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segunda, 15 de julho de 2019
Direito Sistêmico

O empreendedorismo jurídico por meio da sua especialização”

05 Jul 2019 - 06h50Por (*) Dra. Rafaela Cadeu de Souza
O empreendedorismo jurídico por meio da sua especialização” -

Essa semana participando de um Projeto denominado “Advogado Empreendedor” promovido pela 30ª Subseção da OAB São Carlos em parceria com o SEBRAE, compreendemos o quanto é importante tornar-se referência na sua área de atuação com foco numa especialidade e como o Direito Sistêmico é totalmente correlato a esse pensamento.

O Direito é uma profissão voltada ao “SERVIR” e a maior riqueza que existe é realmente oferecer à sociedade formas de solução de conflito e muita informação acessível acerca dos conflitos jurídicos, deixando até mesmo lado, a linguagem robusta e inacessível muitas vezes.

Estamos num novo século em que a informação é muito constante e rápida bem como estritamente necessária, e despontar-se ou antever como será cinco ou dez anos o exercício do Direito pode ser determinante para a maioria dos profissionais envolvidos nessa área.

A informação clara e precisa de como funciona um processo judicial e quais as reais implicações de tempo e recursos financeiros são necessários para a conclusão do mesmo, se realmente a parte está disposta a aguardar ou pretende propor uma solução equitativa em que pode avaliar os dois lados, e sim já seguir adiante.

As conquistas materiais profissionais são uma consequência de como enfrenta sua atividade profissional, e numa época em que já existem “soluções artificiais” ou “inteligência artificial” que produz petição inicial automaticamente, uma área do Direito que se aproxima do cliente, que congrega muita importância desde o atendimento humanizado até o oferecimento de várias soluções para o seu problema, e não apenas o ajuizamento de demandas, está em consonância com o futuro do Direito, em que poderá se tornar raridade esse velho contato do “sentir”, da “escuta ativa”, de tornar cada conflito único e importante.

Assim, os advogados despertam para o fato de que o aprendizado é a única diferenciação realmente sustentável. Em grupo experimentam um novo modelo de gestão jurídica, que é também um enorme diferencial, pois gestão e o exercício da atividade profissional devem coexistir para a existência da sustentabilidade.

Os ingredientes dos conflitos podem ser observados como se fossem peças de “lego”, sozinhas não tem sentido, mas quando se encaixam adquirem diversos formatos. Basta ter olhos para observar as diversas construções, relações e padrões. Aqui importa ampliar a consciência sobre como funciona aquele sistema, sobre a origem do conflito e seus efeitos sem julgamento, como um observador que acolhe o que é.

As constelações familiares são ferramentas de visualização desses sistemas e suas conexões, desenvolvida pelo alemão Bert Hellinger, está cada vez mais sendo utilizada na medicina, psicologia, pedagogia e outras áreas do conhecimento e podem ser por meio do “sentir” uma revolução jurídica que traz conceitos antigos, como, honra, pertencimento, equilíbrio entre o dar e receber, que são leis naturais humanas mas que refletem no ser humano o tempo todo e na sua forma como enxerga o conflito e sua solução ou também a sua não conclusão.

Acompanhando as novas tecnologias, disciplinas e olhares, o Direito e a advocacia têm buscado a pacificação social, o consenso, a celeridade e sobretudo a justiça. Que tenhamos força, abertura e apoio de toda sociedade e do Judiciário nessa empreitada, pois somente com o esforço de todos aproximaremos o direito da justiça e estaremos no PRESENTE Diante desse futuro breve, e uma dica empreendedora que recebemos foi: “coloque variedades no seu cardápio”. Gratidão!

(*) A autora é Advogada Sistêmica, inscrita na OAB/SP 225.058 e Presidente da Comissão de Direito Sistêmico da 30ª Subseção de São Carlos.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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