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sábado, 10 de abril de 2021
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Empreendedorismo: perspectivas para a juventude em tempos de crise

24 Fev 2021 - 09h29Por Profa. Dra. Ana Teresa ColenciTrevelin
Empreendedorismo: perspectivas para a juventude em tempos de crise -

Em tempos de crise, as portas se fecham, principalmente para os mais jovens, com pouca experiência, mas com muita energia e entusiasmo para aplicarem em soluções produtivas. De modo geral, o desemprego crescente cria barreiras, deslocando os mais experientes dos centros de produção para outras posições, mesmo com salários abaixo, num sentido de dentro das cadeias produtivas para fora, o que acaba dificultandoo acesso aoprimeiro emprego pelo jovem. Adicionalmente, podem ser apontados como fatores geradores dessa barreira o rápido avanço do processo de inovações tecnológicas, as mudanças na logística da produção globalizada, as mudanças sócio técnicas e comportamentais dos consumidores, a nova lei da consolidação do trabalho, entendidos como fatores limitadores das tradicionais possibilidades de obtenção de emprego e renda e pior, de sua permanência nele, por longo tempo! Reconhecida esta condição, por inevitável, uma das saídas se volta para a criação de condições próprias de produção de bens e serviços e de sua inserção no mercado produtivamente.

Diante deste cenário,a Organização Mundial do Trabalho (OIT), traz um alerta para o desemprego juvenil que atinge 70,9 milhões de jovens no mundo, numa condição agora mais acentuada pela Covid-19. Uma grave situação que desemboca na necessidade de se proceder a uma profunda análise das suas reais causas e dos seus nefastos efeitos. Num ambiente de excesso de oferta, as empresas têm aumentado seletivamentesuas exigências para a contratação.

 Assim sendo, ao se apresentar para o primeiro emprego, o jovem terá que estar adequadamente capacitado tanto no conhecimento específico, como no conhecimento geral, com habilidades, atitudes e sensibilidade na percepção, na oferta de soluções sociais e economicamente produtivas ao seu empregador, pois estará sendo selecionado a partir de grupos muitos maiores e com estágios de formação provavelmente mais maduros.

No Brasil, algumas ações governamentais têm sido tomadas para incentivar a contratação de jovens, tais como: Programa Jovem Cidadão – Meu Primeiro Trabalho, do Governo do Estado de São Paulo e, o Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego – PNPE, do Governo Federal mas só isso não basta para que estes jovens sejam admitidos num mercado em mudanças. Os dados atuais apontam, de maneira persistente, para um número menor de ofertas de vagas, demandando perfis mais atualizados de formação.

Uma alternativa recorrente e bastante apreciada para esta questão, é ase remete à criação de ambientes favoráveis ao desenvolvimento de novos negócios e isso passa pelo estímulo ao empreendedorismo. Empreender é desenvolver a percepção para as oportunidades, muitas vezes ainda potenciais, olhar para o mercado, atuar criativamentee fazer acontecer, avaliando os riscos e persistindo até a consolidação de seus objetivos e metas. Os exemplos de sucesso são incontáveis e animadores!

O empreendedorismo deve ser tema crucial na agenda do desenvolvimento socioeconômico brasileiro pois afeta diretamente a inserção do jovem no mercado de trabalho e representa uma nova perspectiva de geração de renda,de empregos e de tributos. O tema é objeto hoje em dia, da discussão no Congresso da chamada lei dasstartup’s. São Carlos, capital nacional datecnologia e da inovação conta já com 176 startup’s.

O estímulo ao empreendedorismo deve se revelar já no ensino médio e técnico,cujas maneiras de ensinar carecem de atualizações intensivas, nesta oportunidade única ensejada pela pandemia, certamente resultando na formação de um profissional diferenciado, para uma atuação como empreendedor-gerenteou como, empregado-parceiro. Imbuídos do espírito empreendedor, estes futuros profissionais reunirão efetivas condições de criarem empreendimentos de sucesso e de proporcionarem oportunidades de trabalho para si epara outros trabalhadores além de poderem exercer muito mais intensamente sua criatividade, autonomia e liderança.

Lembrando JeffryTimmons: "O empreendedorismo é uma revolução silenciosa, que será para o século XXI mais do que a revolução industrial foi para o século XX". Desta forma, entendemos que é possível que venha a ocorrer a transformação social por meio da Educação, inserida no planejamento estratégico nacional e de ações empreendedoras a serem adquiridas pela nova maneira de educar, objetivamente!

Profa. Dra. Ana Teresa Colenci Trevelin

Faculdade de Tecnologia de São Carlos – FATEC/CEETEPS

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