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quinta, 03 de dezembro de 2020
Eleições 2020

Erick Silva projeta Rede Escola para melhorar atendimento na Saúde e o retorno do Orçamento Participativo

Candidato do Partido dos Trabalhadores critica o distanciamento do Poder Público das universidades

22 Out 2020 - 10h07Por Redação São Carlos Agora
“Eu pretendo ser eleito e não vou abandonar um bom projeto do Airton Garcia, por exemplo, só porque ele tem uma posição política diferente”, diz Erick Silva - Crédito: Divulgação“Eu pretendo ser eleito e não vou abandonar um bom projeto do Airton Garcia, por exemplo, só porque ele tem uma posição política diferente”, diz Erick Silva - Crédito: Divulgação

Erick Silva (PT) é o candidato entrevistado desta quinta-feira (22). Ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Região, o postulante à gestão do Paço Municipal defende a integração da rede de ensino da saúde à Rede Pública de atendimento básico ao cidadão. “A Faculdade de Medicina foi implantada na UFSCar por gestões do prefeito Newton Lima. O Hospital Escola foi construído por ele e teve seu segundo módulo construído pelo Oswaldo Barba. Tudo isso fazia parte de um projeto que tinha por objetivo integrar a faculdade de Medicina e o Hospital Escola à saúde municipal. Isso estava em andamento na época do Barba, mas foi abandonado pelo Altomani e não foi retomado pelo atual prefeito”, lamentou.

Erick Silva defendeu o retorno do Orçamento Participativo, iniciativa de governos petistas, que contavam com a participação popular nas decisões sobre a destinação de recursos. “No Orçamento Participativo, a população discute e decide onde será investido o dinheiro público, se é na construção de um posto de saúde, de uma creche, de uma avenida, conforme a necessidade do bairro”, acrescentou.

Erick Silva: “São Carlos precisa voltar a crescer e a se afirmar como a grande cidade que é e fazer o sorriso voltar aos rostos dos são-carlenses”. Foto Divulgação/Assessoria

Acompanhe a entrevista:

  1.  Por que ser prefeito de São Carlos?

Quero ser prefeito de São Carlos porque sou apaixonado pela nossa cidade, mas está abandonada nos últimos 8 anos. Temos um potencial gigantesco em termo de produção de conhecimento. Temos as universidades, os institutos de pesquisa, os parques tecnológicos,  uma massa de produção de conhecimento com profissionais altamente qualificados em todas as áreas, saúde, educação, geração de emprego e renda, transporte público, trânsito, segurança pública, economia local. Temos arquitetos urbanistas, engenheiros, e isso tudo é ignorado pela prefeitura.

Nos tempos de hoje, em que as prefeituras sofrem com poucos recursos, quando não estão quebradas, precisam de parcerias. Parcerias que tragam novas tecnologias, conhecimento de ponta para fazer a vida das pessoas melhorar. Parceria com a população, de modo que ela participa das decisões e tenha clareza a respeito do uso do dinheiro público. Quero ser prefeito porque vejo todas essas lacunas e uma população desanimada, sem orgulho de ser são-carlense, como já teve.  Ser prefeito é minha responsabilidade. São Carlos precisa voltar a crescer e a se afirmar como a grande cidade que é e fazer o sorriso voltar aos rostos dos são-carlenses.

  1. Qual é a sua opinião sobre a saúde? e o que pode ser melhorado?

A saúde é um excelente exemplo do que falei acima.  A população de São Carlos vê a saúde como a pior área, a que tem os problemas mais graves.  E, no entanto, nós temos uma faculdade de medicina que foi criada para ter presença na rede de saúde. Temos um hospital escola, que depois virou hospital universitário que fazia parte desse projeto, de participar ativamente da saúde pública municipal.  A Faculdade de Medicina foi implantada na UFSCar por gestões do prefeito Newton Lima. O Hospital Escola foi construído por ele e teve seu segundo módulo construído pelo Oswaldo Barba.  Tudo isso fazia parte de um projeto que tinha por objetivo integrar a faculdade de medicina e o Hospital Escola à saúde municipal. Isso estava em andamento na época do Barba, mas foi abandonado pelo Altomani e não foi retomado pelo atual prefeito. Eu quero reconstruir essa ponte entre a universidade e a saúde pública da cidade, mas quero ir além, quero transformar a nossa rede municipal de saúde numa rede escola. Nossa rede integrada à faculdade e ao hospital. E não apenas de medicina, mas de enfermagem, de psicologia, terapia ocupacional, nutrição.  Isso será bom para a universidade, pois propicia este aprendizado aos alunos e será bom para o serviço público de saúde que vai ter esses profissionais qualificados da universidade atuando na nossa rede, como médicos, residentes, enfermeiros, gestores de saúde entre outros, essencial para melhorar a qualidade do atendimento à saúde.

