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segunda, 13 de julho de 2020
Um time que apaixonou...

Grêmio São-carlense completaria neste dia 19, 44 anos

19 Mar 2020 - 10h27Por Marcos Escrivani
Grêmio São-carlense completaria neste dia 19, 44 anos - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

Caso estivesse disputando regularmente os campeonatos oficiais, o Grêmio Esportivo São-carlense completaria nesta quinta-feira, 19 de março, 44 anos de existência.

Fundado em 1976, o clube teve o auge em 1991, quando disputou a primeira divisão e enfrentou os grandes clubes do Estado como Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos.

Consta em sua história uma excursão à Europa, a equipe sub20 chegando a ser quarta colocada no Campeonato Paulista da categoria, mas em 2004 foi decretada a falência.

Em 2016, com o intuito de relembrar a história, o Grêmio São-carlense retornou ao profissionalismo, mas como Desportivo.

HISTÓRIA DE UM TORCEDOR

O articulista do São Carlos Agora, Cirilo Braga, um torcedor confesso do Grêmio São-carlense postou em sua página no Facebook na manhã desta quinta-feira, 19, um texto onde mostra saudosismo e o quanto amava o Lobão da Central.

Abaixo, a íntegra da postagem do articulista:

“A data de 19 de março, dia de São José, marca o aniversário do Grêmio Esportivo São-carlense, fundado em 1976. Para mim, surgia ali um motivo para ir ao estádio torcer para o time (qualquer que fosse o time que o Grêmio levasse a campo). Eu ia sozinho e a pé, atravessando a cidade para me sentar na geral (ao lado sempre havia um tiozinho com um radio ligado). Comia amendoim, saboreava um picolé de abacaxi e ficava ali próximo da linha divisória do gramado. Olhava em volta e me sentia irmanado com aquela gente. E se ficava alegre ou triste pela vitória ou derrota do time, era porque aos 13 anos eu descobria: tinha me tornado um são-carlense.

“Esqueça a história: (o Grêmio teve muitas crises, foi patrocinado pela Climax, ganhou a “Taça dos Invictos” ao vencer o Corinthians, teve Golias como torcedor, subiu para a elite e depois caiu, foi para a Europa e mais tarde fechou as portas para ressurgir com outro nome). A história fica em segundo plano quando aqueles 90 minutos dominicais são lembrados. O Trio Esperança, em coro, na trilha das rádios locais, dava o tom: “É gol, que felicidade! O meu time é a alegria da cidade!” Fazia-se ali verdadeiro o que disse o cronista Armando Nogueira, num texto memorável: “Quem acompanha futebol passa os domingos brincando no estádio como as crianças de Montherlant, que ficam o dia inteiro na praia a construir castelos de areia, sabendo que a maré da noite destruirá sua obra”. E ele concluiu: “Que seria de ti, de mim, que seria de nós, amigo, o domingo sem a comovente mentira de um gol? (…)”

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