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terça, 18 de junho de 2019
Qualidade de Vida

Erisipela (Pele)

11 Abr 2019 - 06h50Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Erisipela (Pele) -

Erisipela é uma infecção cutânea (Pele) causada por bactérias que penetram por ferimentos na pele, como picadas de insetos, frieiras, micoses de unha e etc. As pernas são a região mais atingida, Erisipela é um processo infeccioso da pele, que pode atingir a gordura do tecido celular, causado por uma bactéria que se propaga pelos vasos linfáticos, pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, mas é mais comum nos diabéticos, obesos e nos portadores de deficiência da circulação das veias dos membros inferiores, não é contagiosa, nomes populares: esipra, mal-da-praia, mal-do-monte, maldita, febre-de-santo-antônio.

A erisipela está relacionada a um fator que age como porta de entrada para uma infecção, como úlcera venosa crônica, pé de atleta, picada de insetos, ferimento cutâneo traumático e manipulação inadequada das unhas. Por meio desta porta de entrada, bactérias penetram na pele, atingindo as camadas cutâneas inferiores e se espalhando facilmente com muita velocidade, pessoas com baixa condição imunológica, obesas e com má circulação são as mais suscetíveis.

A maior parte das bactérias que causam a erisipela são comuns e existem até na nossa pele, mas geralmente elas precisam dessas portas de entrada para penetrar o organismo, algumas condições também facilitam a infecção. Pessoas com excesso de peso, portadoras de diabetes não compensado, de insuficiência venosa nos membros inferiores, cardiopatas e nefropatas com problemas de circulação nas pernas, pessoas com baixa imunidade ou com doenças crônicas debilitantes são mais vulneráveis, erisipela está relacionada a um fator que age como porta de entrada para a infecção, como úlcera venosa crônica, pé de atleta, picada de insetos, ferimento cutâneo traumático e manipulação inadequada das unhas.

Na maioria dos casos, a lesão tem limites bem definidos e aparece mais nos membros inferiores. Embora menos frequente, ela pode localizar-se também na face e está associada à dermatite seborreica.

De acordo com a dermatologista Kaliandra Cainelli, a erisipela corresponde a uma celulite infecciosa superficial, acometendo principalmente os membros inferiores de pacientes idosos, embora possa acometer a face e alguns casos possam envolver outros tipos de bactérias não estreptocócicas, como o Estafilococos e a Klebsiella.

Os primeiros sintomas podem ser aqueles comuns a qualquer infecção: calafrios, febre alta, astenia, cefaléia, mal-estar, náuseas e vômitos, alterações da pele podem se apresentar rapidamente e variam desde uma simples vermelhidão, dor e inchaço até a formação de bolhas e feridas por necrose (morte das células) da pele.

A localização mais freqüente é nos membros inferiores, na região acima dos tornozelos, mas pode ocorrer em outras regiões como face (nariz) e tronco. No início, a pele se apresenta lisa, brilhosa, vermelha e quente, com a progressão da infecção, o inchaço aumenta, surgem as bolhas com conteúdo amarelado ou cor de chocolate e, por fim, a necrose da pele.

É comum o paciente queixar-se de íngua (aumento dos gânglios linfáticos na virilha), vermelhidão, edema (inchaço), calor, dor no local acometido, podendo ainda apresentar febre, calafrios, tremores, mal-estar, gânglios aumentados e até mesmo vômitos. A lesão na pele é brilhante e vem acompanhada de todos os sintomas sitados, em alguns casos, formam-se bolhas ou feridas, sinal de necrose dos tecidos.

O quadro tem início súbito e, diferente da celulite infecciosa, a erisipela tem bordas bem demarcadas e elevadas que permitem diferenciar bem a infecção da área de pele sã. Em casos graves, pode ocorrer formação de bolhas e levar a uma evolução para um quadro de infecção generalizada, chamada sepse com risco de óbito.