  1.  O que você acha da Educação Municipal? Quais são as suas propostas para o tema?

A Educação Municipal agora tem uma urgência que se coloca acima das questões do seu dia a dia: a pandemia.  Sabemos que não é uma gripezinha, ela pode ser letal. O Brasil já bateu nos 150 mil mortos. Em São Carlos, estamos em curva ascendente.

Temos consciência de que uma vacina vai demorar a ficar pronta e disponível para a população. Ao mesmo tempo, existe uma mobilização do Governo do Estado no sentido de apressar a volta às aulas. Entendemos que nesse momento, uma volta às aulas irá expor as crianças, os professores e profissionais da educação, além de suas famílias ao risco do contágio. Nas atuais condições, tal hipótese é inaceitável. E manifestamos isso em carta aberta

Sabemos que em algum momento vamos voltar às aulas, mas para isso é preciso redefinir, readequar, preparar as escolas de uma maneira que reduza os riscos ao máximo. Isso não é uma questão de promessa eleitoral. Isso tem que ser feito agora e nem sequer começou.

É fundamental que haja adaptações físicas para garantir: condições adequadas de espaçamento de segurança nas salas de aula; ampliação e adequação dos banheiros; aumento do número de pontos de água (bebedouros e torneiras)  para hidratação e higienização constante de alunos, professores e funcionários; manutenção das janelas para garantir condições de aeração e ventilação constante; garantia de oferecimento adequado de EPIs para professores, funcionários e máscaras para estudantes.

Além dessas e outras medidas arquitetônicas é fundamental implantar protocolos de segurança e comportamento a serem amplamente informados, debatidos e seguidos por toda a comunidade escolar. Esses protocolos devem ser estabelecidos com a orientação de especialistas da área de saúde e devem constar de decreto municipal por se tratar de uma questão de saúde pública.

Antes dessas medidas, qualquer hipótese de volta às aulas é inaceitável.

  1.  São Carlos está há seis anos sem a licitação do transporte público. O que você pretende fazer?

Uma licitação de transportes não se faz de uma hora para outra e muito menos em período eleitoral.

Uma série de estudos precisam ser realizados preliminarmente, caso contrário o risco de apenas se substituir uma empresa por outra, sem qualquer alteração na concepção do sistema de transporte será inevitável.

Por exemplo, antes de se fazer uma licitação, é necessário fazer uma pesquisa de origem e destino. Isso é o que vai dizer quem são as pessoas que usam o transporte coletivo, para onde elas vão, em que horários, com que finalidades e com que frequência. É preciso também estudar as alternativas de transportes que a população está usando hoje, de modo que o novo sistema se integre a essas alternativas. A última pesquisa de origem e destino aqui em São Carlos foi feito pelo nossos governos. Ou seja, não existem dados atualizados sobre a situação de São Carlos.  Muita coisa mudou na dinâmica dos deslocamentos na cidade e isso precisa ser conhecido.

Esse é o primeiro passo, entender a realidade da população, suas necessidades de transporte, repensar o desenho das linhas, a frequência para, só depois dessas etapas, você definir as condições da licitação.

Hoje a Prefeitura está tentando encaminhar uma licitação sem nada disso. Não vai dar certo. É preciso outro tipo de mentalidade para implantar um sistema de transporte que efetivamente melhore a vida dos são-carlenses. Além disso, é importante destacar que precisamos mudar o modelo de contratação.

Um sistema de transporte coletivo deve ser concebido para servir a população em suas necessidades de circulação e não o contrário. Hoje o que vemos é que, com a pandemia, diminuiu a quantidade de pessoas nos ônibus. O que a empresa faz? Diminui o número de ônibus e corta linhas. Resultado, em plena pandemia, os ônibus andam lotados. Isso é irresponsabilidade. Isso tem que ser revisto.

