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quinta, 28 de outubro de 2021
Entretenimento

Rodrigo Zanc interpreta sucessos de Dominguinhos no Sesc São Carlos

14 Dez 2017 - 08h20Por Redação
Foto: Nalú Fernandes - Foto: Nalú Fernandes -

O show "Viola para Dominguinhos" será apresentado nesta sexta-feira, 15, a partir das 20h, na área de convivência externa do Sesc São Carlos. Os lugares são limitados e a entrada é gratuita.

Rodrigo Zanc irá interpretar na oportunidades, os principais sucessos do artista nordestino.

Luiz Gonzaga deu o tom e Dominguinhos seguiu a melodia na sanfona. Inovou a arte do mestre, emprestando ao instrumento sotaques diferentes. É ai que a história de Rodrigo Zanc encontra reflexo.

Nesse show, Zanc presta homenagem e coloca suas violas à disposição da obra de Dominguinhos. Além de Rodrigo Zanc (viola e voz), a banda é formada por Fabio Russi (baixo), Thiago Carreri (guitarra e voz), Gustavo Camillo (teclado e voz), Bruno Bernini (bateria) e Thadeu Romano (acordeom).

DOMINGUINHOS

José Domingos de Moraes, o Dominguinhos, nasceu em Garanhuns - PE no ano de 1941 e iniciou sua carreira aos oito anos de idade. Em 1950, conheceu Luiz Gonzaga que deu ao cantor uma sanfona de presente. A partir daí, passa a seguir a melodia da sanfona. Dominguinhos inovou no sotaque da sanfona com um estilo diferenciado. Em 1956, temos o primeiro trabalho com o Rei do Baião (Luiz Gonzaga). Em 1964, lançou o primeiro LP na Catangalo de Pedro Sertanejo, um pioneiro do forró em São Paulo. Exímio sanfoneiro, teve como mestres nomes como Luiz Gonzaga e Orlando Silveira. Tem em sua formação musical influências de baião, bossa nova, choro, forró, xote, jazz etc. É co-autor de vários sucessos perenes da MPB. A lista é vasta: "Eu só quero um xodó", "De volta pro aconchego", "Gostoso demais", "Isso aqui tá bom demais", "Pedras que cantam", "Quem me levará sou eu", "Abri a porta", "Tenho sede", "Lamento sertanejo", "Quando chega o verão", "Tantas palavras"... e tantas outras. Filho musical do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, parceiro e amigo de artistas como Chico Buarque, Gilberto Gil, Gonzaguinha, Nando Cordel, Anastácia, Fagner, Fausto Nilo e Abel Silva, ele é simplesmente Dominguinhos.

Luiz Gonzaga deu o tom e Dominguinhos seguiu a melodia na sanfona. Mais do que aprender, o discípulo inovou a arte do mestre. Dominguinhos emprestou à sanfona sotaques novos e diferentes. Não abandonou o baião de seu padrinho, mas também não deixou de brincar em outras praias da música brasileira. E é ai que a história de Rodrigo Zanc encontra reflexo... Apesar das influências da música caipira de raíz, sua carreira está baseada na pesquisa de novos caminhos e possibilidades com a viola caipira. Trabalho que deixa evidente o desapego do artista com modismos e tendências constantemente impostos pelo mercado. O trato com as canções, as harmonias, os arranjos, a colocação da voz nos remetem a um campo novo, belíssimo.

A verdade inerente na obra de Dominguinhos, fez despertar no violeiro o desejo de prestar esse tributo. O trabalho de ambos, é mais uma prova de que pouco importam os sotaques ou origens quando trata de fazer música.

REPERTÓRIO

Além da autoria de inúmeros sucessos instrumentais, Dominguinhos tem canções em parceria com grandes nomes da música popular brasileira como Chico Buarque (Tantas palavras, Xote da navegação), Nando Cordel (De volta pro aconchego, Gostoso demais, Faz de mim, Isso aquí tá bom demais), Gilberto Gil (Abri a porta e Lamento sertanejo), Manduka (Quem me levará sou eu), Fausto Nilo (Pedras que cantam)... E tantas outras. É nessa fase, a partir da década de 70, que Rodrigo Zanc pesquisa o repertório para esse tributo, e prepara sua releitura colocando todas as violas à disposição do mestre Dominguinhos e de sua belíssima obra.

RODRIGO ZANC

Rodrigo Zanc pesquisa a viola brasileira e suas influências há mais de 20 anos, e desde então vem lutando pela manutenção e propagação da cultura ligada ao instrumento. Com um "tocar" autêntico, sua viola passeia por melodias e harmonias rebuscadas e por vezes imprevisíveis, porém, sem perder a singeleza que toca ao coração. Participou de inúmeros festivais para tornar sua música conhecida. Dentre eles, cinco edições consecutivas do "Viola de Todos os Cantos" (EPTV/GLOBO), conquistando importantes premiações. Em 2006 lançou "Pendenga", seu primeiro CD. As andanças com o primeiro disco levaram-no à Europa, em 2010. Por aqui, proporcionaram a oportunidade de dividir o palco com importantes representantes da nossa música, como Pena Branca e Zé Mulato e Cassiano. Em 2013, produziu seu segundo disco, "Fruto da Lida", e foi selecionado para o 26º Prêmio da Música Brasileira no ano seguinte. Seus shows vêm conquistando os palcos das unidades do SESC e SESI no Estado de São Paulo, além de festivais, mostras culturais e projetos incentivados, através do ProAC.

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