segunda, 15 de agosto de 2022
Artigo Rui Sintra

Índices de insegurança disparam em São Carlos... Seja o que Deus quiser

01 Jul 2022 - 06h53Por (*) Rui Sintra
Índices de insegurança disparam em São Carlos... Seja o que Deus quiser -

Já não é a primeira vez que nos últimos meses escrevo sobre o aumento gradual da insegurança em São Carlos, sendo que, infelizmente, as minhas recentes anotações sobre o tema se transformaram em uma realidade atual, ou seja, os índices de insegurança dispararam de forma assustadora. Numa primeira análise e embora as forças de segurança se tenham desdobrado, naquilo que puderam, em ações de investigação, dissuasão e repressão aos crimes cometidos contra cidadãos e patrimônios públicos e privados, o certo é que a insegurança pública avançou bastante, colocando em risco, inclusive, as vidas das pessoas. A cidade de São Carlos, conforme a conhecíamos há pouco tempo atrás, deixou de existir, passando a tomar contornos de uma urbe - como tantas outras que infelizmente conhecemos - que apresenta  pontos críticos, graves, que desestabilizam profundamente o ordenamento e paz social. Assaltos e roubos a estabelecimentos comerciais e residências, assaltos à mão armada em plena luz do dia, roubos e furtos de veículos, homicídios gratuitos quase diários, ameaças e agressões em escolas, viraram um caldeirão cujo tempero resulta em uma caldeirada fervente que azeda o bem estar de toda a sociedade, perante um sistema judicial que, por sua ineficácia consolidada em uma rede de brechas e atalhos, não consegue preservar o direito à segurança dos cidadãos, legal e enfaticamente assegurada e consagrada na Carta Magna, não só como responsabilidade do Estado como também de toda a sociedade em todos os seus níveis. É certo que o combate à insegurança pública passa necessariamente por ações conjugadas e multidisciplinares que englobem a assistência social nos seus mais variados setores, o ordenamento eficaz do território, inteligência e atuação preventiva das forças de segurança pública, em grau e número suficiente, etc.. Contudo, todos estes pressupostos deverão estar assentes em leis que efetivamente sejam bem delineadas e cumpridas, sem chance para desvios, atalhos ou entendimentos dúbios. Em face a este complicado panorama, torna-se difícil para o poder público se organizar e atuar... Fica difícil pa a sociedade reagir... Fica difícil para as forças de segurança pública exercerem sua ação... E fica difícil para o cidadão comum viver com tranquilidade o seu cotidiano, pois quem o deve proteger depende de A, que depende de B, que por sua vez depende de C, estando todos dependentes de D, esse que, por sua vez, não funciona ou não quer ver a coisa funcionar. Com este panorama da insegurança pública que neste momento reina em São Carlos, a última instância cabe ao cidadão que, vendo-se afastado de quem o deveria proteger, deverá atuar em sua própria defesa e de sua família: escolher bem para onde vai e onde permanecer, sempre deslocar-se acompanhado, observar quais as melhores horas para circular na via pública, reforçar as medidas de segurança em sua habitação e nas dos seus familiares e, claro, ficar constantemente em alerta. Como disse, este é o último reduto da segurança do cidadão - a auto-prevenção e defesa. No mais, seja o que Deus quiser!

O autor é jornalista profissional / correspondente para a Europa pela GNS Press Association  / EUCJ - European Chamber of Journalists / European News Agency) - MTB 66181/SP.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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