  1.  São Carlos é a Capital Nacional da Tecnologia. Como potencializar esta condição? Existe uma proximidade entre universidade, centros de pesquisa, Prefeitura e comunidade?

Já existiu, foi muito importante e hoje é quase nenhuma. São Carlos é certamente a cidade de porte médio mais rica em produção de conhecimento e de tecnologia do país. Nenhuma cidade desse tamanho tem uma UFSCar, uma USP, aliás, dois campi da USP, duas Embrapas, um Instituto Federal, a Unicep, três parques de alta tecnologia.

São Carlos é uma potência justamente naquilo que hoje em dia diferencia as cidades, os estados e os países: a produção de conhecimento.

No entanto, aqui acontece uma coisa incompreensível: as últimas administrações ignoram essa produção científica e tocam a vida da cidade como se nada disso existisse.

Agora você pense nos enormes problemas que a cidade tem e, ao mesmo tempo, pense na quantidade de profissionais altamente qualificados nas áreas de saúde, educação, engenharia, saneamento, transportes, trânsito, ciências sociais, tecnologia da informação.  Gente que trabalharia para melhorar a condição de vida na cidade com dedicação, mas não são chamados. Como potencializar isso? Nossos governos fizeram isso. Havia mais de cem convênios entre a prefeitura e as universidades e instituições de pesquisa. Esse foi o ponto de partida.

Pretendo ir além, ampliar em muito essa colaboração. Trazer a tecnologia e a inovação para dentro da administração, para a saúde, para as escolas, para retomar os projetos contra as enchentes, para dinamizar a economia local, gerar empregos, qualificar a população, em suma, nesse assunto, o céu é o limite. Trata-se de um eixo do meu programa de governo essa aproximação entre a administração municipal com as universidades e centros de pesquisa.

  1.  Quais são as suas propostas para melhorar o emprego em São Carlos? De que forma atrair novas empresas?

São Carlos tem todo potencial de tecnologia e de conhecimento que nós já falamos, e isso é o principal atrativo para as empresas virem para a cidade. Para atrair novas empresas nós precisamos formar mão de obra especializada, oferecer qualidade de vida. Inclusive há federações que desenvolvem um ranking dos melhores munícipios para as empresas investirem, que trabalham no estudo do desenvolvimento socioeconômico das cidades e que acompanham isso.

É fundamental ampliar a cadeia produtiva da cidade. As várias empresas de porte médio; as três empresas multinacionais do ramo metalúrgico da cidade; mais a grande multinacional do ramo químico (fabricante de material escolar, lápis, cosméticos) precisam ter na cidade seus fornecedores. A Volkswagen é um exemplo disso, pois produz motores e exporta para vários países da América, da Europa, da Ásia e não compra um parafuso em São Carlos. O mesmo ocorre com a montadora de linha branca que é a segunda maior do mundo, segunda do Brasil, onde metade de todas as lavadoras e fogões exportados são produzidos aqui na cidade e a sua compra de componentes e peças em São Carlos também é muito baixa.

São três eixos fundamentais para criar emprego e renda na cidade: criar, formar mão de obra especializada, que nós temos plena capacidade instalada já na cidade; estabelecer um ambiente, uma qualidade de vida que seja um atrativo para as empresas; e trabalhar em ampliar toda a cadeia de produção do que já é feito em São Carlos. Se você tiver a cadeia de produção de motor, de peças toda instalada aqui certamente outra fabricante de motor virá para São Carlos; se você tiver a cadeia de produção de lavadoras, isso facilitará trazer outra empresa do ramo para a cidade, e assim por diante.

  1. Políticas públicas para os jovens. O que você pretende fazer?

Os jovens não são apenas o futuro do país ou da cidade, como é lugar comum dizer. Eles são ao mesmo tempo o nosso presente, com as suas próprias necessidades, os seus próprios desejos.

Os jovens precisam de cultura e lazer, precisam de esporte, precisam de boa educação fundamental, especialmente os jovens de famílias mais pobres. Mas eles precisam também de formação profissionalizante. Precisam ter as ferramentas para se incorporar de maneira produtiva a esta sociedade do conhecimento, que é como cada vez mais se define a sociedade do século 21.

