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segunda, 23 de setembro de 2019
Qualidade de Vida

Rinite

12 Set 2019 - 07h00Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Rinite -

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, publicados em outubro de 2018, cerca de 30% dos brasileiros sofrem de alergia. As reações alérgicas podem envolver qualquer parte do corpo, as mais comuns são as respiratórias e alimentares, entre as alergias respiratórias aparecem as rinoconjuntivites, sinusites e asma.

Rinite é caracterizada por sintomas nasais como obstrução, coriza, espirros, coceira ou alterações do olfato, geralmente durando por mais de uma hora, dois ou mais dias consecutivos. Rinite é uma doença inflamatória das mucosas do nariz, pode ser alérgica ou não alérgica, em ambos os casos, os sintomas são parecidos.

Cerca de 10% a 25% das pessoas sofrem de rinite alérgica.

O nariz tem a função de aquecimento e de umidificar o ar que respiramos, para que chegue ao pulmão quente e úmido e o tempo seco traz diversos incômodos, principalmente às pessoas alérgicas, que têm o quadro de rinite piorado e aumentando a secreção nasal. Entre outras atribuições, o nariz é responsável pela proteção inicial contra substâncias tóxicas e irritantes (alérgenos) que inalamos, existe um complexo mecanismo de defesa para impedir que essas substâncias alcancem os pulmões, faz parte dessa resposta a obstrução nasal, que provoca o bloqueio da passagem do agente agressor, além de espirros e coriza, essa reação é normal e todas as pessoas, ao entrarem em contato com algumas substâncias tóxicas, apresentam tais sintomas.

A rinite alérgica é resultado da resposta exagerada do corpo ao contato com determinadas substâncias, que o organismo pode identificar como estranhas,  caracteriza-se pela inflamação da mucosa nasal, mediada pela imunoglobulina. E, após exposição a um alérgeno, pode apresentar-se isolada ou associada a outras doenças alérgicas como a conjuntivite alérgica (rinoconjuntivite alérgica).

A rinite não alérgica é uma condição que causa espirros crônicos, congestão ou corrimento nasal. Embora esses sintomas sejam semelhantes aos da rinite alérgica, a rinite não alérgica é diferente porque, ao contrário de uma alergia, não envolve o sistema imunológico, uma reação alérgica ocorre quando o sistema imunológico reage excessivamente a uma substância inofensiva, conhecida como alérgeno.

A rinite mista é caracterizada com mais de um agente causador, podendo ser ocasionada por bactérias e vírus ao mesmo tempo

A rinosinusite é uma inflamação na cavidade nasal (nariz) e nos seios da face que pode provocar a obstrução nasal, secreção constante, dores de cabeça e no rosto e a perda de olfato.

As rinites podem ser classificadas em Agudas: quando os sintomas duram entre 7 a 10 dias ou Crônicas: quando os sintomas persistem por mais de 3 meses.

A rinite pode ser desencadeada ou agravada pela exposição a microrganismos como vírus, bactérias ou alérgenos (proteínas) que ficam dispersos no ar e penetrarem no epitélio respiratório. Os mais comuns são os oriundos de ácaros da poeira, de baratas, de fungos, pêlos, saliva e urina de animais domésticos, alimentos, descamação de pele, mofo, pólen, perfume, medicamentos, bactérias, vírus e mudanças bruscas de temperatura e etc.

Quando um homem e uma mulher alérgicos têm um filho, a probabilidade dessa criança ser alérgica é de cerca de 50%. No entanto, mesmo que nenhum dos pais apresente alergia, a criança ainda assim pode ter manifestações alérgicas, como rinite, conjuntivite, asma e alguns tipos de alergia de pele, sendo a forma mais comum, porém, é a rinite.

