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terça, 19 de janeiro de 2021
Qualidade de Vida

Distensão Muscular

22 Nov 2018 - 06h59Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Distensão Muscular -

A distensão muscular não é privilégio dos atletas nas competições. Pode acontecer com qualquer pessoa, em qualquer lugar, durante a realização de tarefas rotineiras, nos atletas de fim de semana, até no trabalho, enfim todos em qualquer momento pode ter uma Distensão Muscular.

A distensão muscular ocorre quando um músculo ou o tendão que se prende ao osso é submetido a um esforço que se estica demais que rompe (ruptura) algumas ou muitas fibras musculares e os vasos sanguíneos que as irrigam, dando origem a um hematoma acompanhado de inflamação local. Este tipo de lesão ocorre, mais especificamente no tendão ou na junção músculo-tendínea, que é o local da união entre o músculo e o tendão, próximo da articulação.

Mais comumente, a distensão muscular é devida ao fato de se submeter o músculo a um esforço excessivo de contração muscular, como acontece frequentemente em desportistas, também pode ocorrer em pessoas comuns que eventualmente exijam um grande esforço de seus músculos ou em pessoas mais velhas ou ainda em pessoas que realizam movimentos repetitivos e que sofrem tendinite outra patologia que envolve esforços repetitivos.

Os fatores de risco que aumentam a chances de sofrer distensão muscular são a falta de condicionamento físico, o uso de uma técnica inadequada para a realização de cada tipo de atividade, a falta de aquecimento antes da prática dos exercícios, o cansaço extremo e o excesso de peso corpóreo.

As causas da distensão muscular incluem o esforço excessivo para realizar uma contração muscular, durante a corrida, jogo de futebol, vôlei ou basquete, por exemplo, e por isso o estiramento muscular é muito comum em pessoas que estão se preparando para um campeonato ou durante uma competição, embora também possa ocorrer em pessoas comuns que exigem um grande esforço de seus músculos e articulações num dia que decide jogar bola com os amigos, num final de semana, por exemplo.

As distensões agudas, de forte intensidade, ocorrem quando se impõe ao músculo uma contração excessiva repentina. As distensões crônicas devem-se a exercícios repetitivos e prolongados, ainda que de menores intensidades, que envolvem sempre os mesmos músculos, existem dois tipos de Distensão Muscular.

Distensão aguda: acontece quando os tendões e os músculos são solicitados a fazer uma contração repentina, de forte intensidade. Exemplos são as contusões musculares que ocorrem durante a prática de esportes competitivos ou de finais de semana, quando levantamos objetos pesados do chão ou fazemos força brusca contra uma resistência.

Distensão crônica: surge em consequência de exercícios repetitivos, prolongados, que solicitam sempre os mesmos músculos. São as distensões musculares que atingem os corredores, os ciclistas e os que praticam esportes competitivos ou até mesmo trabalhadores no dia a dia.

O risco de sofrer distensões musculares aumenta nas seguintes situações: falta de condicionamento físico e do emprego da técnica adequada para a realização de cada tipo de exercício; falta de aquecimento antes da prática dos exercícios; cansaço extremo; excesso de peso corpóreo, algumas pesquisas dizem que o stress pode ocasionar lesões musculares e a má alimentação.

O principal sintoma é a dor forte localizada perto de uma articulação que surge após uma pancada ou corrida, a pessoa pode sentir dificuldade para caminhar, quando a perna é afetada, ou dificuldade para movimentar o braço quando este é afetado. Assim, os sinais característicos da distensão muscular são: Dor intensa localizada próximo de uma articulação; Fraqueza muscular; Dificuldade de movimentar a região afeta, sendo difícil permanecer na corrida ou no jogo; Pode gerar uma grande marca roxa, característica do extravasamento sanguíneo; A região tende a ficar inchada e pode ficar um pouco mais quente que o normal. No que se refere à dor, nas distensões agudas, ela pode vir acompanhada de pontadas e dificuldade de movimentação do músculo comprometido, Já, nas distensões crônicas, costuma ser mais fraca e manifestar-se quando os movimentos que causaram a distensão são repetidos.

A distensão muscular pode gerar uma mancha roxa, devido ao extravasamento de sangue, edema local pode ser formado na região da distensão. Nos casos mais graves, pode-se sentir a ruptura das fibras, palpando o local.

O diagnóstico é feito através da avaliação clínica da região afetada pela distensão muscular, radiografia, ressonância magnética, ultrassom e eletromiograma são exames de imagem importantes para estabelecer o diagnóstico diferencial e orientar o tratamento.

Normalmente, o próprio organismo se encarrega de reparar as fibras musculares que se romperam de 3 a 4 semanas, absorver o coágulo e controlar a inflamação, lesões mais graves exigem avaliação médica imediata para excluir a presença de fraturas, evitar sequelas que limitem os movimentose saber e saber gravidade da lesão.

O tratamento é feito com repouso da região afetada, uso de medicamentos anti-inflamatórios como Cataflan ou outro medicamento em forma de pomada e/ou Ibuprofeno em forma de comprimido, nimesulida líquida que devem ser tomados sob orientação médica, sendo indicado também o uso de compressas frias ou com gelo de 3 a 4 vezes por dia até 48 horas e sessões de Fisioterapia.

A Fisioterapia deve ser iniciada o quanto antes para garantir o retorno às atividades diárias o mais rápido possível, e para uma melhor cicatrização do local.

As seguintes medidas são essenciais para o tratamento das distensões musculares: aplicação de gelo no local da lesão, compressão da área para evitar inchaço, repouso, elevação do membro em que ocorreu o ferimento, uso de analgésicos e dos anti-inflamatórios vendidos sem necessidade de receita médica.

Para se evitar Distensões Musculares respeite sempre os limites do seu corpo, músculos alongados e fortalecidos evitam muitas lesões e a alimentação é muito importante para todo organismo.

(*) O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia. Atua em São Carlos.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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