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quinta, 28 de outubro de 2021
Para crianças de todas as idades

Espetáculo de Circo Simbad, o Navegante é atração no Sesc São Carlos

19 Jul 2019 - 08h06Por Redação
Espetáculo de Circo Simbad, o Navegante é atração no Sesc São Carlos - Crédito: Paulo Barbuto Crédito: Paulo Barbuto

O espetáculo da Cia. Circo Mínimo, “Simbad, o Navegante”, é a atração do Sesc São Carlos. A apresentação gratuita será neste sábado, 20, às 16h30.

“Simbad, o Navegante”, é uma adaptação da história clássica das mil e uma noites, contada com um cenário todo formado por bambus. Nela, dois atores criam mundos, ilhas, barcos, baleias, pássaros gigantescos, tempestades e perigos, manipulando estruturas de bambus que dão suporte para as acrobacias.

A diretora Carla Candiotto, também responsável pelos dois espetáculos anteriores para crianças da Cia, é conhecida por seus trabalhos para esse público, aos quais ela imprime um estilo bem-humorado e inteligente, usando sempre o ator como base para a narrativa. Simbad não é diferente. Veja o que escreveu Dib Carneiro sobre o espetáculo na Revista Crescer:

“Nesta ótima adaptação da companhia Circo Mínimo, ‘Simbad, o Navegante’, está muito bem retratado e representado. A diretora Carla Candiotto, valendo-se inteligentemente de uma linguagem mista – teatro, dança, contação de histórias e circo – acertou mais uma vez no ritmo e no clima de encantamento que fisga a plateia desde o primeiro minuto.

(...) isso funciona demais com as crianças, reforçando conceitos, auxiliando o ritmo da narrativa. (...) o que mais chama a atenção neste espetáculo, fazendo dele antológico e inesquecível, é a estrutura móvel de bambu, de 4 metros de altura. Você não vai acreditar na versatilidade do material.

As varas de bambus impregnam o espetáculo de uma inacreditável agilidade, transformando-se em baleias, monstros, vestidos, chapéus, barcos, navios, pássaros, serpentes, trapézios, gangorras e tantos outros elementos importantes para o desenvolvimento dos sete contos narrados pelos dois atores.

No elenco estão Ronaldo Aguiar, conhecido e premiado palhaço de circo e de teatro (Doutores da Alegria, Circo Roda Brasil), que também possui formação em dança, e Rodrigo Matheus, fundador do Circo Mínimo, circense conhecido por seus trabalhos aéreos.

O Circo Mínimo foi criado por Rodrigo Matheus, em 1988, com o espetáculo de mesmo nome, o qual foi indicado para o prêmio MAMBEMBE (Categoria revelação, pela pesquisa de linguagem) naquele ano, em parceria com Alexandre Roit e Camila Bolaffi.

Em 1993, quando Matheus voltou a São Paulo, depois de morar por 4 anos na Europa, montou “Prometeu”, com direção de Cristiane Paoli Quito, parceira desde os tempos de teatro amador. Este espetáculo recebeu os prêmios de Melhor Espetáculo do Festival de Curitiba de 1996, prêmio do público, e de Melhor espetáculo de rua, prêmio da crítica, no mesmo Festival.

História do Circo Mínimo

Em 1997, o Circo Mínimo produziu o espetáculo “Deadly”, dirigido por Sandro Borelli, criação da dupla No Ordinary Angels, composta por Deborah Pope e Rodrigo Matheus (criada na época em que Matheus morou na Inglaterra, e mantida desde então). Em 1998, este espetáculo foi o vencedor do III Festival de Teatro Físico e Visual da Cultura Inglesa e em 1999, do Total Theatre Awards - People's Choice, melhor espetáculo de Teatro Físico, na opinião do público do Fringe Festival de Edimburgo, Escócia.

Em 1998, produziu “Orgulho”, com direção de Carla Candiotto. Em 1999, Circo Mínimo apresentou todo seu repertório, juntamente com a estreia de “Moby Dick” (também dirigido por Cristiane Paoli Quito), no Centro Cultural São Paulo, em celebração de seus 10 anos.

Entre 1999 e 2002, a Companhia contou com um elenco de 8 atores. Com este elenco, em 2000 o Circo Mínimo estreou "Alados", criação coletiva, e “Ladrão de Frutas”, de Marcos Damigo, inspirado em “O Barão das Árvores”, de Ítalo Calvino, ambos dirigidos por Rodrigo Matheus.

Em 2001 estreou, no Festival da Cultura Inglesa-SP o monólogo “Gravidade Zero”, de Mário Bortolotto, dirigido por Elias Andreatto, e “História de Pescador”, com o elenco da Companhia, na piscina do SESC Consolação, São Paulo. Em 2002, estreou “Babel”, criação coletiva com elenco convidado, e direção de Rodrigo Matheus.

Em 2003, ano em que completou 15 anos de existência, montou o seu primeiro espetáculo infantil, “João e o Pé de Feijão”, dirigido por Carla Candiotto.

Em 2006, estreou “Road Movie”, vencedor do Cultura Inglesa Festival. Em 2007, estreou no interior paulista o espetáculo !Circo Máximo!, vencedor do Prêmio Funarte Miriam Muniz e do PAC Paulista. Em 2008, montou “Miranda e a Cidade”, de Aimar Labaki, no Teatro Popular do SESI e foi selecionado para o Programa Municipal de Fomento ao Teatro, com o projeto “Circo Mínimo – 20Anos – As Narrativas de Imagens”, que montou o espetáculo “NuConcreto”, a partir dos estudos do geógrafo Milton Santos, e remontagem e apresentação do repertório da Companhia, no início de 2009, no SESC Pompeia.

O Circo Mínimo fez parte da Central do Circo, entre 1999 e 2004, projeto contemplado duas vezes com o Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

Serviço

Data: 20 de julho, sábado.

Horário: 16h30.

Ingressos: GRÁTIS.

Local: Unidade São Carlos – Av. Comendador Alfredo Maffei, 700 – Jd. Gibertoni – São Carlos – SP

Mais informações pelo telefone: 3373-2333 

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