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terça, 27 de outubro de 2020
Após um ano e meio parado

Luiz Henrique chega com vontade para ser o ‘xerife’ da zaga gremista

21 Set 2020 - 12h01Por Marcos Escrivani
Luiz Henrique: “Tiro o chapéu para a direção do clube. Montou um time competitivo e estamos fortes para o campeonato” - Crédito: Marcos EscrivaniLuiz Henrique: “Tiro o chapéu para a direção do clube. Montou um time competitivo e estamos fortes para o campeonato” - Crédito: Marcos Escrivani

Com 23 anos de idade e um dos mais experientes, o zagueiro Luiz Henrique é um dos reforços do Grêmio São-carlense para a Série B do Campeonato Paulista. Natural de Ribeirão Preto ficou parado por um ano e meio devido a uma grave lesão. Recuperado, afirmou estar com ‘fome’ de bola e tem fé no acesso do time a Série A3 do Campeonato Paulista.

Curiosamente Luiz Henrique já foi companheiro de equipe de Marcus Vinícius, hoje técnico do Lobo. Ambos jogaram juntos no São Carlos, em partidas oficiais pela Série A-3. Agora promete ser um dedicado atleta e afirma que tem muito a aprender com o seu novo técnico.

PERSEVERANÇA E FOCO

Zagueiro e volante, em 2018, atuando pelo São Carlos na Série A3, Luiz Henrique sofreu uma grave lesão, ao romper o ligamento cruzado interno do joelho direito. Ficou um ano e meio parado. “Fiz tratamento por conta. O clube não me ajudou em nada. A operação, graças a minha mãe, aconteceu no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Depois as custas foram com fisioterapia. Minha família ajudou e o gasto chegou a R$ 6 mil”, lembrou. Desde então briga na Justiça para conquistar seus direitos. “Tive que fazer isso, pois o São Carlos não fez nada. Tinha carteira assinada e não recebi um tostão sequer. Quero apenas meus direitos”, comentou.

No segundo semestre de 2019, após o tratamento, estava apto a retornar ao futebol. “Nunca pensei em abandonar. Amo o futebol e vou lutar para crescer nesta carreira”, disse, salientando que chegou a disputar jogos amadores em Ribeirão Preto para readquirir a forma física e o ritmo de jogo.

EM JANEIRO VIDA NOVA

Em janeiro deste ano, através de um amigo, manteve contato com Marcus Vinícius, contratado para ser o técnico do Grêmio. “Joguei com ele no São Carlos e agora será meu treinador. Aceitei o desafio e vim para buscar meu espaço”, comentou.

O que ninguém espera, entretanto, era a pandemia da Covid-19. Realizava atividades físicas e técnicas, quando ocorreu a dispensa e apalavrado com o clube, realizou atividades remotas por cinco meses. “Recebia orientação do treinador, dos preparadores físicos e de todo o staff. Não me senti abandonado. Pelo contrário: tive um suporte impressionante e isso fez com que eu mantivesse o foco e o ânimo para retornar com força total”, comentou.

Há pouco mais de duas semanas, se apresentou no Centro de Treinamento e ficou surpreso. “Não somente com os cuidados (protocolos de segurança) devido a pandemia. Mas a estrutura em si. É algo impressionante que nem clube da Série A1 tem. Um CT que dá todo o conforto e segurança para que possamos exercer nossa função da melhor forma possível”, afirmou.

AGORA, A BEZINHA

Com todos os jogadores negativados, em um CT que, segundo ele, parece uma “bolha” e o “couro comendo” nos treinos, Luiz Henrique afirmou que agora, a atenção total é a Série B, que começa dia 18 de outubro (o Grêmio enfrenta a Matonense, fora de casa).

Ele confessa estar um pouco receoso devido a pandemia. “A direção e a comissão técnica foi cuidadosa ao extremo em nos dar todo suporte e segurança. Mas será que os clubes adversários tiveram o mesmo cuidado?”, indagou. “Não nego que a gente pensa um pouco nisso, mas quando a bola rola, a gente esquece e vai para a luta. Temos que mostrar competência e qualidade”, assegurou.

“PRAS CABEÇAS”

Luiz Henrique afirmou que retornou para a cidade, agora no Grêmio, com vontade de vencer e fazer o que mais ama, que é jogar futebol. “Estou com sangue nos olhos”, brincou.

Com toda essa vontade, ele disse que o Grêmio irá longe na Série B, pois considera o grupo muito qualificado. “Tiro o chapéu para a direção do clube. Montou um time competitivo e estamos fortes para o campeonato. Porém, vamos obedecer o planejamento traçado pela comissão técnica. Primeiro, buscar a classificação para a segunda fase e depois focar o acesso. Todos estão unidos e fechados neste propósito. E considero o Grêmio como um dos sérios candidatos a conquistar uma das duas vagas para a Série A3 em 2021”, finalizou.

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