A lesão na pele é brilhante e vem acompanhada de dor, rubor (vermelhidão), edema (inchaço). Em alguns casos, formam-se bolhas ou feridas, sinal de necrose dos tecidos.

Quando o paciente é tratado logo no início da doença, as complicações não são tão evidentes ou graves. No entanto, os casos não tratados a tempo podem progredir com abscessos, ulcerações (feridas) superficiais ou profundas e trombose de veias, a seqüela mais comum é o linfedema, que é o inchaço persistente e duro localizado principalmente na perna e no tornozelo, apresentando os primeiros sinais de erisipela é essencial procurar ajuda médica, para que o tratamento adequado seja iniciado o quanto antes.

Consulte o médico se, está sentindo dor na área afetada, se houver febre, se você suspeitar de estar sofrendo uma infecção, e se já tentou medidas de autocuidado e não obteve sucesso, busque ajuda médica, seja de um dermatologista ou se tiver dúvida procure um clínico geral ele sabera o melhor caminho a ser tomado.

O diagnóstico é essencialmente clínico, pode-se recorrer à biópsia e ao exame de cultura, mas esse não é o procedimento de rotina, o diagnóstico da erisipela é clínico e feito com base nos sintomas e a aparência da pele, essencialmente, somada à cultura do material da pele também fazem o diagnóstico, porém geralmente são desnecessárias. A cultura consegue detectar a bactéria envolvida e permite determinar para qual antibiótico ela é sensível, exames complementares podem ser usados como hemograma, tomografia e ressonância magnética para diagnosticar a erisipela.

Na fase inicial da doença, antibióticos orais, repouso e elevação do membro afetado por pelo menos duas semanas costumam ser suficientes para a regressão do processo infeccioso, se a pessoa estiver em condições físicas favoráveis, não se deve tomar medidadas próprias, tratamentos caseiros não são indicados e podem levar a infecção generalizada. A resposta é mais rápida quando é ministrada penicilina por via intramuscular (benzetacil), o principal tratamento é feito com antibióticos da família das penicilinas, utilizado por 10 a 14 dias, por via oral nos casos mais simples, em casos mais graves pode ser necessário o uso de antibióticos intravenosos, além de haver necessidade de internação do paciente.

O tipo exato de antibiótico dependerá de vários fatores, como o tipo de bactéria que os médicos acham que você tem. Para verificar o progresso do tratamento, a área afetada da pele é delineada com uma caneta especial, permitindo ver se os antibióticos estão tendo efeito e se a infecção e a vermelhidão estão desaparecendo e diminuíndo.

Algumas medidas a serem tomadas são:

Redução do inchaço, fazendo repouso absoluto com as pernas elevadas, principalmente na fase inicial. Pode ser necessário o enfaixamento da perna para que desinche mais rapidamente.

Fechamento da porta de entrada da bactéria, tratando as lesões de pele e as frieiras, limpandoas adequadamente, eliminando o ambiente propício para o crescimento das bactérias.

Uso de medicação de apoio, como antiinflamatórios, antifebris, analgésicos e outras que atuam na circulação linfática e venosa. Também é recomendável que você resfrie o inchaço e aplique envoltórios anti-sépticos úmidos, analgésicos anti-inflamatórios, como o ibuprofeno podem ser usados para aliviar a dor e a febre, é recomendado o uso tópico de cremes antibióticos, elevação do membro afetado e repouso no leito.

A cirurgia só será indicada em casos de complicações como a ocorrência de necrose, abscessos ou gangrena, na qual há tecido desvitalizado que precisa ser retirado.

As crises repetidas de erisipela podem ser evitadas através de cuidados higiênicos locais, mantendo os espaços entre os dedos sempre bem limpos e secos, tratando adequadamente as frieiras, evitando e tratando os ferimentos das pernas e tentando manter as pernas desinchadas.

A erisipela é uma infecção bacteriana, quando diagnosticada rapidamente e tratada com o antibiótico adequado permite que a doença seja curada sem complicações.

O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia. Atua em São Carlos.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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