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terça, 20 de outubro de 2020
De sonho a realidade

Aos 16 anos, Laura Pigatin chega a seleção brasileira e deve disputar Sul-Americano de Futebol Feminino

Emocionada, são-carlense chega a primeira convocação e lembra que, quando criança, esteve perto de praticar o ballet

13 Out 2020 - 08h08Por Marcos Escrivani
Aos 16 anos, Laura Pigatin chega a seleção brasileira e deve disputar Sul-Americano de Futebol Feminino - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

A segunda-feira, 5, foi de pura emoção e alegria para a são-carlense Laura Pigatin. Aluna no Diocesano La Salle e atualmente defendendo a Ferroviária de Araraquara, aos 16 anos foi convocada pela técnica Simone Jatobá e irá integrar a seleção brasileira sub17 de futebol feminino que irá disputar o Campeonato Sul-Americano, que acontece em novembro no Uruguai. Ela já se apresentou com as demais atletas na Granja Comary, em Teresópolis/RJ, onde treina até dia 16. Posteriormente até o dia 31, as jogadoras seguem as atividades em Pinheiral, também no Rio de Janeiro.

Antes do embarque para se apresentar à Simone Jatobá, Laura concedeu entrevista ao São Carlos Agora e contou um pouco sobre sua trajetória no futebol esportivo. Porém, antes, fez questão de compartilhar seu sucesso com todos aqueles que estiveram lado a lado e viram seu sonho tornar realidade.

“Quero agradecer a todos que de uma forma ou de outra me ajudaram a realizar esse sonho de chegar a Seleção Brasileira. Não vou citar nomes, pois não quero correr o risco de esquecer alguém. Muito obrigada a minha família e especialmente a Deus, pois sem ele nada disso seria possível”, disse.

BAILARINA?

Com apenas 4 anos, Laura teve o primeiro contato com uma bola de futebol. Mas tudo aconteceu de uma forma bem curiosa, pois na época era aluna na escola infantil Brincando Com Letras. “Lá tinha aulas de ballet e futebol e tinha que ser feito uma escolha. Então as meninas foram para o ballet e os meninos, futebol. Mas eu quebrei a regra, pois queria jogar bola. Naquela época até meus pais acharam estranho, mais depois aceitaram de boa. Eu era a única menina que jogava”, disse.

MULT SPORT, TURMA DO RUBÃO, ADESM

Em pouco tempo, Laura já estava na escola de futebol da Mult Sport onde ficou por um tempo e ao lado de amigos, formou o time Turma do Rubão. Em seguida, foi para a ADESM, um projeto social do Sindicato dos Metalúrgicos que visa dar oportunidade para jovens praticar atividades esportivas.

“Lembro que eu era a única menina que jogava bola. Não tinha time feminino com atletas da minha idade”, comentou, salientando que no começo jogava apenas futebol society e futsal. “Nesta época eu estava no time do Rubão disputando um torneio no Sesi, quando o técnico Rogério me viu e convidou para que eu disputasse futebol de campo. Desde então busco meu espaço”.

FERROVIÁRIA

O talento desta meio campo criativa não demorou para chamar a atenção da Ferroviária de Araraquara, que tem um trabalho sério e com metas definidas e disputa campeonatos oficiais. Com 13 para 14 anos, foi para a equipe grená onde disputou dois campeonatos paulistas, Campeonato Brasileiro sub18 e sub16 e a Copa Nike. Fez gols e deu assistências.

“Sou destra, gosto de armar jogadas e finalizar. E estou aprimorando minha canhota também. Estes dois anos de Ferroviária está sendo de muito aprendizado”, garantiu.

A CONVOCAÇÃO

No final de 2019, Laura confessa que esperava uma convocação que não veio. Começou 2020 e veio a pandemia da Covid-19. Apesar de estar esperançosa em vestir a camisa da seleção brasileira, a são-carlense confessou ao SCA que ficou surpresa com a convocação.

“Fiquei feliz e emocionada. É mais um sonho que se realiza”, disse. “Luto para se tornar uma jogadora profissional e este é mais um passo, pois já treino com o time principal da Ferroviária. Graças a Deus tudo está dando certo e acredito que posso ir longe como jogadora. Mas quero dizer que tenho em mente um “plano B”, pois quero continuar a estudar”, complementou.

SEGUIR OS PASSOS DE MÔNICA

São Carlos já tem uma jogadora de futebol feminino que marcou época. Mônica Angélica de Paula. Ou apenas Mônica, zagueira que já disputou campeonato mundial e foi medalhista em Jogos Olímpicos.

“Não há conheço pessoalmente. Mas tive o privilégio de jogar contra ela. Para mim, a Mônica é ainda uma superatleta. Tem minha admiração e respeito e ela é meu espelho sim. Quero chegar onde ela chegou e luto para isso. Vou dar meu melhor para escrever meu nome na história esportiva de São Carlos. Como ela fez”, garantiu Laura.

PELA TITULARIDADE

Agora na seleção brasileira sub17, Laura Pigatin tem uma meta: vai treinar forte e dar o máximo para chegar a titularidade. “Estou na seleção, é fato. Agora quero batalhar para estar entre as onze. Temos sempre dar o melhor e ter a oportunidade de se destacar. Vou em busca disso, sempre”, finalizou.

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