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quarta, 23 de outubro de 2019
Qualidade de Vida

Urticária (alérgica)

19 Set 2019 - 07h00Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Urticária (alérgica) -

A urticária é uma inflamação da pele de origem alérgica caracterizada pelo aparecimento de lesões, vergões vermelhos e salientes (inchadas) ou bolhas generalizadas e acompanhadas de prurido intenso na superfície da pele e geralmente provoca coceira, muita coceira. Essas lesões podem surgir em qualquer área do corpo, ser pequenas, isoladas ou se juntarem e formar grandes placas avermelhadas, com desenhos e formas variadas, sempre acompanhadas de coceira.

Aparecem em surtos, podendo surgir em qualquer período do dia ou da noite, durando horas e desaparecendo sem deixarem marcas na pele. Embora seja mais comum em adultos jovens (entre 20 e 40 anos), a urticária crônica pode ocorrer em qualquer idade, ao longo da vida, uma em cada cinco pessoas terá pelo menos um episódio de urticária. 

A urticária é uma doença muito comum. O seu nome deriva de urtiga, que lembra as lesões que provoca o contato com a planta.

As causas são múltiplas: alimentos, medicamentos, infecções (principalmente parasitas intestinais), o frio, o sol, o calor, a pressão, o suor, as picadas de insetos como abelhas ou vespas, o contato com determinadas plantas ou compostos como o látex entre outras.

Quando uma pessoa apresenta uma reação alérgica, o corpo libera histamina e outras substâncias químicas na corrente sanguínea, o que provoca coceira, inchaço e outros sintomas. A urticária é uma reação alérgica que pode ser desencadeada por diversos fatores:

Alimentos, como frutos do mar, peixe, amendoim, nozes, ovos e leite.

Medicamentos, como penicilina, ácido acetilsalicílico e remédios para controle da pressão arterial.

Alérgenos comuns, como pólen, pelos de animais, látex e picadas de insetos.

Fatores ambientais, como calor, frio, luz do sol, água, pressão sobre a pele, estresse emocional e exercícios físicos.

Outros problemas médicos, como imunidade baixa, lúpus e outras doenças autoimunes, linfomas, distúrbios da tireoide, hepatite, mononucleose e HIV.

De acordo com o tempo de duração, a urticária pode ser:

Urticária aguda: quando os sinais e sintomas desaparecem em menos de seis semanas.

Urticária crônica: quando os sintomas duram por seis semanas ou mais.

De acordo com a causa, a urticária é classificada em:

Urticária induzida: quando um fator é identificado, como drogas, alimentos, infecções, estímulos físicos (calor, frio, sol, água, pressão).

Urticária espontânea: quando a doença ocorre sem uma causa identificada, também chamada de urticária idiopática.

O principal sintoma de urticária é o surgimento de vergões na superfície na pele. Geralmente os vergões: são vermelhos e salientes, coçam intensamente, tem formato oval, são pequenos, porém do tamanho suficiente para serem notados a uma distância considerável.

O sintoma mais comum é a coceira (também chamada de prurido), mas as lesões podem provocar a sensação de ardor ou queimação. A coceira causada pela urticária costuma ser muito intensa e atrapalha a vida dos pacientes, prejudicando suas atividades em diversos aspectos, como o trabalho e o sono, os sinais e os sintomas da urticária podem reaparecer a qualquer momento, durante horas, dias ou meses.

Pode ocorrer inchaço rápido, intenso e localizado, que atinge normalmente pálpebras, lábios, língua e garganta. Este inchado é chamado de angioedema e, algumas vezes, dificulta a respiração, constituindo risco de vida, lesões de angioedema podem durar mais de 24 horas.

Também existe uma complicação chamada anafilaxia, na qual a reação envolve todo o corpo, causando náuseas, vômitos, queda da pressão arterial e edema de glote (garganta) com dificuldade para respirar, esses casos são graves e precisam de atendimento de emergência.

O diagnóstico da urticária e do angioedema são feitos principalmente pela história detalhada da doença e pelos sinais e sintomas que o paciente apresenta. Alguns exames laboratoriais, como os de sangue, de fezes e de urina, são solicitados para tentar identificar a causa da urticária ou encontrar doenças associadas.

Quando a etiologia não é encontrada, o diagnóstico é de urticaria idiopática, de causa desconhecida ou obscura. A biópsia da pele pode ser realizada em casos de difícil controle ou para diferenciar de outras doenças da pele.

O diagnóstico requer o estudo e acompanhamento específico do seu médico especialista. O seu médico realizará um estudo exaustivo com base na sua história clínica e antecedentes, como se apresentam os episódios, sintomas associados e duração das lesões.

Uma alta percentagem das urticárias agudas e crónicas permanecem como sendo de causa desconhecida ou idiopática.

É possível tratar alguns casos de urticária em casa, mas se os sintomas persistirem por mais do que alguns dias, a recomendação é que se procure ajuda médica para receber a devida orientação. Busque ajuda médica, também, se você tiver dificuldade para respirar e para engolir, entre as especialidades que podem diagnosticar urticária estão: Clínico Geral, Dermatologia e Alergologia.

O tratamento pode não ser necessário se a urticária for leve, pois, nesses casos, ela pode desaparecer sozinha. No entanto, caso seja necessário, o médico prescreverá alguns medicamentos específicos para tratar urticária, dentre eles estão anti-histamínicos, corticosteroides e outras drogas.

O tratamento da urticária é considerado eficaz quando o paciente fica completamente livre dos sinais e sintomas da doença, o primeiro passo é determinar o tipo de urticária (crônica ou aguda, espontânea ou induzida). No caso das agudas e induzidas, o ideal é afastar a causa quando possível, a urticária pode ser desconfortável, mas é geralmente inofensiva e desaparece sozinha, a causa exata da urticária não é identificada, mas o tratamento, quando necessário, se mostra eficiente.

Além do tratamento específico, a dieta alimentar costuma ajudar na melhora mais rapidamente, evitando o reaparecimento das lesões durante o tratamento. Nos casos de urticaria crônica espontânea, aproximadamente 25% á 33% dos pacientes não respondem ao tratamento com antialérgicos, mesmo em doses aumentadas, nesses casos, são avaliadas outras opções de tratamento mais modernas já disponíveis no Brasil.

O tratamento da urticária deve sempre ser indicado pelo médico dermatologista, após estudo detalhado de cada caso. A automedicação pode prejudicar, e muito, o tratamento e o controle da doença, realiza-se em função da causa, aplicando principalmente medidas preventivas para evitar o contato com os desencadeantes, além do tratamento sintomático, o tratamento sintomático destina-se a aliviar os sintomas, como o prurido e a erupção, através de anti-histamínicos e corticóides nos momentos de surto ou exacerbação.

Mesmo sem se descobrir a causa, a urticária pode ser controlada em mais da metade dos casos entre seis meses até um ano. A melhor forma de evitá-la é a pessoa se afastar, quando possível, daquilo que lhe provoque alergia, o principal passo é descobrir quais são esses “gatilhos”, é indicado evitar calor, bebidas alcoólicas e estresse, pois são fatores que pioram a irritação.

A dieta alimentar (sem corantes, conservantes, embutidos, frios, salsicha etc, enlatados, peixe e frutos do mar, chocolate, ovo, refrigerantes e sucos artificiais) costuma ajudar a melhorar o problema mais rapidamente, evitando o reaparecimento das lesões durante o tratamento.

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento, siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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