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Qualidade de Vida

Gripe H1N1 (Influenza A)

27 Jun 2019 - 07h00Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Gripe H1N1 (Influenza A) -

H1N1 ficou famoso há uma década, quando uma epidemia desse subtipo do vírus da gripe provocou duas mil mortes no Brasil. Em 2018, o H1N1 foi responsável por 65% dos óbitos decorrentes dessa doença, ainda preocupa nossas autoridades em 2019, porque já registrou vítimas fatais  no Amazonas, que inclusive antecipou sua campanha de vacinação para conter o surto e em outras cidades.

A Gripe H1N1, também conhecida como gripe suína que é resultado da combinação de segmentos genéticos do vírus humano da gripe, do vírus da gripe aviária e do vírus da gripe suína (daí o nome pelo qual ficou conhecida inicialmente), que infectaram porcos simultaneamente, ou seja, é uma doença causada pela mutação do vírus da gripe, H1N1 é um subtipo da Influenza A, e os sintomas da doença e a transmissão são bem parecidos com os da gripe comum. O problema da gripe H1N1 é que ela pode levar a complicações de saúde muito graves, podendo levar os pacientes até mesmo à morte por ser mais virulento, multiplica-se rapidamente no organismo principalmente em idosos, jovens e gestantes.

O período de incubação varia de três a cinco dias, sua transmissão pode ocorrer antes de aparecerem os sintomas. Ela se dá pelo contato direto com os animais ou com objetos contaminados e de pessoa para pessoa, por via aérea ou por meio de partículas de saliva e de secreções das vias respiratórias, também é possível que uma pessoa tenha a doença de uma forma assintomática, sem apresentar nenhuma reação.

Durante o período de incubação ou em casos de infecções assintomáticas, o paciente também pode transmitir a doença. O período de transmissão do vírus em crianças é de até 14 dias, enquanto que nos adultos é de até sete dias.

A doença pode começar a ser transmitida até um dia antes do início do surgimento dos sintomas. O período de maior risco de contágio é quando há sintomas, sobretudo febre.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o CDC (Center for Diseases Control), um centro de controle de enfermidades nos Estados Unidos, não há risco de esse vírus ser transmitido através da ingestão de carne de porco, porque ele será eliminado durante o cozimento em temperatura elevada (71º Celsius), ao todo 207 países e demais territórios notificaram casos confirmados de gripe H1N1 entre 2009 e 2010 foram quase nove mil mortos em decorrência da gripe H1N1.

O surto começou no México, onde uma doença respiratória alastrou-se pela população e chegou rapidamente aos Estados Unidos, Canadá e, depois, para o restante do mundo, devido às viagens aéreas. Em junho de 2010, a OMS então classificou a gripe H1N1 como pandemia.

Em 2017, foram registrados 394 casos e 66 óbitos por influenza no país. Desse total, 25 casos e 7 mortes foram por H1N1, 244 casos e 30 óbitos por H3N2, 81 casos e 24 óbitos por influenza B, e 44 casos e 5 mortes por influenza A não subtipada, sendo assim todo o ano de 2017, foram registrados 2.691 casos e 498 óbitos por influenza. Em 2018, até 14 de abril, foram registrados 392 casos de influenza em todo o país, com 62 óbitos, no total 190 casos e 33 óbitos foram por H1N1.

Os sintomas da gripe H1N1 são semelhantes aos causados pelos vírus de outras gripes, a pessoa que apresentar os seguintes sintomas deve ficar atento e procurar ajuda médica: Febre alta, acima de 38ºC, 39ºC, de início repentino, Dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações, Irritação nos olhos, Tosse, Coriza, Cansaço, Inapetência, Vômitos, Diarréia, Mal Estar, Cefaléia, Tremores e calafrios, Falta de ar e Chiado no peito.

Todos os médicos podem diagnosticar a gripe H1N1, alguns especialistas podem ter mais experiência sobre a doença como o Infectologista e Pneumologista.

A suspeita de gripe H1N1 ocorre em pessoas com quadro de sinais e sintomas compatíveis aos de gripe, o médico solicita o exame laboratorial para confirmar a presença do vírus. Dependendo do tempo dos sintomas, o exame pode ser positivo ou não.

Para ser definido como gripe inicialmente, é necessário que o paciente apresente febre de 37,8ºC ou mais, dor de garganta ou tosse. E se houver um teste laboratorial positivo para H1N1, está fechado o diagnóstico.

O vírus presente nessas partículas pode ficar ativo por horas em maçanetas, roupas, portas e outros objetos, basta tocar em um deles e depois colocar a mão na boca ou nos olhos. Daí por que os especialistas pedem tanto para a gente lavar as mãos com freqüência, o ideal é se vacinar, especialmente se fizer parte dos grupos prioritários como crianças de até 6 anos incompletos, idosos, gestantes, indivíduos imunodeprimidos ou portadores de doenças crônicas.

“Tomar as doses anuais é a principal forma de prevenção”, crava Rosana. Como se fosse pouco, o imunizante diminui o risco de agravamento da doença. Indiretamente, adotar um estilo de vida saudável ajuda, porque reforça as defesas naturais do corpo. Durma bem, faça exercício e coma de maneira equilibrada.

O principal tratamento para qualquer cepa do vírus influenza é feito com o uso do antiviral à base de fosfato de Oseltamivir (Tamiflu), que somente deve ser usado com prescrição médica. As principais indicações do uso dessa medicação são casos que evoluem com piora importante, aqueles que requerem hospitalização e pessoas de risco, com doenças crônicas, crianças, idosos, gestantes e mulheres em puerpério.

Como em toda gripe, os tratamentos são sintomáticos, com antitérmicos, analgésicos, expectorantes, que controlam os sintomas da doença, como febre e dores. Além disso, é indicado que o paciente permaneça em repouso, consuma bastante líquido e tenha uma dieta equilibrada, prognóstico é bom, mas em alguns casos, dependendo da gravidade, a gripe H1N1 pode levar a óbito, quando o paciente segue o tratamento indicado pelo médico tem uma completa resolução do quadro.

A vacina da gripe está disponível na rede pública para gestantes, pessoas com 60 anos ou mais, profissionais de saúde, mulheres que tiveram filhos a menos de 45 dias, crianças de 6 meses a 4 anos de idade, pessoas com doenças crônicas e indígenas.

A vacina contra a influenza tipo A é feita com o vírus (H1N1) da doença inativo e fracionado. Os efeitos colaterais são insignificantes se comparados com os benefícios que pode trazer na prevenção de uma doença sujeita a complicações graves.

A vacina é contraindicada para as pessoas com alergia grave a ovo, pois pode conter ovo albumina, uma proteína do ovo responsável por reações alérgicas. Isso acontece porque existe uma etapa, durante o processo de produção da vacina, que os vírus crescem em ovos de galinha.

O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia. Atua em São Carlos. Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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