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terça, 18 de junho de 2019
Direito Sistêmico

O Direito e a Saúde Sistêmica – Breves Considerações

05 Abr 2019 - 06h50Por (*) Dra. Rafaela C. de Souza
O Direito e a Saúde Sistêmica – Breves Considerações -

O Direito e a Saúde sistêmicos possuem similitude no sentido de aplicação da teoria desenvolvida por Bert Hellinger, e podemos alinhar ambos em favor do cliente e da resolução do conflito, posto que muitas vezes por falta de saúde muitos processos judiciais são gerados e até situações extremas, até a morte, devido a morosidade do Estado na solução de questões que envolvem saúde pública, portanto, direito e saúde são totalmente imbricados.

Nestas breves considerações, trago as reflexões da Fisioterapeuta e Consteladora Familiar, Dra Ciomara Novo, que é colaboradora da Comissão de Direito Sistêmico da OAB São Carlos e em todas as questões que promovem a paz.

Pois bem, a seu ver, as Leis que regem a Vida, de Bert Hellinger são: pertencimento, hierarquia compensação de ganhos e danos e assentimento a tudo como é, podemos falar do Amor que Cura e do Amor que Adoece. Quando a criança é inserida no Sistema Familiar os pais têm a função de cuidar e orientar e estão a serviço desse novo ser e esse, a Serviço de seu Sistema e de sua espécie. Qualquer problema que esteja acontecendo com os pais desde a gestação, nascimento e durante as fases de desenvolvimento, altera significativamente a saúde seja a física ou a emocional, podendo aparecer rápido (traumas físicos como acidentes, fraturas e dores agudas, alergias até doenças que levam à morte como câncer), ou mais tardiamente (doenças que aparecem na idade adulta), o que ocasiona certa dificuldade em resolver.

Ao sermos atingidos pela informação que nos causa emoção há alteração nas reações químicas do corpo, promovendo atitude de luta ou fuga com a produção e liberação de adrenalina e noradrenalina. Não assumir um conflito é dizer não à vida como é; é rejeitar a mãe já que esta nos deu a vida e isso se manifesta na saúde física. Em doenças graves veremos pelo menos 3 gerações sem tomar a mãe. Aqui podemos considerar as dores também. Ela relata que nas sessões já atendeu crianças de 8 anos com enxaquecas. As dores estão atingindo as pessoas muito precocemente e a razão disso além da sobrecarga de atividades é que a criança nasce identificada com seus antepassados excluídos, então por fidelidade ao Sistema Familiar ocupa esse lugar:  excluído:  sofrendo por ele – “Sigo você” “Sofro como você”; Excluidor: “Pago por você” “Sofro em seu lugar”; aos pais: “Sou maior” “Carrego por você” “Eu dou conta” “Resolvo por você” ou morto: “Morro por você” “Morro para que você viva”

O Corpo é o reflexo da alma, então o sofrimento do corpo reflete a dor da alma. Todos os conflitos sofridos podem ser encontrados no corpo, segundo Grojean e Benini, precursores da Microfisioterapia. Os conflitos se instalam quando não conseguimos lidar bem com uma situação. Para Hammer, da Nova Medicina Germânica essa “instalação” tem 3 fases: conflito programante, conflito(s) acumulado(s) e conflito desencadeante (depois desse é que desenvolvemos a dor em si).

Assim, com esse olhar para ambas as áreas, podemos prevenir o conflito jurídico na área de saúde, percebendo nossas emoções, aos sinais que o próprio corpo nos mostra. Nós somos sistêmicos, somos advindos de um sistema familiar que carrega não somente as informações genéticas, mas também todo um sistema de crenças e condicionamentos, segundo Bert Hellinger, e assim tomando consciência do todo, podemos obter melhores resultados, tanto jurídicos quanto de saúde sistêmicos.

(*) A autora é advogada sistêmica, Presidente da Comissão de Direito Sistêmico e da OAB Concilia de São Carlos-SP, formada pela primeira Turma do Curso de Gestão da Advocacia Sistêmica de São Paulo/SP. 

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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