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quinta, 05 de dezembro de 2019
Dia a Dia no Divã

Vestibular

25 Nov 2019 - 07h30Por (*) Bianca Gianlorenço
Vestibular -

Estamos na fase dos vestibulares, a meu ver, extremamente estressante para o estudantes que entram naquela maratona de provas.

Para o adolescente é um período delicado e cheio de incertezas, e nós como adultos precisamos ajuda-los, mas como?

Qual carreira seguir?

A escolha da futura profissão é a primeira dúvida, afinal, eles são questionados sobre isso desde que são crianças. Indiscutivelmente essa é a maior decisão que irão tomar, já que irá afetar toda a vida adulta deles.

Na maioria das vezes os adolescentes ainda não têm certeza do que cursar e até cogitam carreiras bem distintas, o que é completamente normal. Nessa etapa os pais podem dar a sua opinião, mas sempre tendo em mente que o que deve prevalecer é a vontade do filho. Essa é a hora de deixar o “coração” de lado e auxiliá-lo fazendo uma análise da personalidade, das habilidades, matérias em que eles têm mais facilidade e assuntos de maior interesse de maneira racional. Essa análise dos pais é importantíssima, pois nem sempre os adolescentes conseguem ter esse olhar e muitos talentos podem acabar passando despercebidos por eles.

Vale lembrar que uma orientação vocacional é uma experiência riquíssima e que irá ajudar a esclarecer muitos pontos. Esse profissional ajuda diversos jovens diariamente, já está acostumado a lidar com esses famosos dilemas e certamente ajudará nesse processo. 

O autoconhecimento é fundamental para que a decisão seja certa e que lá no futuro seu filho seja uma pessoa realizada e feliz profissionalmente. Calma e compreensão devem nortear essa etapa.

Em qual universidade?

Pública ou particular? Na mesma cidade ou longe de casa? Todas as possibilidades devem ser consideradas, mesmo que inicialmente a ideia do filho morar sozinho possa assustar. Nessa hora é preciso levar em conta a carreira escolhida, o aspecto financeiro, a qualidade da universidade, concorrência. É tudo uma questão de considerar o que é melhor ou possível naquele momento. Se o sonho do aluno é o de cursar medicina em uma faculdade pública, pode-se abrir mão de algumas coisas e ir para o interior ou para outro estado para realizá-lo. Se ele se sente completo estudando em uma universidade na sua cidade, mesmo que particular, porque sabe que será mais feliz assim, tudo bem também!

Independente da escolha, mais importante do que a instituição é a forma como o aluno se dedica e encara os estudos. Estar realizado é o que faz um bom profissional.

Será que vou passar?

Pode ser que eles não transpareçam, mas estão preocupados com essa questão. Para que eles se sintam seguros é importantíssimo ter o apoio de uma escola e de um curso pré-vestibular parceiros! Afinal, eles farão parte da rotina dos seus filhos num momento crucial. É preciso haver uma relação de confiança entre os pais e a instituição.

A dúvida da aprovação é normal, mas para amenizá-la é preciso oferecer essa preparação desde o início do Ensino Médio. Deixar para estudar só no último ano não é uma boa estratégia e só aumenta a pressão, portanto, tenham uma conversa franca. É preciso ir além dos estudos para as provas e lições de casa propostas, mas também criar um cronograma de estudos completo, rever o conteúdo aprendido anteriormente, fazer exercícios, redações e estar atualizado sobre tudo que acontece.

O cuidado com o ambiente de estudo também é fundamental. Por isso, todos em casa precisam colaborar com o silêncio e cuidar para que eles não sejam interrompidos sem necessidade.

E claro: incentive os estudos, participe, converse, ajude-os com o que for preciso. O apoio é mais importante do que a cobrança.

O vestibular e o Enem por si só geram uma pressão enorme ao adolescente devido ao volume de conteúdos e à alta competitividade.

Além disso, o jovem lida com pressão dos pais e da sociedade e demais conflitos nesse momento decisivo da escolha da carreira.

Durante essa fase o estudante pode apresentar os seguintes sintomas:

Ansiedade, agitação, estresse e falta de confiança;
Ter pensamentos de depreciação por si mesmo;
Não absorver os conteúdos;
Usar métodos ineficazes de estudo;
Ter apagões na hora da prova;
Sentir dificuldade em interpretar as questões;
Não conseguir lidar com o tempo.

Os pais devem estar atentos e cientes de que esse período não é fácil, então evite as cobranças, escute-os, acolha-os!

Como a psicologia ajuda estudantes?

Tratamento importante e que pode fazer diferença na preparação dos jovens para vestibulares e Enem, a terapia os ajuda a terem equilíbrio emocional, trabalhar a autoestima e evitar que o estresse e a ansiedade prejudiquem o desempenho nos estudos.

A psicoterapia pode amenizar a pressão para que a vivência do vestibular não seja traumática, pois, por meio do autoconhecimento, o estudante desenvolve habilidades que podem auxiliá-lo no manejo dos seus próprios conflitos.

Desejo boas provas!

(*) A autora é graduada em Psicologia pela Universidade Paulista. CRP:06/113629, especialista em Psicologia Clínica Psicanalítica pela Universidade Salesianos de São Paulo e Psicanalista. Atua como psicóloga clínica.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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