quinta, 19 de maio de 2022
Saúde Emocional com Tatiana Carlino

Medos e Fobias

18 Jan 2022 - 15h00
Tatiana Carlino - Tatiana Carlino -
Quem nunca teve medo de algo?
 
Medo de altura, medo de aranha, palhaços, cobras, falar em público, frio na barriga ao olhar pela janela do vigésimo andar de um prédio. 
 
Quando falamos de fobias, tudo é possível, uma vez que é um estado emocional que pode se tornar descontrolável.
Acredita-se que essas fobias são provocadas por uma combinação de hereditariedade, genética e ambiente, química cerebral e experiências de vida. Porém, quando esse medo e essa ansiedade se tornam excessivos e persistentes, pode ser um sinal de fobia.
 
Alguns tipos de fobias desenvolvem-se cedo, geralmente na infância. Outras podem ocorrer durante a adolescência e há aquelas que podem surgir no início da vida adulta. As fobias podem gerar sofrimento e afetar diretamente a rotina e as relações sociais, trazendo limitações no trabalho, na escola ou nas atividades cotidianas.
 
Medo é considerado uma emoção a uma resposta imediata, eventos ambientais ou pensamentos internos que desencadeiam uma mudança de comportamento ou raciocínio. Isso tudo varia de uma pessoa para outra, podendo aumentar ou diminuir de acordo com a circunstância. 
 
Por outro lado, a fobia está relacionada com o medo incontrolável na ausência de perigo real. 
 
Sendo assim, a grande diferença entre medo e fobia é que, a fobia é o medo exagerado e irracional, gerando consequências negativas.
 
Citamos aqui algumas das fobias mais comuns: acrofobia (medo de altura); aerofobia (medo de voar); aracnofobia (medo de aranha); claustrofobia (medo de permanecer em ambientes fechados ou com pouca circulação de ar); coulrofobia (medo de palhaços); glossofobia (medo de falar em público); hematofobia: medo de ver sangue; mas, existem também as incomuns, como amaxofobia (medo de estar em um veículo em movimento); araquibutirofobia (medo de que comidas pastosas que grudem no céu da boca); geliofobia (medo de risadas) e gnomofobia (medo de gnomos de jardim).
Pessoas que apresentam fobias geralmente conhecem as causas dos seus medos e evitam ao máximo entrar em contato com o que temem, não apresentando sintomas expressivos no dia a dia. Porém, em alguns casos, o simples fato de pensar na origem da fobia já desencadeia uma série de manifestações adversas.
 
Como vimos, tal sofrimento pode trazer limitações e o tratamento precoce das fobias é fundamental para a manutenção da saúde e evitar constrangimentos e limitações. É sempre importante procurar ajuda e orientação de um profissional para cuidar e acompanhar cada indivíduo, a fim de trazer mais qualidade de vida e evitar o desenvolvimento de outros problemas de saúde.
 
Abordagens psicoterapêuticas têm sido eficazes no tratamento de fobias, algumas delas são as terapias e as hipnoses.
As sessões de psicoterapia devem ser regulares para chegar aos objetivos traçados. Nesse processo, o papel do profissional é fazer com que a pessoa compreenda que é possível enfrentar seus medos e temores, de forma a superar sua fobia e aumentar sua autoestima.
 
A Hipnose, ou hipnoterapia, é um tratamento que ajuda no processo de remoção do medo, utilizando técnicas para descobrir as causas dos problemas apresentados, ajudando o indivíduo a resgatar memórias e a enfrentar seus medos e traumas. Ela tem se revelado muito eficaz, não importando quanto tempo a pessoa sofre da fobia.
 
No tratamento, o paciente descobre suas causas e na hipnoterapia, faz uma ressignificação do medo, mudando a compreensão e o aspecto negativo para positivo.
 
Assim, após a avaliação, o paciente receberá uma orientação no tratamento a ser desenvolvido, ajudando a lidar com o problema e aprender a não reforçar as causas da fobia, comemorando seus progressos e tendo suporte adequado nos momentos de crise.
tatianacarlino

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