domingo, 23 de janeiro de 2022
Artigo Rui Sintra

Pandemia e a duvidosa eficácia em administrar uma dose de reforço da vacina a cada quatro meses

14 Jan 2022 - 09h46Por (*) Rui Sintra
Pandemia e a duvidosa eficácia em administrar uma dose de reforço da vacina a cada quatro meses -

Em declarações ao jornal português “Diário de Notícias”, na sua edição do passado dia 11 de janeiro de 2022, o responsável máximo pela Agência Europeia do Medicamento, Marco Cavaleri, colocou em causa se a administração sucessiva de reforços vacinais será um bom caminho para proteger as populações, sugerindo que se avalie melhor qual a estratégia para uma vacinação eficaz a longo prazo. Na notícia, assinada pelo jornalista João Francisco Guerreiro, Cavaleri afirma que se se insistir em administrar doses de reforço a cada quatro meses, o sistema imunológico das pessoas pode se ressentir disso, além do fato das pessoas começarem a ficar cansadas de terem que se vacinar, podendo provocar, assim, um ausência elevada nos processos de imunização. Contudo, Cavaleri sublinha que no caso de pessoas vulneráveis e de imunodeprimidos, as situações requerem obrigatoriamente doses de reforço. Já pensando em um cenário endêmico devido ao fato da variante Ômicron dar indícios do abrandamento da pandemia, a Agência Europeia do Medicamento cogita adotar uma outra estratégia de vacinação num futuro próximo, principalmente no período de Inverno nos hemisférios, tal como acontece com a vacina contra a gripe. Em minha opinião acho muito prematuro considerar que a variante Ômicron seja classificada como um indício de endemia, ou seja, um sinal do abrandamento da pandemia, atendendo a que ninguém sabe o que virá a seguir.

(*) O autor é Jornalista profissional / Membro da GNS Press Association (Alemanha) / Correspondente internacional freelancer. MTB 66181/SP.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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