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segunda, 21 de junho de 2021
Sonho e superação

LCN/Aquário faz história e terá dois nadadores nas Paralimpíadas de Tóquio

José Ronaldo da Silva e Ronystony Cordeiro da Silva conquistaram índices nos 50m costas

04 Jun 2021 - 08h01Por Marcos Escrivani
José Ronaldo, Mitcho e Ronystony: equipe são-carlense terá dois representantes da Paralimpíadas de Tóquio - Crédito: DivulgaçãoJosé Ronaldo, Mitcho e Ronystony: equipe são-carlense terá dois representantes da Paralimpíadas de Tóquio - Crédito: Divulgação

A quinta-feira, 3 de junho de 2021 ficará marcado na história esportiva de São Carlos, momento em que a cidade, pela primeira vez, terá dois nadadores da LCN/Aquário Fitness nas Paralimpíadas de Tóquio, marcadas para agosto. Com direito a recorde das Américas e Brasileiro, sonho e superação.

O feito foi conquistado pelos nadadores José Ronaldo da Silva na classe S1 e Ronystony Cordeiro da Silva, na classe S4. Ambos nos 50m costas. As provas foram realizadas no Centro Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, onde estão os melhores nadadores do país em busca de índices para a principal competição mundial durante a seletiva que irá compor a seleção brasileira.

O primeiro a garantir presença em Tóquio foi José Ronaldo da Silva, na classe S1 e com direito a recorde brasileiro e das Américas. Ele cravou 1m26s48 e superou a própria marca (1m27s). O índice estabelecido nesta prova era de 1m40s. Com o tempo estabelecido na seletiva, Ronaldo tem o terceiro melhor tempo do mundo na classe S1.

Depois foi a vez de Ronystony Cordeiro da Silva, na S4. Após uma tentativa frustrada pela manhã de baixar o índice de 47s7, ele atingiu a meta na derradeira prova ocorrida no final da tarde, ao completar a prova em 47s52.

SONHO E SUPERAÇÃO

À noite, via WhatsApp, o São Carlos Agora conversou com técnico e nadadores após a conquista dos índices. Emocionados e com a adrenalina a mil, não esconderam a felicidade pelas metas alcançadas.

“É um misto de sonho e superação”, disse o técnico Mitcho Bianchi. “É um filme que passa pela cabeça. Desde o início, quando lançamos o projeto, depois a ansiedade pela conquista. Era uma pressão muito grande e agora um peso que sai das costas. Temos hoje 26 atletas e um trabalho reconhecido em 8 cidades. E ver um atleta que aprendeu a nadar comigo e estar hoje nas Paralimpíadas é um sonho. É o auge de minha carreira profissional”, afirmou o treinador ao se referir a Ronaldo Silva. “É um sonho realizado”.

Quanto a Ronystony, a marca foi a superação, após ele ser reconduzido a classe S4 (após anos esteve na S5). “E foi com uma dose extra de emoção, pois ele conseguiu o índice na última prova, após três anos de muita pressão e sofrimento”, explicou.

Mitcho Bianchi fez questão de salientar que todas as conquistas vieram após planejamento e superar muitas adversidades ao longo dos anos. “Inclusive com a pandemia da Covid-19”, disse. “Agora, após estas conquistas inéditas em nossas carreiras e na profissão, é dar sequência ao trabalho. Acredito que somos exemplo de dedicação e luta por um ideal”, reforçou.

“SÓ FALTOU ANDAR”

Realizado, José Ronaldo da Silva disse que não tinha palavras para agradecer pela conquista. “A convocação para a seleção já foi uma emoção muito grande. A alegria foi tanta que só faltou eu sair andando”, brincou.

Na época de pandemia da Covid-19 Ronaldo disse que passou por muitas privações, mas nunca deixou de se dedicar. Para ele, a recompensa veio. “Não tem como mensurar a conquista deste índice. Agradeço a Deus, ao Mitcho, a minha família. Desde 2016, quando aprendi a nadar, enfrentei muitas adversidades, as mais variadas possíveis. Muitas vezes o Mitcho saiu de São Carlos para me acudir. Mas tudo valeu a pena. Hoje (quinta-feira, 3) bati o recorde brasileiro e das Américas. E estarei nas Paralimpíadas. Resultado de todo o empenho e dedicação. A trajetória foi difícil, mas fez valer a pena”, afirmou.

Ronystony não escondia a emoção e inicialmente agradeceu a Família LCN, a Mitcho Bianchi, sua família e a Prefeitura Municipal de São Carlos pelo apoio. “Foram 10 anos de S4 e em 2017 foi para a S5, após dois mundiais, duas Paralimpíadas e dois parapan-americano. Foi um balde de água fria, mas não desisti. Com o apoio do Comitê Paralímpico e da minha família, que me deram força, continuei os treinos e agora retornei a S4. Nadei, consegui o índice e estou emocionado. Agradeço a Deus, ao técnico Fabiano Quirino, ao Mitcho e a Prefeitura de São Carlos. Eu e o Ronaldo prometemos representar o país e São Carlos com todo orgulho e muita gratidão a Deus”, finalizou.

As provas para definir novos índices seguem nesta sexta-feira, quando serão realizados os 100m costas.

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