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sábado, 20 de julho de 2019
Artigo Antonio Fais

Mas não mais

17 Mai 2019 - 07h14Por (*) Antonio Fais
Mas não mais - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

Acho que uma das palavras mais longas da língua portuguesa é o mas. O tempo entre ele e a próxima palavra parece durar uma eternidade, ainda mais quando vem antecedido de elogios.

Mas tem um mas que me incomoda mais: aquele que vem depois do desculpe-me.

“Me perdoe, mas é que você...” ou “Desculpa, mas ontem minha mãe... meu filho... o trânsito... etc. etc. e tal”.

Pouco importam os motivos, verdadeiros ou inventados, eles apenas aumentam a discussão, as réplicas e as tréplicas.

Se você realmente quer manter essa relação (profissional, familiar, sentimental ou de amizade), mesmo que você tenha razão, diga apenas “Perdoe-me, o que posso fazer para reparar o que aconteceu?”.

Sempre que houver um mas em sua frase, pense um pouco mais, talvez ele não seja mais necessário.

(*) O autor é escritor, filósofo e especialista em aprendizagem, linguagem, comunicação e escrita criativa

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