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sábado, 12 de junho de 2021
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Coluna de Rui Sintra: Esquizofrenia galopante

29 Set 2015 - 18h35Por Por Rui Sintra
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A súbita preocupação manifestada pelo governo sobre a alta crescente do dólar e, com isso, sobre o endividamento das empresas brasileiras, algo que vinha acontecendo há vários dias e que tinha sido antecipado há semanas por vários economistas nacionais, faz-nos perguntar: "Só agora é que o governo ficou preocupado?". A tentativa de culpar a crise de 2008 pelo descontrole das contas públicas e de seus imensos buracos, causados por um governo considerado por muitos como "esquizofrênico", faz-nos questionar "Mas porque é que o governo tem a mania de justificar a sua incompetência com fatos alheios e de empurrar tudo que faz errado para cima dos outros?". O anunciado fim do programa "Ciência sem Fronteiras", que foi uma das bandeiras eleitorais do primeiro governo Dilma, comprova que, em vez de uma política que deveria ser de Estado, neste caso para a educação superior, que envolveu largas somas de dinheiro público e o empenhamento de muitas personalidades de renome nas áreas científicas e acadêmicas, não passou de uma mera ação de marketing político-partidário e de um projeto avulso que, diga-se em abono da verdade, pouco retorno trouxe para o País. Esse projeto, que visava a internacionalização do ensino superior, via o intercâmbio de estudantes em diversas universidades internacionais, desgastou imensamente os técnicos e responsáveis, bem como diversas personalidades científicas que, despidas de qualquer filosofia partidária, acreditaram que essa fosse uma medida válida e duradoura para catapultar o ensino superior brasileiro e igualá-lo aos melhores do mundo. Afinal, todo o mundo foi enganado com essa falsa perspectiva. Por outro lado, em tempo de vacas magras e com o governo exigindo que o povo aperte ainda mais o cinto (já não tem mais buracos no cinto), causa estranheza que se tenha autorizadoa criação de mais partidos políticos, que abocanharão mais fatias (apetitosas) do designado Fundo Partidário, que, recorde-se, é pago por todos os contribuintes brasileiros. Já agora, vale a pena recordar aqui a tentativa de ressuscitar a CPMF, que, caso venha a ser aprovada, entrará no bolso de todos os brasileiros, independente de credos, classes sociais ou gênero. Se há a necessidade do governo cortar na própria carne, então ele que comece a cortar nas centenas de empresas estatais, muitas delas sem qualquer utilidade prática e pelos milhares de cargos que sugam o erário público. Será um bom início de corte, não acham?

As informações acima são de responsabilidade do autor.

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