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terça, 26 de outubro de 2021
Apoio incondicional aos filhos

O fundamental apoio que vem das arquibancadas

29 Mar 2019 - 12h50Por Marcos Escrivani
O fundamental apoio que vem das arquibancadas - Crédito: Marcos Escrivani Crédito: Marcos Escrivani

Gritar é pouco. Passar nervoso e ter ansiedade a mil, faz parte. Ter o desejo de entrar na piscina e ajudar a filha a nadar mais rápido, nem se fala. Ser mãe/pai de atleta, não é para qualquer um. Vale até “pagar mico”. Mas tudo pela felicidade e realização dos filhos/as.

Normalmente o jornalista entrevista os atletas e o técnico. Mas desta vez, os protagonistas são aqueles que incentivam os filhos a ter qualidade de vida e seguir bons caminhos. Tornar-se cidadãos/ãs através do esporte.

A equipe de natação LCN/Aquário Fitness, comandada pelo técnico Mitcho Bianchi é um exemplo na formação de atletas e de jovens responsáveis e neste início de temporada fomos atrás de dois exemplos. Garotas que iniciaram este ano a participação em provas oficiais da Delegacia da 5ª Região da Federação Aquática Paulista (FAP).

Maria Eduarda, 8 anos e Loren Grazielly, 12 anos. A família de ambas acompanharam o debut das pequenas no Torneio Regional Pré-Mirim a Senior, ocorrido no dia 16, sábado, na Academia Cardio-Físico, em Jaboticabal. Momentos únicos que irão marcar a vida de todos os envolvidos.

Duas histórias narradas separadamente para tentar mostrar a felicidade daqueles que se derreteram em orgulho das arquibancadas e dos pequenos que deram o melhor de si durante as provas.

MARIA EDUARDA

Com apenas 8 anos, categoria mirim 1, Maria Eduarda foi prata nos 50m borboleta, bronze nos 50m livre e 4º lugar nos 50m peito. Em Jaboticabal, para apoiá-la estavam a mãe Adélia Mercaldi Navarro, professora de educação infantil, o pai Rogério Navarro, motorista de empilhadeira e ainda as avós Nadir e Cleusa, a madrinha Andréa e o maninho Matheus.

Praticante da natação desde os dois anos, Maria Eduarda tem 8 anos e competiu oficialmente pela primeira vez. “A emoção é enorme. Indescritível. Uma sensação única. Não tem como descrever. É emocionante pois a gente sofre na torcida. Fiquei muito nervosa, mas fiquei feliz. Não pelas medalhas, mas por ver minha menininha competindo”, disse a emocionada mãe Adélia, que acompanha os treinos da filha. “Em Jaboticabal, percebi que ela estava nervosa. Mas acho que nós, da arquibancada, estávamos muito mais”, admitiu.

Adélia garantiu que não há cobranças quanto a conquista de medalhas e que deixa Maria Eduarda tranquila para que possa praticar a natação de uma maneira ‘suave’. “A gente conversa bastante com ela em relação a tudo. E pedimos que ela leve a natação como uma brincadeira, um divertimento”, afirmou.

Sobre as competições futuras, Adélia reconheceu que já bate uma ansiedade até prematura. O time são-carlense irá competir em abril na piscina da Associação Ferroviária de Esportes, em Araraquara. “Sinceramente ela parece estar bem mais tranquila”, reconheceu. “Mas nós (a família) vamos encarar esta competição e gritar muito, como fizemos em Jaboticabal. Com direito a suar frio, ter tremedeira e tudo mais”, finalizou sorrindo.

LOREN GRAZIELLY

Ambientada e com direito a treino de pijamas, Loren Grazielly tem seu espaço garantido na LCN/Aquário Fitness. Na sua estreia, dois sétimos lugares, nos 50m livre e 100m livre e um oitavo nos 100m peito.

Não veio medalha, mas o orgulho em ver a filha desenvolta em uma piscina encheu de emoção e felicidade o PM Elias Alexandre dos Santos e a técnica em enfermagem Vanessa Alves de Azevedo. Além da irmãzinha Lara Allanys. Loren fez o debut na categoria Petiz II em Jaboticabal.

Oficialmente ela treina desde outubro na equipe de competição, sob a orientação de Mitcho Bianchi. Mas a mãe não esquece as primeiras braçadas da filha. “Ela tinha 10 anos e tudo começou porque a Loren tinha problemas de saúde. Nunca pensei que ela fosse competir. Queria ver ela saudável. E agora foi além do que imaginava”, disse com os olhos mareados.

“É um orgulho que não tem tamanho. Parece que não cabe dentro do peito”, continuou Vanessa salientando que ela e o marido (Elias) ficaram sem voz em Jaboticabal. “Gritamos feito loucos. Pagamos mico sim”, reconheceu. “É algo inexplicável. Mas não gritamos só pela Loren, mas por todos os atletas. A natação é uma família”, pontuou.

Especificamente sobre a filha, Vanessa afirmou que está realizada ao ver o ambiente que ela frequenta. “É gratificante ver que a Loren está entre pessoas de boa índole, que praticam o bem. Jovens que só transmitem coisas boas. Posso dizer que independentemente de medalha, minha filha treina com seriedade e se prepara. Ela faz o melhor e agora deverá se empenhar ainda mais para evoluir. Agradeço ao Mitcho por esta oportunidade e dar uma meta para minha filha”, finalizou.

PRESENÇA POSITIVA

Indagado sobre a presença dos pais durante as provas, Mitcho Bianchi disse que o efeito é positivo. “É importante, pois transmite segurança, mostra integridade e proporciona alegria. Muitos jovens necessitam de colo desta idade. O papel do técnico é cobrar seus atletas, corrigir as falhas. Mas o apoio familiar nas provas é importante. Além da presença, ajudam na alimentação, no material esportivo. Nas atividades extra-piscina. Colaboram bastante, além de torcer e se emocionar. E muitos se soltam durante uma competição. São momentos de alegria, de êxtase, de aplausos. Os pais são uma equipe de natação fora da piscina”, assegurou o técnico.

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