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quarta, 23 de outubro de 2019
Qualidade de Vida

Candidíase

04 Jul 2019 - 06h50Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Candidíase -

Candidíase é uma infecção causada por fungos que se manifesta de maneiras diferentes em mulheres e em homens, é uma infecção causada pelo fungo cândida, geralmente cândida albicans, entre 80 a 90% dos casos, que se aloja comumente na área genital, provocando coceira, secreção e inflamação na região. O micro-organismo vive normalmente no organismo sem causar danos, mas, em situações de desequilíbrio, aumenta a população e passa a ser danoso para o corpo, isso acontece especialmente entre as mulheres, já que o fungo habita a flora vaginal.

Apesar de não ser considerada uma doença sexualmente transmissível, pode ser transmitida através de relações sexuais, mulheres e homens podem desenvolver a infecção. Geralmente, a candidíase está associada à queda da imunidade, ao uso de antibióticos, anticoncepcionais, imunossupressores e corticóides, à gravidez, aos diabetes, as alergias, e ao HPV.

Em períodos de baixa imunidade, o ambiente quente e úmido da região genital propicia a proliferação descontrolada, que muitas vezes exige tratamento. Pessoas com o sistema imune debilitado ainda podem sofrer com a candidíase na boca (é o sapinho), na garganta, na pele e nas unhas, corrente sanguínea, órgãos genitais masculinos entre outros locais como axilas, sob as mamas, entre os dedos das mãos e pés.

Os sintomas são em mulheres, Coceira na vagina e no canal vaginal, corrimento branco, em grumos, parecido com a nata do leite, Ardor local e para urinar, Dor durante as relações sexuais.

Os sintomas nos homens são, Pequenas manchas vermelhas no pênis, Edema leve, Lesões em forma de pontos (rachaduras), Prurido (coceira), Ardência ao urinar e Odor forte. Em casos mais graves distúrbios gastrointestinais, respiratórios e outros problemas dermatológicos podem aparecer.

Sintomas na boca (oral), Vermelhidão, ardência e desconforto na boca, Dor e dificuldade para engolir, Manchas brancas dentro da boca e na língua, Rachaduras no canto da boca.

Sintomas no esôfago, Dor ao engolir, Dor no peito, Náuseas e vômito, Dor abdominal, Perda do apetite.

Sintomas na pele, Vermelhidão na região das dobras, Escurecimento da pele nesta região, com formação de erosão e crostas, Descamação, Coceira e queimação na região das dobras, Saída de líquidos nas lesões.

Sintomas da candidíase invasiva, Febre, Emissão de urina turva, Dor de cabeça, Vômitos, Articulações inflamadas.

Especialistas que podem diagnosticar uma candidíase vaginal são: Ginecologista e Clínico geral.

Na consulta, o médico analisa a mucosa da vagina ou do pênis. Se necessário, uma raspagem da área afetada fornece uma amostra a ser analisada em laboratório para identificar o tipo de fungo causador do problema. A candidíase tem sintomas muito semelhantes a outros problemas de saúde, por isso o único jeito de confirmar é fazer um exame de cultura da região afetada e exames de sangue, para verificar se a infecção é causada por fungo e que fungo é esse. 

O primeiro passo para o tratamento da candidíase é determinar as causas combatê-las e evitar recidivas.

São úteis os antimicóticos e pomada antifúngica de uso local seja onde for sua localização, Quando eles não são suficientes, a conduta é prescrever medicamentos por via oral por tempo mais prolongado.

Existem situações mais difíceis que denominamos como candidíase recorrente, onde será necessária a mudança da terapia e do estilo de vida. Muitas vezes os tratamentos comuns para candidíase não matam outros tipos de Cândida, e a pessoa passa a ter recorrência, cultura do local infectado pode auxiliar na detecção do fungo e direcionar a terapia correta.

Em casos de candidíase vaginal recorrente, o médico pode indicar medicamentos orais para que o quadro não retorne.

Os antifúngicos orais presentes no mercado estão contraindicados para as gestantes, o ideal é que se usem pomadas locais. Por isso, na gravidez são comuns episódios recorrentes de candidíase, já que muitas vezes o fungo torna-se resistente aos tratamentos tópicos com cremes.

No caso específico de candidíese invasiva por ser mais grave, o manejo do tratamento é feito no hospital, com suspensão de medicamentos imunossupressores e administração de medicamentos mais fortes.

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique, não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Segundo especialistas médicos a candidíase têm cura, lembrando que alguns pacientes têm candidíse na flora vaginal e não sente os sintomas.

Para afastar a ameaça da candidíase vaginal, a higiene da região deve ser feita com sabonete de pH neutro, é melhor optar pela calcinha de algodão, não usar absorvente íntimo todo os dias e evitar roupas muito justas ou molhadas por tempo prolongado.

Não abrir mão da camisinha nas relações sexuais, previne o contágio entre os parceiros.

Pessoas com a imunidade comprometida, como portadores de HIV ou em tratamento contra o câncer, precisam de cuidados extras para prevenir a infecção pelo fungo, a candidíase é uma doença oportunista, procure alimentar-se equilibradamente e levar uma vida saudável, Evite o consumo de bebidas alcoólicas e não fume.

Um dos fatores que desencadeiam os sintomas de candidíase é a alimentação. "O fungo precisa de um ambiente ácido para se reproduzir, e alimentos ricos em carboidratos simples, gorduras e proteínas animais contribuem para essa acidez", carboidratos simples, frutas e vegetais ricos em açúcar e amido, proteínas animais, Carnes processadas, Amendoim e outras oleaginosas.

Busque sempre a melhor qualidade de VIDA possível para si mesmo, assim terá uma vida mais saudável e um organismo mais resistente!!!

O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia. Atua em São Carlos.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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