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quarta, 21 de abril de 2021
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QUALIDADE DE VIDA: Síndrome do Túnel do Carpo

01 Nov 2017 - 01h32Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Foto: Divulgação - Foto: Divulgação -

Quanto mais cedo for a descoberta desta afecção, melhores são os resultados no tratamento

Síndrome do Túnel do Carpo é uma afecção comum e dolorosa do Punho e Mão, é uma neuropatia resultante da compressão do nervo mediano no canal do carpo, estrutura anatômica que se localiza entre a mão e o antebraço (Punho). Através desse túnel rígido, além do nervo mediano, passam os tendões flexores que são revestidos pelo tecido Sinovial, qualquer situação que aumente a pressão dentro do canal provoca compressão do nervo mediano é a síndrome do túnel do carpo.

A causa principal da síndrome do túnel do carpo é a L.E.R (Lesão do Esforço Repetitivo), gerada por movimentos repetitivos como digitar ou tocar instrumentos musicais, existem também causas traumáticas (quedas e fraturas), inflamatórias (artrite reumatóide), hormonais (tireóides, gravidez, menopausa) e medicamentosas, Tumores também estão entre as possíveis causas da síndrome, Diabetes Mellitus.

Apesar da relação clínica observada nos consultórios, às evidências científicas são conflitantes e esses fatores não foram estabelecidos como causas diretas da síndrome do túnel do carpo, vários estudos têm avaliado se existe uma associação entre o uso do computador e a síndrome do túnel do carpo. No entanto, ainda não há evidências consistentes de que o uso excessivo do computador possa causar a doença, muito embora possa causar dores na região das mãos e dos punhos.

A síndrome do túnel do carpo é geralmente mais comum em pessoas do sexo feminino, isso pode ser porque a área do túnel do carpo é relativamente menor do que em homens, e pode haver menos espaço para que o acometimento do nervo mediano seja mais comum.

SINTOMAS

Dormência ou formigamento do polegar e dos dois ou três dedos seguintes, de uma ou de ambas as mãos.

Dormência ou formigamento da palma da mão.

Dor que se estende até o cotovelo.

Dor no punho ou na mão, de um ou dos dois lados.

Problemas com movimentos finos dos dedos (coordenação) em uma ou ambas as mãos.

Desgaste do músculo sob o polegar (em casos avançados ou de longa duração).

Movimento de pinça débil ou dificuldade para carregar bolsas (uma queixa comum).

Fraqueza em uma ou ambas as mãos.

A dor normalmente é pior à noite, podendo ser tão intensa a ponto de acordar a pessoa e em alguns casos pode vir associada de irradiação podendo chegar ao braço e ombro.

 A flexão intensa dos punhos tende a piorar os sintomas de dormência e dor, em casos mais avançados, a sensação de fraqueza da musculatura inervada pelo nervo mediano e pode ser percebido na dificuldade de segurar um copo, fechar uma tampa ou mesmo amarrar sapatos.

Se você tem sinais e sintomas da síndrome do túnel do carpo e são persistentes, especialmente se eles interferem em suas atividades normais e nos padrões de sono, consulte um especialista, sem o tratamento necessário a condição pode levar a dano permanente nos músculos inervados pelo nervo mediano e nas disfunções dos movimentos finos nos dedos, principalmente o polegar.

Dois Testes ajudam a estabelecer o Diagnóstico:

O teste de Phalen consiste em dobrar o punho e mantê-lo fletido durante um minuto, como essa posição aumenta a pressão intracarpeana, se houver compressão do nervo, os sintomas pioram.

O teste de Tinel consiste em percutir o nervo mediano. Se ele estiver comprometido, a sensação será de choque e formigamento.

Raios-X do punho, que devem ser feitas para descartar outros problemas (como artrite do punho).

Em alguns casos, é necessário pedir uma eletroneuromiografia para fechar o diagnóstico.

Tratamento:

O tratamento leva em conta o grau de comprometimento da doença. Se for leve, indica-se a colocação de uma órtese para imobilizar o pulso e o uso de antiinflamatório não-hormonal. Se não houver melhora, aplica-se cortisona dentro do canal do carpo.

Trabalho Fisioterápico específico com um terapeuta de mão pode ajudar tanto na fase aguda quanto na recuperação pós-operatória. Algumas empresas possuem terapeutas ocupacionais que auxiliam na prevenção dessa doença no ambiente de trabalho.

Esgotadas as possibilidades de tratamento clínico, é indicada a cirurgia: a liberação do túnel carpal. Este é um procedimento cirúrgico que corta o ligamento que está pressionando o nervo. A cirurgia é bem-sucedida na maioria das vezes, mas depende de por quanto tempo o nervo foi comprimido e também da gravidade dessa compressão.

Algumas medidas podem ser adotadas para ajudar a aliviar os sintomas, ainda que temporariamente.

Faça pausas rápidas de atividades repetitivas envolvendo o uso de suas mãos

Gire os pulsos e esticar as palmas das mãos e dedos

Tome um analgésico vendido sem receita médica para reduzir a dor

Usar uma tala de pulso durante a noite. Talas de pulso estão geralmente disponíveis na maioria das farmácias ou farmácias. A tala deve ser confortável e não muito apertadas

Evite dormir em suas mãos para ajudar a aliviar a dor ou dormência nas mãos e punhos

Se a dor, dormência ou fraqueza persistir, consulte um médico.

Quando a doença é tratada adequadamente, em geral não há complicações, quando não é tratada, o nervo pode ser lesado, provocando fraqueza, hemorragia, infecção, dormência e persistência dos sintomas.

Evite ou reduza o número de movimentos repetitivos do punho sempre que possível. Use ferramentas ou equipamentos que tenham sido projetados corretamente para reduzir o risco de danos ao punho.

Utensílios ergonômicos como teclados em duas partes, bandejas de teclado, apoios para digitar e férulas para o punho podem ser usados para melhorar a postura do punho ao digitar. Faça pausas freqüentes ao digitar e sempre pare se sentir formigamento ou dor.

Uma avaliação clínica periódica é importante para tratar possíveis doenças da tireóide, diabetes mellitus, obesidade, alterações hormonais ligadas à menopausa que podem estar associadas à síndrome do túnel do carpo.

Os sintomas freqüentemente melhoram com o tratamento, mas mais de 50% dos casos acabam exigindo cirurgia. Em muitos casos, a cirurgia é bem-sucedida, mas a recuperação pode durar meses, dependendo do caso.

(*) O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista. Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia. Dúvidas e Sugestões: paulinhok10@hotmail.com  facebook- Paulinho Rogério Gianlorenço.

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