O irmão Giovanni partiu uma semana antes para a terra do Tio Sam.

Uma família regida por quatro palavras mágicas e fundamentais para a edificação de um lar, em cima de uma estante onde há troféus, artesanatos e uma TV onde, coincidentemente, era transmitido um jogo de vôlei: gentileza, harmonia, gratidão e sucesso.

Em perguntas bem pessoais ao final da entrevista e após muito refletir, Paola foi exigida em definir em apenas uma palavra os demais integrantes da família.

“Minha mãe é sinônimo de alegria. Meu pai, um apoiador e meu irmão, minha inspiração. Meus pais acreditam em meus sonhos e me mantém sempre com os pés no chão. Mas ao mesmo tempo me empurram para que eu nunca desista daquilo que eu desejo. Meu irmão é minha referência. Ao mesmo tempo uma espécie de cobaia, pois vejo tudo que ele fez antes de mim e também um espelho para que eu siga seus passos. Assim a família, no meu entender é uma forma de extrema fidelidade. Ela acalenta meu sonho de ter sucesso em meu futuro e proporciona que meu desejo, lá na frente, se torne realidade, que é ter uma família, nos mesmos moldes que hoje tenho uma” disse.

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