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quinta, 03 de dezembro de 2020
Eleições 2020

Sasso critica propostas fantasiosas, fala em abertura da ‘caixa preta’ do transporte e ‘revolução’ no SAAE

Na saúde, o candidato do Podemos defende um pente-fino para identificar os gargalos

23 Out 2020 - 11h01Por Redação São Carlos Agora
Antônio Sasso: “Aceitei esse desafio do Podemos porque eu sei que reúno condições e predicados de dar a São Carlos o que a cidade precisa e merece” - Crédito: DivulgaçãoAntônio Sasso: “Aceitei esse desafio do Podemos porque eu sei que reúno condições e predicados de dar a São Carlos o que a cidade precisa e merece” - Crédito: Divulgação

O advogado Antônio Sasso (Podemos) é o destaque desta sexta-feira (23) na série de entrevistas promovidas pelo São Carlos Agora com os candidatos à Prefeitura. O candidato tece críticas aos adversários e se autoproclama: “Eu não sou um político profissional. Sou um advogado, um cidadão que realmente deseja o progresso de São Carlos”.

Ele classifica como “falaciosas” algumas propostas dos adversários. “Estamos nos deparando com propostas absurdas, ilusórias, feitas por pessoas que não têm conhecimento do que é uma administração nas esferas pública e privada. Pessoas que estão vindo a público para iludir a população com mentiras, com falácias, com promessas que não terão como cumprir. Estão falando em passagem a R$ 1,50, R$ 2... Me diga como?”, pontua.

Ele aponta um caminho. “Nós temos a saída: entrar na Prefeitura e, ao sermos eleitos, vamos abrir a caixa preta do transporte público, descobrir o que está por trás dessa falta de licitação. Por que o transporte está sem contrato até hoje?”.

Sobre os problemas do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), ele defende mudanças na gestão e fala em “revolução”.

“Ninguém fala em enchente e daqui a pouco começam as chuvas fortes e todos correm atrás do prejuízo”

Acompanhe a entrevista:

  1. Porque ser prefeito de São Carlos?

Eu não sou um político profissional. Sou um advogado, um cidadão, alguém que realmente deseja o progresso de São Carlos. Aceitei esse desafio do Podemos porque eu sei que reúno condições e predicados de dar a São Carlos o que a cidade precisa e merece, ao contrário do que vimos por aí. Políticos profissionais que gravitam em torno das eleições e aparecem de quatro em quatro anos para assolar a população com uma série de pedidos de votos e promessas que, sabidamente, não cumprem. A nossa proposta é trazer para São Carlos não só a renovação política, mas o modo de se fazer política.

  1. Qual é a sua opinião sobre a saúde? E o que pode ser melhorado?

O meu vice, Noé Azambuja, é um médico, consagrado em São Carlos e com espírito humanitário destacado. O doutor Noé vai nos ajudar muito na saúde de São Carlos. A cidade precisa de recursos, de instrumentalização e de preparo dos integrantes da Secretaria de Saúde. O doutor Noé sabe como ninguém resolver esses problemas. Vamos dar uma guinada na saúde de São Carlos. Como? Eu sei como. Vamos rastrear os recursos da Prefeitura, com auditoria e controladoria. Teremos condições de sairmos da defensiva e partirmos para o ataque na espera da Saúde. Faremos o dinheiro render e ser aplicado onde se destinaria.

  1. O que você acha da Educação Municipal? Quais são as suas propostas para o tema?

Temos que instrumentalizar. Temos que preparar e qualificar os professores. Temos que dar condições aos trabalhadores da Secretaria de Educação, assim como na Saúde. Ao longo das andanças, percebemos um nível de comprometimento muito alto na Secretaria de Educação. Conversamos com pessoas que valem ouro e que estão dispostas a trabalhar por uma São Carlos melhor preparada.

