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segunda, 25 de maio de 2020
Força-tarefa em prol da saúde

Santa Casa testa máscaras desenvolvidas pela USP São Carlos

08 Abr 2020 - 17h01Por Redação
Equipe da Santa Casa já está testando as máscaras durante o atendimento - Crédito: DivulgaçãoEquipe da Santa Casa já está testando as máscaras durante o atendimento - Crédito: Divulgação

A Santa Casa recebeu 90 máscaras doadas por uma rede formada por pesquisadores da USP e da UFSCar. As Face Shields, como são conhecidas, estão sendo usadas pela equipe do hospital (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas) que está cuidando dos pacientes com suspeita de Coronavírus. “Esses protetores faciais são um dispositivo a mais para proteger todo o rosto (olhos, nariz e a boca) contra partículas, sprays e respingos de fluídos corporais. Esses acessórios geralmente não são usados sozinhos, mas em conjunto com outros equipamentos de proteção”, explica o diretor clínico da Santa Casa, Flávio Guimarães.

AS MÁSCARAS

As máscaras Face Shields, usadas para complementar os Equipamentos de Proteção Individual na Saúde, foram desenvolvidas por pesquisadores na Europa. Em seguida, foram aperfeiçoadas por vários grupos ao redor do mundo, incluindo a equipe formada por cientistas do Departamento de Engenharia Mecânica da USP, em parceria com o Departamento de Engenharia de Produção da UFSCar e o Centro Federal Renato Archer (CTI), de Campinas. A tiara 3D é feita de ABS (um tipo de composto plástico) e a viseira feita de PET G (um material atóxico). “Depois de conversar e entender as necessidades dos profissionais da área da saúde, a própria Santa Casa conduziu um teste de esterilização usando um tipo específico de água oxigenada e o resultado foi satisfatório. Nós e o hospital constatamos ainda que a higienização das máscaras pode ser feita também com água e sabão ou álcool 70%”, explica a pesquisadora do Departamento de Engenharia Mecânica, Zilda de Castro Silveira.

Os protótipos foram feitos em impressoras 3D do laboratório do Departamento de Engenharia Mecânica da USP. Mas esse tipo de equipamento demora pelo menos 1 hora e meia para fazer 1 máscara, devido às características especificas para fazer esse equipamento, diferente do processo tradicional.

Para otimizar o processo e produzir as máscaras em larga escala, o grupo de pesquisa da Escola de Engenharia da USP (EESC-USP), em conjunto com o Departamento de Engenharia de materiais e de produção da UFSCar, conseguiu firmar uma parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais (Abinfer).

As empresas afiliadas à ABINFER, ligadas ao setor de ferramentaria e de injeção plástica e espalhadas por São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, estão trabalhando para começar a produzir as Face Shields a partir da semana que vem. O objetivo do grupo é entregar 400 mil máscaras para o Ministério da Saúde até o dia 7 de abril. E conta com o apoio dos cientistas para produzir esses equipamentos. 

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