
Em anterior artigo, falamos neste mesmo espaço da implementação, a título experimental, da semana de quatro dias de trabalho em alguns países europeus, entre os quais Portugal. Os debates sobre essa matéria continuam em termos políticos e empresariais, mas o consenso sobre esta matéria parece estar longe de ser atingido, principalmente em Portugal, onde a grande fonte de receitas é o turismo, uma atividade que funciona vinte e quatro horas por dia. Denotando desde há algum tempo uma notória falta de mão de obra em todos os setores, a área de turismo é a que mais sofre para dar respostas às demandas internas e externas, calculando-se que sejam necessários, atualmente, cerca de quarenta e cinco mil trabalhadores, sendo quinze mil só na hotelaria. À morosidade dos acordos sob os auspícios do governo, principalmente no que concerne a acordos de mobilidade que já deviam ter sido assinados com a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), onde o Brasil faz parte, para a contratação exponencial de emigrantes para a área do turismo, se adiciona a demora do governo português em inserir no Orçamento do Estado para 2023 (OE2023) maiores incentivos à criação de emprego, além das ainda e muito ativas burocracias absurdas, o que comprova que esta última é uma herança maldita que Portugal deixou para o Brasil. Quanto à mão de obra estrangeira que é necessária em Portugal para o setor de turismo, principalmente aquela que é oriunda dos países de língua portuguesa, é bom que os profissionais brasileiros fiquem atentos às oportunidades e que, enquanto elas não surgirem, se aprimorem e capacitem com cursos de especialidade.
O autor é jornalista profissional / correspondente para a Europa pela GNS Press Association / EUCJ - European Chamber of Journalists / European News Agency) - MTB 66181/SP.
Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.