  1. São Carlos está há seis anos sem a licitação do transporte público. O que vc pretende fazer?

Sobre o transporte público, estamos nos deparando com propostas absurdas, ilusórias, feitas por pessoas que não têm conhecimento do que é uma administração nas esferas pública e privada. Pessoas que estão vindo a público para iludir a população com mentiras, com falácias, com promessas que não terão como cumprir. Estão falando em passagem a R$ 1,50, R$ 2... Me diga como? A população precisa saber. De promessa, a população está cansada. Nós temos a saída: entrar na Prefeitura e, ao sermos eleitos, vamos abrir a caixa preta do transporte público, descobrir o que está por trás dessa falta de licitação. Por que o transporte está sem contrato até hoje? Ninguém conhece esse contrato. Uma hora falam de subsídio de R$ 700 mil que se paga à empresa de transporte. Precisamos identificar todos os pontos lacunosos dessa questão do transporte para trabalharmos na solução do problema, que passa pela adoção de vias alternativas de transporte público, pensarmos no barateamento da passagem, na mobilidade urbana. Podemos apostar em vans, mototáxis, em mais de uma empresa para dividir a concessão do serviço. Podemos apostar numa solução radical que consiste na Prefeitura reconquistar frota própria para o transporte, esse é um fenômeno que, aparentemente, vai contra a administração, mas existem cidades no Brasil fazendo isso, porque conseguem controlar o gasto, o custo que se tem com o transporte concessionário. Temos planos para isso. O que precisamos é assumir a cadeira de prefeito.

  1. São Carlos é a Capital Nacional da Tecnologia. Como potencializar esta condição? Existe uma proximidade entre universidade, centros de pesquisa, Prefeitura e comunidade?

Vamos supor que a Prefeitura fosse um fornecedor de serviços. E vamos supor que o munícipe fosse o cliente desse serviço. Você só é alguma coisa quando o cliente o percebe com tal. A população de São Carlos não percebe a cidade como a Capital Nacional da Tecnologia. Percebe São Carlos como uma cidade largada em vários sentidos, uma cidade deficitária em vários aspectos e que apresenta problemas a serem escolhidos, em qualquer setor. A população quer, de fato, perceber-se como habitante da Capital Nacional da Tecnologia. Faremos isso. O que essa gente promete por aí é apenas promessa. E como fazer de São Carlos a Capital verdadeira da Tecnologia? Costurando ações coordenadas entre universidades, Embrapas, universidades fora daqui, adensando a nossa cadeia de senso crítico, adensando a nossa cadeia de formação de massa crítica. É isso que São Carlos precisa.

  1. Quais são as suas propostas para melhorar o emprego em São Carlos? De que forma atrair novas empresas?

Trabalhei por longos anos na gestão de empresas em São Carlos. Isso me deu expertise e me fez desenvolver habilidades, predicados que hoje só farão bem para a população. Para fazer uma administração pública mais eficaz, não tem outra forma. Temos de engajar o servidor público dentro do plano e das metas da administração pública. Os servidores públicos devem estar engajados na execução do plano de governo. Isso nós sabemos como fazer. Precisamos resgatar do servidor público o orgulho de  trabalhar na Prefeitura de São Carlos. O que nós pretendemos fazer é uma gestão que vai se desenvolver por meio de planos com eficiência, com qualidade e voltado ao bem estar da população. A atração de novas empresas é apenas uma faceta da geração de empregos. Não é a única. Existem outras formas de fomentarmos novos empregos, mas antes de qualquer coisa temos que formar a nossa mão de obra. Ela tem que ser qualificada para empregos que perdurem, empregos do futuro. Vale a pena nós trazermos empresas cujo nicho de mercado se extinguirá em breve? Não. Temos de trazer empresas de tecnologia, que apostem no capital humano de São Carlos, que tragam para São Carlos expertise que permaneça no mercado por muitos anos, gerando empregos sustentáveis.

