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quinta, 12 de dezembro de 2019
Qualidade de Vida

Obesidade (parte 1)

18 Jul 2019 - 07h00Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Obesidade (parte 1) -

obesidade é o acúmulo de gordura no corpo causado quase sempre por um consumo excessivo de calorias na alimentação, superior ao valor usado pelo organismo para sua manutenção e realização das atividades do dia a dia, sendo assim a obesidade acontece quando a ingestão alimentar é maior que o gasto energético correspondente.

Quando você ingere mais calorias do que gasta, você ganha peso, o que você come e as atividades que você faz ao longo do dia influenciam nisso. A obesidade é uma doença crônica, que se caracteriza principalmente pelo acúmulo excessivo de gordura corporal.

O número de pessoas obesas tem crescido rapidamente, tornando a doença um problema de saúde pública. Se seus familiares são obesos, você tem mais chances de também ser, a família também ajuda na formação dos hábitos alimentares, a vida corrida também torna mais difícil planejar refeições e fazer alimentações saudáveis, é mais fácil comprar comidas prontas e comer fora.

Não há soluções de curto prazo para a obesidade. O segredo para perder peso é ingerir menos calorias do que você gasta.

O aumento do peso corporal é uma tendência mundial. Nos Estados Unidos, por exemplo, 35% da população (algo feito 97 milhões de pessoas!) estão acima do peso, o Brasil, apesar de ser um país muito mais pobre, segue a mesma tendência, aqui já há 40% de pessoas com peso acima do normal, é na faixa mais pobre da população que este número mais cresce.

A obesidade é uma doença caracterizada pelo excessivo acúmulo de gordura corporal e normalmente está associada a problemas de saúde, comprometendo ainda mais o estado do indivíduo. A obesidade é um fator de risco para várias doenças dentre as quais podemos citar o câncer, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doenças cerebrovasculares, Apnéia do sono, Osteoartrite e Diabete Melittus tipo dois, por causa do risco envolvido, é bom que você perca peso mesmo que não esteja se sentindo mal agora.

É difícil mudar seus hábitos alimentares e fazer exercícios. Mas, se você planejar, pode conseguir.

Em 2015, o Brasil já tinha cerca de 18 milhões de pessoas consideradas obesas, somando o total de indivíduos acima do peso, o montante chega a 70 milhões, o dobro de há três décadas. Recentemente, o Ministério da Saúde divulgou uma pesquisa que revela que quase metade da população brasileira está acima do peso, 42,7% da população estava acima do peso no ano de 2006, em 2011 esse número passou para 48,5%, esses dados foram coletados em 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.

A principal causa de obesidade é a alimentação inadequada ou excessiva. Para manter o peso ideal é preciso que haja um equilíbrio entre a quantidade de calorias ingeridas e a energia gasta ao longo do dia.

Quando há abundância de alimentos e baixa atividade energética, existe o acúmulo de gordura. Por isso, o sedentarismo é o segundo fator importante que contribui para a obesidade. Além disso, existem os fatores genéticos, em que uma pessoa pode herdar a disposição para obesidade; ter o metabolismo mais lento, o que facilita o acúmulo de gorduras e dificulta o emagrecimento, ou ter aumento de peso por conta das oscilações hormonais, existe uma influência dos fatores psicológicos, quando o estresse ou as frustrações desencadeiam crises de compulsão alimentar.

A obesidade pode ser classificada de diversas formas, quanto ao tipo assim é classificado.

Homogênea: É aquela em que a gordura está depositada de forma homogênea, tanto em membros superiores e inferiores quanto na região abdominal.

Andróide: É a obesidade em formato de maçã, mais característica do sexo masculino ou e mulheres após a menopausa e nesse caso há um acúmulo de gordura na região abdominal e torácica, aumentando os riscos cardiovasculares

Ginecóide: É a obesidade em formato de pêra, mais característica do sexo feminino e nesse caso há um acúmulo de gordura na região inferior do corpo, se concentrando nas nádegas, quadril e coxas. Está associada a maior prevalência de artrose e varizes.

O diagnostico é feito por meio do cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC), que avalia a relação entre o peso e a altura. Quando o IMC é maior do que 30, a pessoa é considerada obesa.

Quanto maior o índice, mais chances do paciente desenvolver diabetes, problemas cardiovasculares e nas articulações, hipertensão arterial e depressão, problemas diretamente ligados à pior qualidade de vida e menor longevidade.

Abaixo do peso: IMC abaixo de 18,5, Peso normal: IMC entre 18,5 e 24,9, Sobrepeso: IMC entre 25 e 29,9, Obesidade Grau I: IMC entre 30 e 34,9, Obesidade Grau II: IMC entre 35 e 39,9, Obesidade Grau III: IMC acima de 40.

A obesidade não causa sinais e sintomas e sim manifestações decorrentes da doença instalada que são cansaço, limitação de movimentos, suor excessivo, dores nas colunas e pernas. A obesidade é uma doença que se caracteriza pelo acúmulo excessivo de gordura no organismo e se diferencia principalmente pela gravidade e pela localização desse acúmulo.

Além das roupas apertadas e o aumento do ponteiro na balança, o acúmulo de gordura é um indício de obesidade. Episódios de apnéia do sono, dificuldade para movimentar-se, cansaço freqüente e distúrbios no ciclo menstrual nas mulheres também são indicadores da doença.

Se você acha que pode ser obeso e, se estiver preocupado com problemas de saúde relacionados ao peso, consulte seu médico. Desta forma, poderão ser avaliados seus riscos à saúde e discutir suas opções de perda de peso.

O acompanhamento médico também é importante para, por exemplo, identificar alterações que possam contribuir para o ganho de peso.

Especialistas que podem diagnosticar a obesidade são Clínico geral, Endocrinologista, Nutricionista.

Dividirei está matéria em dois capítulos, para o melhor entendimento do assunto abordado.

O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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