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domingo, 27 de setembro de 2020
Mais uma força

Brasiliense chega a São Carlos para reforçar time de handebol no Paulista Junior

08 Set 2020 - 08h55Por Marcos Escrivani
Marina com a mãe Vera Lúcia: brasiliense chega motivada a Sao Carlos e sonha com o Paulista - Crédito: Marcos EscrivaniMarina com a mãe Vera Lúcia: brasiliense chega motivada a Sao Carlos e sonha com o Paulista - Crédito: Marcos Escrivani

À espera da liberação dos ginásios municiais de esportes para iniciar treinos técnicos e táticos, a equipe júnior de handebol feminino faz trabalhos físicos em academias, obedecendo todos os protocolos de segurança exigidos pelas autoridades sanitárias e pela Federação Paulista de Handebol (FPHand), que deve programar para outubro, o campeonato paulista da categoria.

A H7 Esportes/La Salle comandada pelo técnico Antonio Carlos Rodrigues foi a primeira em São Carlos em modalidades indoor a retornar às atividades presenciais. A primeira, também, a anunciar reforços. A armadora e ponta direita Larissa (18 anos), de Presidente Prudente foi a primeira.

Nesta terça-feira, 8, mais uma novidade. A brasiliense Marina Bosco Assad de Souza, 17 anos (armadora esquerda e ponta esquerda) também irá vestir a camisa do time são-carlense.

Com passagens pelo Colégio Marista de Brasília, jogou pelo JR 98 Psul e pela UnB (Universidade de Brasília) e teve como técnicos Felipe Cardoso e Marcelo Marques.

Marina se apaixonou pelo handebol quando tinha 12 anos e com apenas três meses de treino, disputou o primeiro campeonato, realizado em Anápolis. “Lembro que levei muita pancada. Era inexperiente”, disse, em tom de brincadeira.

Com o tempo, se aprimorou tecnicamente e se empolgou com a proposta são-carlense. “Sempre tive o sonho de sair de Brasília para evoluir e fazer com que meus sonhos se tornassem realidade. E São Carlos me deu uma proposta concreta e que me auxiliaria com os estudos. Crescer no esporte, mudar meu estilo de jogo para mais variações e, claro, chegar na seleção é meu sonho. E acho que o H7 Esportes/La Salle é o segundo passo na minha carreira”, ponderou.

MAMÃE PRESENTE

O sonho que não é apenas da filha. O desejo de ver Marina evoluir e crescer como atleta corre nas veias da médica Vera Lúcia Pereira Bosco, 60 anos, mãe da jogadora que defenderá São Carlos na temporada 2020.

Caçula de 6 filhos, todos naturais de Brasília/DF, Marina é a caçula de Vera Lúcia que também manteve contato com a reportagem do São Carlos.

Segundo ela, Marina é apaixonada desde criança pelo handebol e joga com garra, com o coração além da vontade. “Sempre enfrentou as dificuldades para estar em uma equipe. Ia sozinha para treinos e campeonatos. Eu apenas a incentivei, sem ter ideia que um dia estaria com ela em outro estado, longe de casa, trazida por esta modalidade esportiva”, disse, com surpresa, a zelosa mamãe.

Vera Lúcia disse que São Carlos, através do técnico Antônio Carlos, ofereceu a Marina uma oportunidade de realizar o sonho de jogar em um ambiente seguro e sem qualquer prejuízo aos seus estudos. Poder inclusive disputar um campeonato estadual, tendo como adversárias, as elite brasileira no handebol feminino.

“Minha função nesse processo é permitir que ela se desenvolva integralmente como pessoa, como atleta e como uma profissional no futuro. Mas confesso que é difícil demais voltar sem ela, muitas vezes já derramei algumas lágrimas. A Marina é especial e muito amada. Tenho que ajudá-la a se realizar nos seus muitos aspectos”, confidenciou Vera Lúcia.

Além de ficar longe de casa, Marina inicia uma nova etapa em sua vida em um ano marcado pela pandemia da Covid-19. Um infecção que traz insegurança e que requer cuidados extras para que não ocorra a infecção. Como mãe e, principalmente médica, conhecedora portanto da letalidade do novo coronavírus, Vera Lúcia tem uma opinião muito interessante.

“Quanto à Covid, é um momento de insegurança em alguns aspectos. Aguardamos as orientações das instituições sanitárias do estado e da Prefeitura para, através do Antônio Carlos, vir no momento mais seguro e cumprindo as disposições propostas para a segurança individual e do grupo de atletas”, analisou.

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