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sexta, 23 de agosto de 2019
Artigo Netto Donato

Respeito é bom e todo mundo gosta

14 Jul 2019 - 13h44Por (*) Netto Donato
Respeito é bom e todo mundo gosta -

Nós, seres humanos, somos ilhas uns para os outros e diariamente construímos pontes de esperança sobre um mar turbulento. Encaro assim a forma como nos relacionamos nos mais diversos níveis, desde as relações mais profundas até as mais superficiais, muitas vezes assim por mera falta de tempo ou pela correria do dia-a-dia.

Em certas oportunidades, como seres humanos que somos, algumas dessas pontes podem ser varridas pelas ondas e danificar nossas relações, motivadas em certa medida por atitudes sob as quais devemos sempre encarar as responsabilidades e arcar com as consequências.

Como pessoas, sim, temos diferenças, aliás, todos nós somos diferentes, somos únicos, ainda que muito parecidos. Fato. Somos todos seres humanos. Isso independe de cor, raça, credo, idade, gênero e qualquer outra distinção que se possa imaginar.

Essas nossas diferenças, que nos fazem ser especiais, não deveriam ser determinantes para o nosso comportamento perante o próximo, mas por vezes o são. Triste.

Temos, através de nossa história, tantos exemplos e relatos da crueldade de que se é capaz quando alguém se sente superior a outro, inferiorizando-o, subjugando-o, desprezando-o, ridicularizando-o, desrespeitando-o em tantos níveis que vão além de qualquer significado humano.

Será que continuaremos a repetir os mesmos erros? Quero crer que não. Olhando para trás, num passado nem um pouco distante, escravizamos e matamos o próximo por considerá-lo inferior, quando na verdade aquele que perpetra a maldade é seu próprio julgador, se sente menor, inferior e impotente, e tenta de todas as formas fugir de uma verdade que parece bastante óbvia: criam verdades fantasiosas para encobrir sua existência com o manto da mediocridade e frustração.

Reflitam comigo e vejam se esta não deveria ser uma verdade absoluta: todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos e têm o potencial de contribuir construtivamente para o desenvolvimento e o bem-estar de suas sociedades, pouco importando sua origem, cor, raça, credo, gênero, etc.

Atos de racismo e discriminação são moralmente condenáveis, socialmente injustas e perigosas e devem ser rejeitadas e enfrentadas de plano. Já passou da hora de acabarmos com o racismo da nossa realidade, da nossa rotina, da nossa vida.

Temos um longo e árduo caminho. Sempre tivemos. Pelo visto ainda teremos. Não podemos aceitar isso. Devemos mostrar nossa total e irrestrita desaprovação a atitudes como esta para que, dessa forma, possamos construir várias pontes com bases sólidas e que nem o frio, o sol, os ventos ou as ondas possam sequer arranhá-las.

(*) O autor é advogado, especialista em Direito Público e mestre em Gestão e Políticas Públicas, na Fundação Getúlio Vargas - FGV/SP.

O exposto artigo não reflete, necessariamente, o pensamento do São Carlos Agora.

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