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quarta, 08 de abril de 2020
Qualidade de Vida

Tendinite

05 Dez 2019 - 07h00Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Tendinite -

Tendinite é uma inflamação ou lesão do tendão, que é uma fibra responsável por unir o músculo ao osso, como uma corda fibrosa que faz a fixação dos músculos aos ossos, eles servem para transmitir a força de contração muscular necessária para mover um osso. É caracterizada por dor e inchaço do tendão, podendo afetar qualquer parte do corpo porém, são mais frequentes as tendinites no ombro, pulso, joelho e tornozelo.

Os tendões ajudam a controlar e transmitir a força dos músculos, o que torna capaz a movimentação dos nossos ossos. Dessa forma, a tendinite pode dificultar e até mesmo impossibilitar a movimentação do paciente.

Gestos simples como pegar o filho no colo, abrir a tampa do pote de geleia e usar o teclado durante o dia podem se tornar um desafio com a dor provocada pela tendinite inflamação muito comum que acomete tendões variados do corpo.

Muitos fatores causam o processo inflamatório. Entre eles, esforço repetitivo, problemas posturais e traumas, a tendinite gera muitas interpretações erradas que acabam retardando o tratamento correto, as chances de cura são maiores o quanto antes o paciente começar a terapia, é importante saber identificar o início da doença para procurar ajuda o mais rápido possível.

Fatores de risco: Falta de alongamento muscular global, a falta de alongamento dos músculos acaba sobrecarregando o tendão.

Postura inadequada: Ombros para frente diminuem o espaço destinado ao deslizamento dos tendões que os movimentam, causando atrito e lesão, a musculatura fraca também causa a inflamação.

Movimentos repetitivos: Esforços repetitivos, principalmente o uso de computadores, tablets ou celulares, acarreta a fadiga dos tendões, sobrepeso, excesso de atividade física causa causam a inflamação.

Idade: Com o passar dos anos, a circulação sanguínea nos tendões fica deficiente e causam a inflamação, a falta de atividade física principalmente nessa idade causam a inflamação.

Estresse: O estresse ocasiona contraturas musculares e fadiga, prejudicando os tendões.

Atividades esportivas erradas: Exercícios em excesso ou com técnica ou materiais inadequados podem causar tendinite.

Doenças autoimunes: Doenças autoimunes são patologias que podem fazer com que as células de defesa do nosso corpo reconheçam os tendões como inimigos por engano e comecem a atacá-los.

Fatores emocionais podem piorar o quadro, a mulher tem mais tendinite que o homem.

Em muitos casos, essa inflamação dos tendões é consequência de hábitos modernos. A boa notícia é que dá para escapar das dores ou ao menos controlá-las.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma a cada 100 pessoas sofre com a dolorosa tendinite. Como o corpo humano tem mais de 4 mil tendões e a tendinite é a inflamação de algum deles, fica fácil entender porque os números são tão altos.

Todo tendão, da cabeça aos pés, pode sofrer tendinite, por causa da vida moderna, as áreas mais afetadas são as dos punhos e antebraços, mexer repetitivamente no celular, digitar no teclado do computador e até dirigir estão entre as principais causas do problema. A tendinite pode acometer qualquer pessoa, as maiores vítimas são as que não fortalecem os músculos, deixam o alongamento de lado e adotam uma postura inadequada ao longo do dia.

Geralmente, a tendinite começa a se manifestar com uma dor localizada, por exemplo no antebraço e nos punhos. Aos poucos, ela irradia para a musculatura ao redor, um pequeno incômodo no punho pode alcançar o pescoço e se transformar em um uma forte cefaleia tensional, essas dores pioram com o movimento e resultam em diminuição da força.

Em casos mais graves e não tratados, tornam-se persistentes e capazes de atrofiar a musculatura. Uma tendinite pode durar dias, semanas, meses… ela eventualmente vira um quadro crônico que desencadeará processos mais sérios, como compressão das articulações, hérnia de disco, desgastes nos joelhos e muito mais.

Para se manter saudável, o tendão precisa de suporte mecânico, assim por dizer. A melhor maneira de prevenir a tendinite é realizar exercícios diários, a exemplo de alongamento e mobilizações orientadas por um fisioterapeuta, pilates, um acompanhamento técnico, atividade física moderada, com direito a fortalecimento da musculatura, também é uma grande aliada.

Os sintomas de tendinite mais comuns são: Dor local, que pode irradiar para toda musculatura ao redor, Fadiga, Perda de força, Fisgadas e dores ao se movimentar, Inchaço, Calor, Vermelhidão, Formigamento, Perda da mobilidade e por fim Atrofia muscular.

Se você está em dúvida sobre como diagnosticar a tendinite, os especialistas mais apropriados para isso são: Ortopedista, Reumatologista e o Fisioterapeuta.

O diagnóstico de tendinite geralmente é feito por meio da história que o paciente conta ao médico e pelo exame físico. O profissional buscará por sinais de dor e sensibilidade nos locais indicados pelo paciente, existem testes físicos específicos para cada tipo de tendão.

Pode ser, no entanto, que o médico solicite algum exame de imagem que julgar apropriado para certificar-se do diagnóstico, avaliar o grau de inflamação e, também, para eliminar outras possíveis causas de dor e saber o tendão correto afetado para começar o tratamento. É comum a dúvida sobre qual o exame mais indicado para descobrir a tendinite, o método mais usado para o diagnóstico de tendinite é o exame físico, o médico poderá checar se o problema é tendinite, lesão muscular ou lesão articular, sendo assim exames de imagem são complementares, os mais frequentes são ultrassonografia e a ressonância nuclear magnética.

Aqui encerro esse primeiro capítulo em relação a essa patologia tão conhecida e complexa, no proximo capítulo abordarei sobre seu tratamento, prevenção e convivência com o Prognóstico, até e desde já muito obrigado caros leitores.

(*) O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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