A rinite alérgica tem características hereditárias, mas mesmo que nenhum dos pais apresente o distúrbio, ele pode se manifestar. Também não é obrigatório a rinite se fazer presente desde o nascimento, é possível a pessoa tornar-se sensível a uma substância que antes era tolerada, isso significa que podemos conviver com determinada substância por muitos anos e vir a desenvolver sintomas apenas tardiamente.

Os sintomas típicos da rinite são: Espirros, Prurido (coceira) nasal intenso, Coriza (secreção) clara e abundante, Obstrução nasal, Edema da mucosa que leva à obstrução nasal. Também é possível observar em alguns casos a sangramento nasal (epistaxe), coceira nos olhos e lacrimejamento, podendo ocorrer coceira no conduto auditivo externo, palato (céu da boca) e faringe (garganta).

A rinite alérgica pode estar associada, ainda, a comorbidades, como asma, otites médias, sinusite e roncos.

É muito importante estabelecer o diagnóstico diferencial entre rinite alérgica e os outros tipos de rinite, é fundamental levantar a história do paciente e fazer uma avaliação clínica detalhada das vias aéreas. Alguns exames de imagem (endoscopia rinossinusal, raios X e tomografia) podem ajudar nessa distinção.

Uma vez fechado o diagnóstico de rinite alérgica, é preciso identificar as substâncias que provocam a alergia para evitar o contato com elas.

O processo diagnóstico inclui a história clínica realizada pelo otorrinolaringologista, antecedentes pessoais e familiares de atopia (alergia), exame físico e exames complementares laboratoriais ou de imagem.

O tratamento inicia após o processo diagnóstico diferencial, de maneira a direcionar o tratamento específico a cada subtipo de rinite. Por enquanto, a rinite alérgica não tem cura, mas algumas medidas cuidados com a higiene ambiental, uso de medicamentos e aplicação de vacinas antialérgicas ajudam a prevenir e a controlar as crises.

A maior parte dos casos de rinite aguda tem resolução espontânea na primeira semana após seu início, e o tratamento deve ser sintomático, composto por higiene nasal (lavagens ou gotas com solução salina), descongestionantes tópico locais (por poucos dias) ou sistêmicos, analgésicos e antitérmicos, quando necessário.

O tratamento a longo prazo da rinite persistente se baseia no uso adequado da menor dose de medicamentos que mantenham o paciente assintomático.

Existem vários medicamentos que podem aliviar os sintomas ou prevenir as crises da rinite alérgica, o primeiro grupo pertencem os descongestionantes e os anti-histamínicos, ambos para uso tópico ou sistêmico; ao segundo, os estabilizadores de membranas e os corticosteroides, nenhuma dessas drogas é isenta de efeitos colaterais adversos, eventualmente com graves conseqüências. Por isso, devem ser utilizadas somente quando prescritas por um médico e na dosagem recomendada.

As vacinas anti-alérgicas constituem outro recurso para o tratamento das rinites alérgicas. Elas são preparadas com base nos resultados de testes cutâneos, de acordo com as características de cada paciente, o tratamento é longo, porém quando feito corretamente, diminuí a sensibilidade do doente aos alérgenos, o que pode evitar o uso de medicamentos.

Rinite pode levar a outros problemas de saúde, como, Otite, Sinusite, Roncos (pelo entupimento do nariz), Problemas de sono, Conjuntivites.

Assumindo a questão como uma doença que pode ser prevenida e tratada. Há necessidade de adaptação individual ao clima, ambiente de trabalho e domiciliar.

Assim como manter acompanhamento com seu médico de confiança e seguir a prescrição. Siga à risca as orientações médicas para tratamento contra rinite, não interrompa o tratamento a não ser que o especialista o oriente neste sentido.

Existem medidas que fazem parte do tratamento da rinite por meio de evitar que fatores irritantes e alergênicos entrem em contato com a mucosa nasal. Chamamos esse conjunto de medidas de Higiene Ambiental conforme o IV CONSENSO BRASILEIRO SOBRE RINITES de 2017, pesquisem.

O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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