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sábado, 14 de dezembro de 2019
Talento da Terra

Revelado pelo São Carlos, goleiro “pé quente” chega ao 7º acesso na carreira

02 Dez 2019 - 06h41Por Marcos Escrivani
Revelado pelo São Carlos, goleiro “pé quente” chega ao 7º acesso na carreira - Crédito: Marcos Escrivani e Divulgação Crédito: Marcos Escrivani e Divulgação

Baiano de nascimento. Mas são-carlense de coração. Assim é Jeferson da Silva Reis, que chega aos 27 anos e com uma marca invejável em sua carreira: em 2019, chegou ao 7º acesso defendendo clubes pelo Brasil. A conquista mais recente, foi o título da segunda divisão do futebol goiano defendendo o Anápolis.

Jeferson é goleiro e foi revelado pelo São Carlos Futebol Clube em 2010, quando disputou a Copa São Paulo de Futebol Júnior e o clube chegou às oitavas de final, quando foi derrotado nas penalidades máximas (2 a 4) para o Botafogo/RJ (empate em 1 a 1 no tempo normal) no estádio Nicolau Alayon, na capital paulista.

“Tinha 18 anos. Ali foi o começo”, lembrou Jeferson em entrevista ao São Carlos Agora. De folga e curtindo a família em São Carlos, ele concedeu entrevista no Estádio Municipal Professor Luís Augusto de Oliveira onde, para ele, tudo começou.

Jeferson é soteropolitano. Nasceu em Salvador/BA e defendeu o Vitória por 10 anos (dos 8 aos 17 anos). Depois teve uma breve passagem pelo Coritiba/PR e veio para o São Carlos.

Em 2010 disputou a Copinha. Foi profissionalizado e em 2011, na Série A3, com o técnico João Martins, conseguiu o primeiro acesso, ao ser campeão com o clube e chegar a A2. Naquele ano disputou a Copa Paulista e teve como auxiliar técnico, Guilherme Dalla Déa, hoje técnico campeão mundial sub17 com a seleção brasileira.

CARREIRA DE SUCESSO

Ao perceber que se daria bem em São Carlos, trouxe toda a família que hoje reside na Vila Prado. Com 20 anos, começou uma carreira com seguidas conquistas em vários clubes.

“Sou chamado de goleiro pé quente. Na maioria dos times, fui titular e acredito que ajudei bastante. Sempre passei por boas fases e fui regular em todos os clubes que marquei presença”, contou Jeferson.

Após o título da Série A3 com o São Carlos FC em 2011, engatou mais seis: em 2013, no Água Santa, conquistou o título da Série B. No ano seguinte, no gol do Capivariano (onde ficou por dois anos), conquistou o título da Série A2. No mesmo ano, só que no segundo semestre, foi para o Primavera de Indaiatuba e novo acesso, ao ajudar a equipe a ficar com o título da Série B.

2015 passou em branco, mas em 2016 foi contratado pelo São Bento de Sorocaba e esteve presente no acesso da equipe da Série D para a Série C do Campeonato Brasileiro. No mesmo clube, só que em 2017, outro acesso: da Série C para a Série B do Brasileirão.

Em 2018 “passou em branco”, mas este ano a estrela de Jeferson voltou a brilhar, ao conquistar a Segunda Divisão do futebol goiano com o Anápolis.

“Já renovei com o Anápolis e me reapresentarei no dia 16 quando vamos iniciar os treinos de olho na temporada 2020. Vamos disputar a primeira divisão e a ambição do clube é grande. Queremos fazer uma boa campanha e colocar o Anápolis na Série D do Brasileiro e ter calendário durante todo o ano. Nossa estreia no Goiano é dia 22 de janeiro contra o Vila Nova”, disse o goleiro.

SEM ESQUECER AS RAIZES

Jeferson garante que o São Carlos FC é sua raiz, bem como a cidade que abrigou a sua família. “Concordo que nasci na Bahia. Mas foi aqui que tudo começou. Na Copinha foi o pontapé inicial. Bem como minha primeira partida como profissional (contra o Botafogo de Ribeirão Preto, no estádio Palma Travassos). Isso a gente não esquece jamais. É um marco importante na minha vida”.

Entretanto, ao pisar no Luisão e saber a atual situação do clube que o revelou, Jeferson não escondeu a sua tristeza.

O São Carlos FC é disputado na justiça e encontra-se abandonado. O ex-presidente Julinho Bianchim tenta reaver o clube na justiça. Hoje é comandado por Carlos Antunes.

“É triste ver a situação do clube que me revelou. Saber que ele ficará pela primeira vez em sua história, fora da Copinha. Vem atletas sem saber para onde ir. Conversei com vários atletas que tiveram seus salários atrasados. Saber que o São Carlos passa por dificuldades financeiras. Torço para que o clube retorne ao trilho do sucesso e que o Julinho retorne à presidência. Ele foi importante e acredito que ainda é. Torço pelo seu retorno. Recentemente o clube comemorou 15 anos. Mas não teve o que festejar. Espero que ele possa voltar a galgar coisas importantes”, desabafou o goleiro.

CLUBE DE EXPRESSÃO

No auge da sua carreira aos 27 anos, Jeferson afirmou que ainda tem sonhos ambiciosos no futebol e tem como meta defender um clube de expressão no Brasil.

“O primeiro passo é o Anápolis. Estarei em um campeonato disputadíssimo que tem Goiás, Atlético/GO e Vila Nova. Clubes grandes e que disputam o Brasileiro. Quero fazer uma grande temporada e fazer com que as portas se abram e eu possa estar nas próximas temporadas em um grande clube brasileiro. Trabalho para isso e acredito que tenho plenas condições de alcançar essa meta”, finalizou.

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