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sexta, 22 de novembro de 2019
Show gratuito

Arnaldo Antunes se apresenta na Praça do Mercado Municipal em São Carlos

07 Nov 2019 - 14h02Por Redação
Arnaldo Antunes se apresenta na Praça do Mercado Municipal em São Carlos - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

O cantor Arnaldo Antunes faz nesta sexta-feira, 8, a partir das 20h30, o show de lançamento de seu novo disco “RSTUVXZ” (Rosa Celeste/Pomm_elo). Com cenário criado por ele, iluminação de Anna Turra e figurino de Isadora Gallas, No repertório, as novas canções e os maiores sucessos de sua carreira. O show gratuito acontece na praça do Mercado Municipal em São Carlos.

“Sempre agi, antropofagicamente, tropicalistamente, ou apenas brasileiramente, como ouvinte ou compositor de músicas de gêneros diferentes, com muita naturalidade. Gosto do trânsito de informações, da mistura, e invisto geralmente minha energia em borrar as fronteiras entre diferentes territórios musicais, contra a rígida demarcação deles.

Dessa forma, não pude deixar de me encantar, ainda muito jovem, pelas sínteses entre samba e rock feitas por Gil, Caetano, Jorge Benjor, Tom Zé e Novos Baianos, entre outros, incluindo a emblemática Mosca na Sopa, de Raul, que fazia uma colagem dos dois ritmos demarcando refrão e estrofes. Quando presenciei ao vivo, pela primeira vez, a aproximação da bateria de uma escola de samba em um desfile no sambódromo, pensei logo (e declarei em entrevista na ocasião): "Isso é que é rock'n roll!". Mais recentemente, apreciei as fusões realizadas por Nação Zumbi e Baiana System, além da viagem de Marcelo D2 “em busca da batida perfeita”.

O samba e o rock vem se revelando em vários sintomas no trabalho de Arnaldo Antunes. Da criação de uma jam de sambas (Noel, Lamartine, Bezerra da Silva entre outros) convertidos em rock no Aeroanta, em São Paulo, no início dos anos 80, junto com Branco Mello, Akira S, Pamps (do Smack), Helcio Aguirra e Paulo Zinner (do Golpe de Estado) à participação, ainda com os Titãs, também nos 80, do fraterno show Samba Rock, concebido por Waly Salomão. Da recriação de canções de Adoniran Barbosa em iê iê iê à participação dos Demônios da Garoa em meu DVD Ao Vivo Lá em Casa (e a participação de Arnaldo depois no DVD deles). Da gravação de Eu Vou Ficar Aqui por Elza Soares  à composição de Talismã, parceria com Paulinho da Viola e Marisa Monte. Das releituras de A Razão Dá-se a Quem Tem (Noel Rosa, Ismael Silva e Francisco Alves), Judiaria (Lupicínio Rodrigues), Juízo Final (Nelson Cavaquinho e Elcio Soares) e Vou Festejar (Jorge Aragão, Noemi Dias e Dida) como rocks à tradução de Exagerado (Cazuza, Leoni e Ezequiel Neves) em bossa nova, acompanhado pelo violão de Cezar Mendes.

Há tempos alimentava a ideia de gravar um disco atritando sambas e rocks. O nome do disco é RSTUVXZ, pela coincidência de R ser a letra inicial de “rock” e S a de “samba”. E, na sequência, o que mais vier, até o Z. O apelido, é claro, fica sendo Rock Samba.

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