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quarta, 13 de novembro de 2019
Dia a Dia no Divã

Objeto transicional e sua importância no desenvolvimento emocional dos bebês

21 Out 2019 - 07h00Por (*) Bianca Gianlorenço
Objeto transicional e sua importância no desenvolvimento emocional dos bebês -

Você conhece alguma criança que tenha um bichinho de pelúcia, um brinquedo, uma naninha, um cobertor ou até uma chupeta preferida, que leva para todos os lugares?

São os famosos objetos de transição ou objetos transicionais, bastantes comuns na primeira infância e importantes para o desenvolvimento emocional da criança. Pode ser qualquer objeto que a criança se apegue quando começa a entender que ela e a mãe não são a mesma pessoa.

Winnicott (pediatra e psicanalista inglês) definiu o objeto transicional como aquele utilizado pela criança para suportar a ausência materna. Segundo o autor, nos primeiros meses de vida, o bebê não tem consciência de que ele e a mãe são pessoas diferentes.

Com todo o cuidado e atenção que recebe, a mãe satisfaz as necessidades do filho, de modo que ele passa a necessitar exatamente daquilo que ela lhe oferece. Assim, o bebê se sente confiante para conhecer o mundo a sua volta e a se conhecer também, descobrindo suas possibilidades e limites.

Aos poucos, a partir do vínculo que estabelece com a mãe, o bebê consegue se sentir inteiro, quando se torna capaz de se diferenciar dela. Porém, quando percebe que a mãe nem sempre está presente, a criança tende a buscar em um objeto (que represente a mãe) o apoio e conforto que precisa nesses momentos.

Essa escolha deve ser da criança, pois o objeto deve ter um significado para ela e não para os pais. Vale comentar que nem toda criança sente necessidade de ter ou usar um objeto transicional e não existe nada de errado nisso.

Quando usado, é algo saudável, que ajuda a criança a lidar com a ansiedade e a frustração. Normalmente os objetos transicionais acompanham os pequenos até por volta dos 5 anos, mas isso pode variar de acordo com o desenvolvimento emocional de cada um.

Não existe necessidade de apressar esse processo, mas os pais podem aos poucos ajudar a criança a lidar com suas angústias sozinha, sem precisar de um objeto real para se tranquilizar. Para isso, é importante conversar sempre com ela e oferecer um espaço onde possa falar abertamente sobre seus sentimentos.

Dessa forma, quando se sentir pronta, a criança poderá enfrentar novas situações de forma segura e confiante.

(*) A autora é graduada em Psicologia pela Universidade Paulista. CRP:06/113629, especialista em Psicologia Clínica Psicanalítica pela Universidade Salesianos de São Paulo e Psicanalista. Atua como psicóloga clínica.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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