segunda, 17 de janeiro de 2022
Artigo Rui Sintra

Palavras para quê?

31 Dez 2021 - 06h49Por (*) Rui Sintra
Palavras para quê? -

Estamos virando o ano e nossa esperança é que, mais uma vez e como não podia deixar de ser, o próximo período de 365 dias traga com ele novos horizontes rumo às melhorias de vida que tanto desejamos, sabendo, contudo, que tudo isso fica condicionado aquilo que mais impacta no cotidiano de todos nós. Tributos de toda a espécie, o crédito que não se obtém facilmente e o aumento exponencial dos artigos de primeira necessidade, são, junto com as más governanças municipais, estaduais e da União, parte de um sério obstáculo para que as tais esperanças possam se transformar em realidades. E, assim, o povo continua iludido, restando esperar, em última instância, o milagre da Mega-Sena. E, creiam que é triste quando temos que relatar, através de artigos, alguns dos maus (péssimos) serviços que os poderes públicos prestam às populações, já que são elas que, com seus impostos, os mantêm, devendo exigir desses poderes a qualidade que é devida. O mais recente caso, que considero um absurdo, diz respeito às orientações sobre o plantão de férias da Educação Infantil, para o ano de 2022, publicado no dia 22 de dezembro do corrente ano pela Secretaria Municipal de Educação de São Carlos.

Nesse documento, é informado que o período de férias para os profissionais de Educação Infantil será entre os dias 3 de janeiro a 1 de fevereiro de 2022, sendo que os profissionais que desejarem vender 10 dias de férias deverão fazer plantão em QUALQUER estabelecimento de ensino infantil localizado em São Carlos entre os dias 17 de janeiro e 1 de fevereiro de 2022.

Bem, até aqui tudo bem, no que respeita as datas. Vamos agora aos absurdos, que são dois. Primeiro absurdo: a Secretaria Municipal de Educação distribuiu aleatoriamente os profissionais de educação pelas escolas infantis e creches de São Carlos sem sequer observar as distâncias existentes entre suas residências e os estabelecimentos de ensino, obrigando muitos deles a fazerem viagens longas e desnecessárias, quando em sua área habitacional (ou próxima) existem escolas onde os mesmos podem fazer seu plantão. Segundo consta, confrontada com reclamações sobre este assunto, a Secretaria Municipal de Educação falou para os profissionais entrarem em contato uns com os outros para trocarem de escola.

Esta forma aleatória de colocação - feita nas coxas - não corrobora para a gestão que todos ambicionam que seja feita não só pela Secretaria Municipal de Educação, que com esta ação despreza e desrespeita esses profissionais, mas por todos os restantes órgãos públicos, pois a sociedade paga (e bem!) por esses serviços.

O segundo absurdo, inserido neste mesmo tema, vem bem explícito através da listagem com os nomes dos profissionais alocados nas escolas. Nessa lista está incluído o nome de uma servidora que faleceu em fevereiro deste ano. Resumindo, palavras para quê??? Que este novo ano de 2022 nos traga a esperança e a qualidade de vida que todos desejamos. Feliz Ano Novo!!!!

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