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terça, 26 de janeiro de 2021
Esportes

Handebol feminino ganha força em São Carlos e forma talentos

Sob o comando de Antonio Carlos Costa, aproximadamente 49 garotas conquistam expressivos resultados em 2017

22 Nov 2017 - 08h37
Foto: Marcos Escrivani - Foto: Marcos Escrivani -

Uma modalidade esportiva que deu certo em São Carlos, o handebol feminino, ganha espaço e forma talentos. Além de escolinha com três polos, a cidade é representada por três equipes de alto rendimento. O responsável por tal evolução, é o técnico Antonio Carlos Rodrigues da Costa, 35 anos.

Hoje o projeto tem aproximadamente 150 alunos de 11 a 14 anos (ambos os sexos) distribuídos em três locais de São Carlos: nos ginásios municipais de esportes Milton Olaio Filho, Hugo Dornfeld (Vila São José) e Aristeu Favoretto (Redenção). "É aberto a toda comunidade. São treinos gratuitos e visam a formação inicialmente, de cidadãos e de atletas", enfatizou Antonio Carlos. "Os jovens que queiram treinar, basta entrar em contato pelo fone 99193-2270 (WhatsApp)", emendou.

EQUIPES DE TALENTO

Da quantidade, extrair a qualidade. E a meta tem dado resultado nos últimos anos. Diariamente, no ginásio municipal de esportes Hugo Dornfeld, 49 atletas (de 12 a 18 anos) nas categorias infantil, cadete e juvenil, todas provenientes da escolinha, formam três equipes femininas que representaram São Carlos em 2017 no Campeonato Paulista, Joguinhos Abertos da Juventude, Copa São Paulo, Copa Smel e Jogos Regionais.

O destaque na temporada ficou para o time que representou a cidade na Copa São Paulo. Pela primeira vez na história conquistou a medalha de bronze.

"O resultado é fruto da experiência adquirida no Campeonato Paulista, o apoio incondicional de todas as mães que incentivam as filhas, de treinos táticos e físicos. Enfim, após muita entrega ao longo do ano", salientou o treinador.

TALENTOSAS NA QUADRA, DEDICADAS NA ESCOLA

As equipes carregam o nome São Carlos Handebol. Mas para as meninas integrarem o vitorioso grupo, não basta apenas o talento dentro da quadra. "Todas têm que ser dedicadas na escola. Boas notas são fundamentais. Portanto, a exigência é que estudem e sejam aprovadas com boas notas na escola", disse o exigente técnico.

Antonio Carlos salientou que o sucesso adquirido junto às atletas deve-se ainda a dedicação de todas. "Percebi que o trabalho foi melhorando gradativamente. E essa evolução deve-se ao aprendizado que adquiri junto ao professor Antonietti", salientou.

Todavia afirmou que ainda não está realizado como técnico. "Acredito que tenho muito a aprender ainda. Mas muitos ensinamentos a passar para as atletas. Acredito que a realização virá quando ver atletas tornarem-se cidadãs e profissionais nas áreas de trabalho que escolherem. Ou ainda aquelas que continuarem no esporte e chegarem a seleção brasileira", comentou. "Elas têm um potencial imensurável. Basta acreditarem em si mesmas. Possuem brilho no olhar e vontade de crescer", emendou.

EM 2018

Os treinos da equipe seguem até a primeira quinzena de dezembro. Posteriormente terão férias e retornam em janeiro. Antonio Carlos projeta a próxima temporada e antecipou que o São Carlos Handebol terá quatro equipes femininas (cadete, juvenil, infantil e júnior) e os torneios previstos são Copa São Paulo, Jogos da Juventude, Copa Smel, Campeonato Paulista e Jogos Regionais (com a possibilidade dos Abertos).

"Queremos estar nas finais dos Regionais, na final da Copa São Paulo, semifinalista nos Abertos da Juventude e entre os seis primeiros do Paulista. Tudo isso faz parte do planejamento que fiz com todas as atletas", garantiu Antonio Carlos.

Foto: Marcos EscrivaniAPAIXONADA

Lorena Giliotti, 16 anos. Filha de Carlos Roberto e Maria Luceli, é um dos exemplos do Diocesano La Salle. Já está aprovada, mas em 2017 cursa o 2º ano do Ensino Médio.

Na temporada integrou as equipes cadete e juvenil. Foi um dos destaques e há cinco anos pratica handebol. "Nas aulas de Educação Física eu me identifiquei com esta modalidade. É um esporte onde trabalhamos em equipe. Sou apenas um peça no grupo, mas me sinto feliz, pois faço o que gosto", garantiu.

Lorena se diz apaixonada pelo handebol e define seu técnico, Antonio Carlos, em apenas uma palavra. "Ele é a inspiração em pessoa. Um profissional que me ensina muito", afirmou.

A jogadora já planejou seu futuro e garante que irá seguir em duas frentes. "Nunca deixarei de estudar. Quero ser bióloga. Mas não me vejo longe das quadras e irei me empenhar ao máximo para ser jogadora. E quero chegar a seleção brasileira. É o sonho de todos os atletas", finalizou.

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