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sexta, 22 de novembro de 2019
Qualidade de Vida

Síndrome da Fadiga Crônica

03 Mai 2019 - 13h03Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Síndrome da Fadiga Crônica -

Cansaço é uma das cinco queixas mais freqüentes dos que procuram os clínicos gerais (médicos), cabe ao médico encontrar uma causa que justifique a falta de disposição. A tendência dos médicos nesses casos é atribuir a queixa às atribulações da vida moderna, noites mal-dormidas, alimentação inadequada, falta de atividade física, problemas psicológicos e alguns outros diagnósticos.

A síndrome da fadiga crônica é uma doença caracterizada pela fadiga extrema, que não pode ser explicada por nenhuma condição médica subjacente. Nesta síndrome, a fadiga costuma piorar com a atividade física ou mental, mas também não melhora com o repouso, pacientes, no entanto, sentem-se muito mal, excessivamente cansados, incapazes de concentrar-se no trabalho e executar as tarefas diárias, inconformados, fazem via sacra pelos consultórios atrás de um médico que leve a sério seus problemas, lhes ofereça uma esperança de melhora ou, pelo menos, uma explicação para o mal que os aflige.

Os cientistas não sabem exatamente o que causa a síndrome da fadiga crônica, embora existam muitas teorias, que vão desde infecções virais até estresse psicológico. A hipótese mais aceita hoje em dia, na verdade, é que uma combinação de fatores possa estar envolvida na causa da doença, na maioria das vezes, a doença se instala depois de um episódio de resfriado, gripe, sinusite ou outro processo infeccioso.

Por razões desconhecidas, entretanto, a infecção vai embora, mas deixa em seu rasto sintomas de indisposição, fadiga e fraqueza muscular que melhoram, todavia retornam periodicamente, em ciclos, durante meses ou anos.

Diagnosticada mais freqüentemente em mulheres do que em homens e pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum em pessoas entre os 40 e os 50 anos. A fadiga, como um sintoma significativo, atinge de 1 a 3% da população geral e é, com freqüência, descrito e mal definido pelos pacientes comparado a outros sintomas associados a disfunções específicas. A história do cotidiano e dos hábitos de vida do paciente pode ajudar no diagnóstico e evitar a necessidade de estudos diagnósticos extensos e não produtivos.

Como diferenciar esse estado de fadiga crônica, daqueles associados às solicitações da vida urbana. Não há exames de laboratório específicos para identificar a fadiga crônica, de acordo com o International Chronic Fatique Syndrome Study Group, o critério para estabelecer o diagnóstico é o seguinte, considera-se portadora da síndrome toda pessoa com fadiga persistente, inexplicável por outras causas, que apresentar no mínimo quatro dos sintomas citados, por um período de pelo menos seis meses; Dor de garganta, Gânglios inflamados e dolorosos, Dores musculares, Dor em múltiplas articulações, sem sinais inflamatórios (vermelhidão e inchaço), Cefaléia com características diferentes das anteriores, Comprometimento da memória mais recente ou da concentração, Sono que não repousa Fraqueza intensa que persiste por mais de 24 horas depois da atividade física.

Estudos sugerem que predisposição genética, doenças infecciosas prévias, faixa etária, estresse e fatores ambientais tenham influência na história natural da enfermidade. Condições como hipoglicemia, anemia, pressão arterial baixa ou viroses misteriosas também são lembradas, mas a verdade é que as causas da síndrome da fadiga crônica são desconhecidas.

A evolução da doença é imprevisível. Às vezes, desaparece em pouco mais de seis meses, mas pode durar anos ou persistir pelo resto da vida.

Mudanças de estilo de vida para que possa ter qualidade de vida podem ser úteis, especialistas recomendam uma dieta equilibrada, uso moderado de álcool, exercícios regulares de acordo com a disposição física e a manutenção do equilíbrio emocional para controlar o estresse.        

Reabilitação fisioterápica e condicionamento físico são fundamentais para a manutenção da atividade física e profissional.

O tratamento para a síndrome da fadiga crônica se concentra, principalmente, no alívio dos sintomas. Como a síndrome da fadiga crônica afeta as pessoas de muitas maneiras diferentes, o tratamento costuma variar de acordo com o paciente e os sintomas apresentados por ele, os médicos costumam indicar alguns medicamentos específicos, como antidepressivos e pílulas para dormir, uma abordagem que combina aconselhamento psicológico com um programa de exercícios leves pode melhorar e ate chegar a uma cura dentro de meses ou a melhora de todos os sintomas.

O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia. Atua em São Carlos.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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