Muitas coisas foram feitas nos nossos governos, como a implantação dos Centros da Juventude que hoje estão, e não é só pelas condições da pandemia, abandonados e cumprem apenas o papel de escola. Nós criamos a rede das Escolas do Futuro, uma experiência que foi reconhecida no país inteiro. Nós já fomos a cidade que mais investiu em programas culturais para a juventude.  Nós vamos retomar essas propostas e atualizá-las.

Mas aqui é importante voltar a outro ponto central do nosso programa de governo, a participação dos cidadãos. Em algumas cidades governadas pelo PT foi implantado o Orçamento Participativo para a juventude.

Não basta falar em nome dos jovens. É preciso escutar o que eles tema dizer. Ninguém sabe melhor o que os jovens querem do que eles mesmos. Nós vamos ouvi-los.

  1. O que você propõe para melhorar a arrecadação do município?

São Carlos é um município relativamente rico. Mais importante do que melhorara a arrecadação é melhorar a gestão financeira. Melhorar a forma como o município investe o dinheiro que não é seu, mas da população. O dinheiro da população é sagrado. É claro que é obrigação de qualquer governo evitar desperdícios, evitar a evasão fiscal. Isso é, dentro das regras atuais – e nós não pretendemos aumentar nenhum imposto – garantir que quem deve recolher impostos o faça. E sobretudo não permitir casos de desvio de recursos públicos como infelizmente tem sido noticiado nos últimos governos.

Por outro lado, sabemos que muitos trabalhadores, comerciantes e pequenos empresários em geral tiveram grandes prejuízos com a pandemia. E é preciso levar isso em consideração. Então, a primeira coisa é melhorar a estrutura e a qualidade dos investimentos da Prefeitura.

E a segunda é entender que se não se deve aumentar a carga tributária é preciso aumentar a base da arrecadação. E isso significa aumentar o movimento econômico da cidade. E a Prefeitura tem sim como estimular a economia da cidade. Por exemplo: retomando programas e propostas da Economia Solidária, estimulando o trabalho cooperativo, qualificando os trabalhadores para prepará-los melhor para as demandas atuais do mercado de trabalho.

Essa questão, da qualificação profissional é uma questão muito cara para mim porque é uma coisa que define a minha própria trajetória de vida como trabalhador metalúrgico e dirigente sindical.

  1. Hoje, o SAAE tem reclamações de desabastecimento em vários bairros e vazamento de água tratada. De que forma melhorar a gestão dos serviços?

Essa questão afeta profundamente a vida das famílias e agora, com a pandemia mais ainda. Chega a ser hipócrita fazer campanhas dizendo para as pessoas que elas têm que lavar as mãos várias vezes ao dia e elas não terem água para isso, nem para cozinhar, nem para tomar banho nestes tempos de calor extremo.

E não é só nas casas que falta água. É nos comércios, é nas escolas, é nos abrigos. É irresponsável ficar pressionando pela volta às aulas se nem o abastecimento de água nas escolas está garantido. Então esse é um problema prioritário para nós.

São Carlos, está, como todos sabem, sobre o aquífero Guarani. Essa é uma das benesses com que a natureza nos brindou. E nós temos que ser respeitosos com ela.Temos um sistema de coleta de água que combina captação de mananciais e captação por sistema de poços.

A política de médio e longo prazo para o fornecimento adequado de água potável deve então combinar as duas. Proteger os mananciais e racionalizar a captação pelo sistema de poços.

Outra cosa fundamental, que começamos a fazer na gestão do professor Jurandir Povinelli no SAAE, e foi abandonada ou pelo menos não seguiu no ritmo necessário, é a interligação dos reservatórios. Claro que tem a manutenção das bombas e da infraestrutura técnica. Mas é importante que o sistema de reservação funcione de maneira articulada. Se o reservatório de um bairro tem problema com a bomba ou esgota sua capacidade em função de um uso maior que o previsto, o sistema interligado deve permitir trazer água dos outros reservatórios para aquele bairro. Isso é um grande investimento, mas o nosso SAAE tem condições técnicas e financeiras para fazê-lo.