  1. Políticas públicas para os jovens. O que você pretende fazer?

A criança e o jovem são o futuro. Não temos o direito de barrarmos o futuro. Temo que impulsionar o futuro. A Prefeitura precisa entender isso. Hoje, existe um abismo enorme entre a Prefeitura e a população. A Prefeitura toma decisões completamente divorciadas do que a população precisa. É necessário que o prefeito saía do gabinete e faça o que tem que ser feito, entenda os problemas e as demandas.

  1. O que você propõe para melhorar a arrecadação do município?

Estou muito preocupado porque, ao assumirmos a cadeira, teremos 1% para investirmos do orçamento próprio. Onde está o dinheiro que se arrecada? Arrecadamos quase R$ 1 bilhão. Realmente, captação de recursos é fundamental. E como? Levar São Carlos para fora do país, em busca de investimento. Tem gente que eu conheço, que reside fora do Brasil, e que quer investir. Precisamos abrir a cidade para os investimentos de fora. Não com investimentos especulativos, mas que tragam desenvolvimento sustentável, preocupado com o futuro que nos sobrevier enquanto cidade é isso que precisamos: sair a campo e buscarmos investimentos. Como fazer isso? Eu sei como.

  1. Hoje, o SAAE tem reclamações de desabastecimento em vários bairros e vazamento de água tratada. De que forma melhorar a gestão dos serviços?

O SAAE precisa de revolução. Os funcionários precisam ser instrumentalizados, a gente sabe que o SAAE tem dificuldades nesse sentido. Sabemos da necessidade de qualificação dos servidores, mas, principalmente: o SAAE precisa de um plano de ação adequado, estratégico, mapear a cidade e atacar com inteligência os problemas antes que eles apareçam. Essa é uma administração moderna. É inadmissível que o SAAE perda 53% do seu principal produção de produção: a água. Na iniciativa privada, isso seria motivo de demissão. No SAAE, falta comando, falta gestão e propósito, vocação.

  1. Quais são os seus planos para evitar as enchentes em São Carlos?

Ninguém fala em enchente e daqui a pouco começam as chuvas fortes e todos correm atrás do prejuízo. Não queremos que a população corra atrás do prejuízo. Queremos que a população progrida e não fica em volta de problemas do século 19. São Carlos precisa de decisão inteligente em 15 de novembro. E votar em quem sabe resolver o problema. É possível resolver o problema das enchentes. Não há problema de engenharia que a própria engenharia resolva, mas é necessário levar o assunto com seriedade. Uma comissão formada, no início do ano, foi a São Paulo e não levou plano de ação, não levou o problema mapeado. Vivemos numa gestão amadora. Se São Carlos acha que esse tipo de gestão ainda a representa, perfeito. Mas para aqueles que não estão satisfeitos com isso o Podemos se apresenta como a solução do problema.

  1. As políticas habitacionais dos governos estadual e federal foram reduzidas. De que forma, então, reduzir o déficit habitacional?

Temos que captar dinheiro público para isso. São Carlos tem direito a receitas públicas. É perfeitamente possível fazermos Parcerias Público-Privadas também para resolver esse problema. Agora, que segurança o investidor tem para saber se o seu dinheiro é investido corretamente? A Prefeitura não oferece essas condições. Essa é uma das razões que não conseguimos atrair investimentos. Vamos trabalhar com controladoria.

  1.  O que você promete de diferente dos seus adversários?

Sangue, suor trabalho e lágrimas. Um trabalho com idealismo e que vai levar São Carlos para o século 21, tirando-a da condição que estamos hoje.

As suas considerações finais

Que os eleitores pesem e comparem os candidatos. Que, realmente, optem pela renovação. A nossa campanha é modesta, não temos dinheiro. Alguns têm milhão para gastar. A nossa campanha conta com idealismo, com a vontade de servir a população, conta com a vocação das pessoas que compõem a nossa majoritária. A nossa campanha com o planejamento da gestão para que tenhamos os recursos necessários para serem gastos onde precisa.

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