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sábado, 27 de fevereiro de 2021
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Sou desatento! Será que tenho transtorno de déficit de atenção com hiperatividade ( TDAH) ?

17 Fev 2021 - 18h41Por Thálita Juliana Boni de Mendonça
Sou desatento! Será que tenho transtorno de déficit de atenção com hiperatividade ( TDAH) ? -

O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividadeé neurocomportamental e comumente observado no público infanto-juvenil, apesar de também apresentar sintomas em adultos. Cerca de 6% das crianças possuem TDAH e 95% destas apresentam sinais durante os primeiros 12 anos de vida. Suas características mais evidentes são apontadas principalmente no ambiente escolar.

O indivíduo com este transtorno é mais desatento, impulsivo e hiperativo. Mais especificadamente, quando dizemos desatento significa que ele não consegue se atentar aos erros e aos detalhes, parece não ouvir o que lhe dizem, tem dificuldades para seguir ordem e compreender instruções, não cumpre prazos, é desorganizado, se esquiva de atividades que exigem esforço mental, perde objetos e os esquece facilmente, é distraído, se perde na rotina e nas tarefas do dia-a-dia, tem memória desajustada. Ademais, o TDAH causa caraterísticas como personalidade retraída, baixo desempenho escolar, dificuldade em absorver algumas informações, em tirar conclusões sobre determinados conceitos e em começar e terminar algumas ações.

Ao mencionar impulsividade e hiperatividade significa que a pessoa com TDAH também resiste em permanecer sentado, mexe constantemente o corpo, tem má postura corporal, se expõe ao perigo por querer subir e escalar lugares inapropriados, faz tarefas de forma acelerada, fala bastante e acaba por se intrometer em assuntos alheios, interrompe quando os outros falam e responde antes mesmo de concluírem a pergunta.

O diagnóstico deste transtorno se dá a partir da avaliação vinda de uma equipe multiprofissional constituída por psicopedagogos, psicólogos comportamentais, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, médicos. A análise realizada é psicognitiva e afetiva, além disso as observações dos familiares e da escola ou do ambiente de trabalho também devem compor esta avaliação. Por vezes, este transtorno é confundido com bipolaridade, dislexia, autismo ou personalidade própria. Logo, o paciente deve possuir mais de seis características citadas acima para que a investigação sobre o TDAH se efetive.

Aponta-se que o TDAH é dividido em três graus: leve (os sintomas são poucos e causam pequenos prejuízos profissionais, educacionais e sociais); moderado (os sintomas se compõem com características leves e graves); e grave (os sintomas causam prejuízos reais no quesito funcional, educacional profissional e social).

Destaca-se que este transtorno não tem cura, mas seus efeitos podem ser amenizados com tratamentos adequados e realizados por uma equipe especializada.


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