  1.  Quais são os seus planos para evitar as enchentes em São Carlos?

As enchentes são uma problema histórico da cidade, todos sabemos, Mas usar isso para insinuar que nada pode ser feito, como fez nosso prefeito no início deste ano é inaceitável. É preciso retomar projetos de médio e longo prazo que foram iniciados pelos nossos governos, do Newton e do Barba, e foram incompreensível e irresponsavelmente abandonados, como o projeto da Praça Itália, cuja ausência prejudica uma grande parte da população da cidade. Esse projeto estava aprovado, já tinha recursos federais destinados, a obra já tinha começado e... foi suspenso sem que o [Paulo] Altomani (ex-prefeito de São Carlos) tenha nunca explicado o motivo.

A melhoria da passagem da Praça Itália era parte de um projeto mais amplo, que incluía a construção de vários piscinões. Alguns deles foram feitos por nós, por exemplo o do Varjão. Outros estão em andamento como a da CDHU.

O combate às enchentes é o exemplo claro de que determinados programas devem ser entendidos como programas de estado e não de governo. É preciso entender que muitas coisas na administração da cidade não se resolvem em quatro ou mesmo oito anos.  É preciso continuidade administrativa. Essa história de vaidade de não levar adiante determinado projeto porque é de outro prefeito ou de outro partido é uma burrice ou uma vaidade que só prejudica a população.

Eu pretendo ser eleito e não vou abandonar um bom projeto do Airton Garcia, por exemplo, só porque ele tem uma posição política diferente. O que é bom para a cidade tem que se continuado.

  1.  As políticas habitacionais dos governos estadual e federal foram reduzidas. De que forma, então, reduzir o déficit habitacional?

Primeiro é necessário continuar buscando as parcerias com os órgãos federais e trazer a maior quantidade possível de recursos externos para a promoção de habitação popular na cidade, extraindo ainda mais possibilidades da ação ad nossa empresa municipal de habitação, a PROHAB, que precisa ser fortalecida.

Outra coisa, que tem custo muito baixo para a prefeitura e pode ser muito importante é um programa de assistência técnica gratuita para os cidadãos que fazem uma economia muito dura para construir suas casas, ou ampliar um cômodo para um novo membro da família. Em geral esse cidadão não tem condições de contratar um arquiteto ou um engenheiro para fazer um projeto melhor e acaba gastando mais do que seria necessário na sua casa. Por que às vezes não escolhe o melhor material ou não desenha a sua casa da melhor forma.

A Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social, esse é o nome técnico, já esta definida em lei federal e é incrível que uma cidade que tem excelentes cursos de arquitetura e urbanismo, de engenharia, não tenha esse programa até hoje.

  1.  O que você promete de diferente dos seus adversários?

Primeiro peço à população que analise a minha trajetória pessoal e a de Rose Mendes. Duas trajetórias preocupadas em melhorar o local de trabalho, o lugar onde as pessoas vivem.

Retomo aqui o tema da capacidade de produção de inovação da cidade. Esse é mais que um tema do meu programa de governo, é uma diretriz que abrange todas as outras áreas. Vou trazer essa riqueza de São Carlos para junto da administração, para ser usada em benefício da população.

Outro diferencial é o resgate de um governo participativo, como São Carlos já teve. É muito importante a prefeitura voltar a realizar as assembleias do Orçamento Participativo, e os conselhos. São canais de comunicação importantíssimos para a população. No Orçamento Participativo, a população discute e decide onde será investido o dinheiro público, se é na construção de um posto de saúde, de uma creche, de uma avenida, conforme a necessidade do bairro.

Nos conselhos, as pessoas podem se manifestar sobre os problemas que estão vivendo e propor soluções. Porque ninguém conhece os problemas da cidade melhor do que quem vive na cidade. Uma administração só tem a ganhar com esse tipo de diálogo.

Tivemos alguns desses projetos no passado, foi a melhor fase da história da cidade, que chegou a ser considerada uma das 20 melhores do país para se viver e se investir. Até os adversários reconhecem isso.

Suas considerações finais

 Quero resgatar o passado de desenvolvimento de São Carlos, mas quero ir além com essas propostas que trouxe aqui. Quero ver São Carlos voltar a brilhar.

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