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domingo, 26 de setembro de 2021
Saúde Emocional com Max Reis

Transtornos mentais e emocionais em pacientes pós Covid-19

13 Set 2021 - 15h23Por Max Reis
Transtornos mentais e emocionais em pacientes pós Covid-19 -
Desde o ano 2020 que foi o início da pandemia devido ao Covid-19,  médicos e pesquisadores de todo o mundo vem observando alguns efeitos neuropsicológico pós Covid, por realmente haver uma considerável demanda de transtornos ansiosos, depressivos e cognitivos. 
 
E atualmente nós terapeutas temos realmente observado uma demanda aumentada de transtornos e outras questões emocionais, resultado da pandemia e efeitos pós Covid-19.
 
As pessoas reagem de maneira diferente a situações estressantes e traumáticas. Como cada um irá reagir à pandemia poderá depender de sua formação escolar e profissional, da sua história de vida, das suas características particulares e da comunidade em que vive, entre vários ouros fatores. Vamos observar os grupos que pincipalmente podem responder mais intensamente ao estresse de uma crise:
 
1)  Pessoas idosas ou com doenças crônicas que apresentam maior risco ao Covid-19;
2) Profissionais de saúde que trabalham no atendimento à Covid-19;
3) Pessoas que têm transtornos neuropsicológico (problemas emocionais), incluindo problemas relacionados ao uso de substâncias.
 
O aumento dos sintomas psíquicos e dos transtornos mentais durante a pandemia pode ocorrer por diversas causas. Dentre elas, pode-se destacar a ação direta do vírus da Covid-19 no sistema nervoso central, as experiências traumáticas associadas à infeção ou à morte de pessoas próximas, o estresse induzido pela mudança na rotina devido às medidas de distanciamento social ou pelas consequências econômicas, na rotina de trabalho ou nas relações afetivas e, por fim, a interrupção de tratamento por dificuldades de acesso.
 
Esses cenários não são independentes. Ou seja, uma pessoa pode ter sido exposta a várias destas situações ao mesmo tempo, o que eleva o risco para desenvolver ou para agravar transtornos mentais já existentes.
O distanciamento social alterou os padrões de comportamento da sociedade, com o fechamento de escolas, a mudança dos métodos e da logística de trabalho e de diversão, minando o contato próximo entre as pessoas, algo tão importante para a saúde mental.
 
O convívio prolongado dentro de casa aumentou o risco de desajustes na dinâmica familiar. Somam-se a isso as reduções de renda e o desemprego, que pioram ainda mais a tensão sobre as famílias. E, ainda, as mortes de entes queridos em um curto espaço de tempo, juntamente à dificuldade para realizar os rituais de despedida, dificultando a experiência de luto e impedindo a adequada ressignificação das perdas, aumentando o estresse.
 
Dicas que podem ajudar a aumentar o bem-estar neste período:
 
– Planeje uma rotina, mesmo ainda que esteja “em casa”: mantenha hábitos de horários para se levantar e dormir; rotinas de alimentação, entre outras coisas diárias.
 
– Se estiver em trabalho remoto, faça pausas e se movimente durante o período de trabalho. Sugere-se pausas de 5 minutos a cada 1 hora de trabalho e, preferencialmente, que as pausas sejam ativas.
 
– Identifique pensamentos intrusivos, repetitivos e catastróficos que levem à ansiedade; aceite que eles existem, mas que não necessariamente correspondem à realidade. Descubra o que funciona para seu alívio.
 
– Evite ler ou ouvir demais sobre o tema, busque se informar sobre outros assuntos e evite notícias sensacionalistas ou que tragam ansiedade; use as informações para planejar ações práticas.
 
– Questione e verifique todas as notícias que receber e não repasse o que não for oficialmente confirmado. Reserve um ou dois momentos do dia para se informar.
 
– Não discrimine alguém que esteja doente. Ajude-o com orientações para a prevenção da transmissão a outras pessoas.
 
– Proteja seus idosos, informando-os sobre os cuidados necessários diante da pandemia. Acolha os medos e auxilie com as dúvidas que possam surgir.
 
– Foque em comportamentos preventivos que estão sob seu controle: lavar as mãos, manter distanciamento social, seguir rigorosamente as recomendações das autoridades de saúde.
 
– Mantenha o uso das suas medicações regulares, verifique se vai precisar de nova receita ou compra e, se preciso, entre em contato com seu médico. Mesmo que seja necessário adiar consultas ou exames, não deixe de se cuidar.– Evite o uso de álcool e outras drogas.
 
– Faça atividades relaxantes como meditar, escutar música, assistir filmes, ler livros, fazer cursos online.
 
– Organize armários, separe roupas e objetos para doação; faça pequenos reparos em casa; arrume fotos, limpe caixas de e-mails, organize arquivos do celular.
 
– Cultive os laços afetivos: aproveite a convivência familiar; mantenha contato com amigos por mensagens, ligações ou vídeos. Telefone para alguém com quem não conversa há muito tempo.
 
– Busque formas de ajudar a sua comunidade, incluindo familiares, vizinhos, trabalhadores. A solidariedade e a cooperação auxiliam os dois lados e aumentam a satisfação e os vínculos sociais.
 
– Lembre-se de que as restrições impostas no momento são também para cuidar de você, de sua família e evitar contaminações.
 
– Aceite o momento presente, mas lembre-se de que vai passar.
 
– Reconheça o esforço dos profissionais de saúde, segurança, limpeza e outros serviços essenciais que continuam trabalhando para que você fique bem.
 
– Se estiver em sofrimento intenso, busque ajuda profissional de psicólogos e psiquiatras: há profissionais e serviços disponíveis mesmo que seja à distância.
maxreisrodape

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