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sábado, 12 de junho de 2021
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Coluna de Edgard Andreazi: Lamentos, birras e murmúrios não adiantam

28 Set 2015 - 15h46
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Em algumas vezes na vida você já deve ter lido ou ouvido a famosa frase de Martin Luther King: "O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons.".

Onde nos situamos nesta neste contexto? O que estamos fazendo, mesmo que parcialmente, em nome de nossos anseios, necessidades e respeito?

Estamos todos, ao menos uma grande maioria, na espectativa de um processo de Impeachment.Declaro inclusive que sou a favor da destituição do cargo da presidente, porém tenho a absoluta certeza de que, mesmo sendo bem sucedido este processo, os problemas do país não estarão resolvidos pelo simples ato.

Não basta aderirmos aos movimentos pró-impeachment e não deixarmos claro aos sucessores do poder que não mais iremos permitir estes desmandos públicos que demoninam indevidamente de política, pois o que se estabelece como política no conceito filosófico é de se tratar da defesa de interesses, porém públicos, e quando falamos de público, estamos nos reportando ao interesse do povo.

Mas voltando ao processo de demissão da Presidente, não podemos esquecer que já vimos este filme, que se registrou como um dos maiores eventos políticos da história do Brasil. Mas do que adiantou? O deposto naquela época faz parte do elenco da refilmagem e não tem papel coadjuvante não, é artista principal.

O processo de Impeachment é importante, mas não é o único ato necessário para uma reorganização social. Necessário se faz uma revolução, mas não precisa ser uma revolução com armas, batalhas, sangue, baixas e um golpe militar, pois também já vimos este filme.

Precisamos de uma revolução, mas ela é pessoal. Aquela cambada que está lá, torrando irresponsavelmente q    uase metade de tudo que produzimos, foi toda selecionada e empregada por nós mesmos e a curriola indicada por nossos representantes também receberam nosso aval, afinal quando eleitos, levaram uma procuração com plenos poderes para atuar em nosso nome e muito diferente daqueles que administrativa ou juridicamente recebem seus honorários em razão do bom desempenho e sucesso nos resultados das atividades a que estão obrigados, nessa nossa política a coisa não é apenas diferente, é totalmente inversa, não defendem nossos interesses, mas continuam com remunerações estratosféricas, que chegam a causar vergonha, não neles é lógico.

Você acha justo pagar altos salários para seus funcionários dormirem no serviço? Tenho certeza de que as fotos publicadas nas redes sociais nesta última semana não foram forjadas, a turma e sem vergonha mesmo. E não justifica estarem trabalhando de madrugada, porque se assim estavam é exclusivamente por malandragem, permanecem a maior parte do tempo negociando acordos que beneficiam exclusivamente seus partidos e seus interesses pessoais, seus compromissos com financiadores de campanhas, negociatas, toma lá da cá.

Chega! Não precisamos ser administrados por esta malandragem, o Brasil é muito rico em tudo, inclusive em pessoas capazes. O único problema que este país poderia ter é o fato de ser muito grande. Mas não é fácil derrotar um gigante.

Parafraseando Mario de Andrade por intermédio de seu Herói Macunaíma: "Pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil são".

Superamos as sauvas que trabalhavam.Imagine esses parasitas.

As informações acima são de total responsabilidade do autor.

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