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domingo, 05 de dezembro de 2021
Qualidade de Vida

Choque cardiogênico

04 Out 2018 - 06h59Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Choque cardiogênico -

O choque cardiogênico é um estado no qual o coração, subitamente enfraquecido, não é capaz de bombear sangue suficiente para as necessidades do corpo, a incapacidade do coração ao bombear uma quantidade necessária para a manutenção dos órgãos, causando então a queda da pressão arterial, falta de oxigênio nos tecidos e acúmulo de líquidos nos pulmões. Essa condição é uma emergência médica, que é fatal se não for tratada imediatamente.

A causa mais grave de um infarto é geralmente isso, o choque cardiogênico que é umas das maiores complicações e que se não for tratado com urgência pode levar a morte em até 50% dos casos, causando dano ao músculo cardíaco em decorrência de ataque cardíaco. Porém, nem todos que têm ataque cardíaco desenvolvem choque cardiogênico, apenas em torno de 7% das pessoas que sofrem ataque cardíaco desenvolvem choque cardiogênico, quando o choque cardiogênico ocorre, ele é muito perigoso, é a causa mais comum de morte decorrente de ataque cardíaco.

A principal causa de choque cardiogênico é a perda de tecido cardíaco após infarto agudo do miocárdio. As outras causas são a depressão miocárdica devida á sepse ou pancreatite, miocardites, arritmias ventriculares ou supraventriculares que produzam situações de baixo débito ou ruptura ou trombose de prótese valvar.

A oclusão de uma artéria coronária causa diminuição ou cessação de fluxo sanguíneo para uma área do coração, fator que desencadeia isquemia e depois necrose. O infarto agudo do miocárdio depois de instalado resulta em hipotensão e hipoperfusão de todos os tecidos corporais, inclusive do próprio tecido cardíaco, fator que contribui para o agravamento cardíaco, mecanismos compensatórios são ativados, como a ativação do sistema nervoso autônomo e do sistema renina-angiostensina-aldosterona que elevam a freqüência cardíaca, provocam retenção de sódio e água, vaso constrição periférica, elevando, deste modo, o consumo de oxigênio pelo coração, como o coração já tem um suprimento baixo de sangue e de oxigênio, o aumento do gasto de oxigênio provoca piora expressiva do quadro de choque cardiogênico.

Para complicar ainda mais a situação, o baixo débito de sangue nos tecidos e o retorno venoso prejudicado levam ao acúmulo de metabólicos, acidose e dano endotelial e celular acentuando a hipóxia tecidual.

Outra complicação do infarto agudo do miocárdio é o acúmulo de líquido nos pulmões. Como o coração tem dificuldade de ejetar o sangue para os tecidos pelo ventrículo esquerdo, há uma congestão pulmonar (o sangue se acumula nas artérias e veias pulmonares) que por sua vez provoca extravasamento de líquido para o interstício pulmonar.

     

Se suspeitar que você ou alguém esteja em choque, chame atendimento de emergência imediatamente. Cuidado médico imediato é necessário para prevenir ou limitar danos ao cérebro e outros órgãos, e para potencialmente prevenir a morte.

As causas do choque cardiogênico são: Estágios terminais de infecção, Doenças das válvulas cardíacas, Miocardite aguda, inflamação do músculo cardíaco, Insuficiência ventricular direita, Intoxicação do coração por medicamentos e toxinas. 

Sintomas e sinais de choque: confusão, Perda de consciência, Batimento cardíaco subitamente rápido, Sudorese, Pele pálida, Pulso fraco, Respiração rápida, Urinação diminuída ou interrompida, Mãos e pés frios, Pressão arterial baixa.

No passado quase ninguém sobrevivia a choque cardiogênico. Atualmente, em torno de 50% das pessoas que sofrem choque cardiogênico sobrevivem, devido ao reconhecimento imediato dos sintomas e melhoria nos tratamentos que restauram o fluxo sanguíneo ao coração e o ajudam a bombear melhor, em alguns casos, aparelhos que assumem a função de bombeamento do coração são usados.

O tratamento para choque cardiogênico geralmente é iniciado logo na urgência do hospital, mas depois é necessário ficar internado em uma unidade de cuidados intensivos, onde podem ser feitos vários tipos de tratamento para tentar aliviar os sintomas, melhorar o funcionamento do coração e facilitar a circulação sanguínea.

O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia. Atua em São Carlos

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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