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sexta, 21 de fevereiro de 2020
Qualidade de Vida

Bulimia (transtorno alimentar)

30 Jan 2020 - 07h00Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Bulimia (transtorno alimentar) -

Bulimia é um distúrbio que se caracteriza por episódios recorrentes e incontroláveis de consumo de grandes quantidades de alimentos.

bulimia é um transtorno alimentar no qual uma pessoa oscila entre comer exageradamente grandes quantidades de alimentos, geralmente com alto teor calórico com um sentimento de perda de controle sobre a alimentação, e episódios de vômitos,  abusos de laxantes e diuréticos, jejum prolongado e prática exaustiva de atividade física  tentando impedir o ganho de peso. (Também chamada de bulimia nervosa, o distúrbio leva as pessoas a estarem sempre preocupadas com a aparência, principalmente com o peso.)

A bulimia e anorexia não são a mesma coisa, pessoas com anorexia podem abusar de dietas ou exercícios, ou usar outros métodos para emagrecer. A principal diferença entre anoréxicos e bulímicos é o estado de caquexia (extrema desnutrição) a que podem chegar pacientes com anorexia

Nos portadores de bulimia, não é a magreza que chama a atenção. Em geral, são mulheres jovens de corpo escultural, que cuidam dele de forma obsessiva, seguem dietas rigorosas. De repente, perdem o controle e ingerem uma quantidade absurda de alimentos, na maior parte das vezes, às escondidas e, são tomadas por sentimentos de remorso ou culpa.

Os recursos de que se vale para não engordar provocam complicações no organismo. Por exemplo: destruição do esmalte dos dentes, inflamação na garganta, sangramentos, problemas gastrintestinais, arritmias cardíacas, desidratação etc.

Pessoas com bulimia, em geral, possuem uma visão bastante distorcida da sua aparência física. Preocupam-se excessivamente com o peso corporal, o que pode afetar diretamente a auto-estima de acordo com a forma como se auto avaliam.

Este transtorno alimentar é grave e pode ser fatal. Afeta cerca de 2 milhões de brasileiros por ano, pessoas com essa doença têm compulsão por comer, tomam medidas para evitar o ganho de peso sem consultar especialistas, normalmente, isso significa vômitos (expurgo), também pode incluir excesso de exercícios físicos ou jejum.

Os motivos para o desenvolvimento de bulimia nervosa diferirão de pessoa para pessoa. As causas conhecidas incluem predisposição genética e uma combinação de fatores ambientais, sociais e culturais, a causa exata da bulimia ainda é desconhecida, trata-se de um transtorno de alimentação e, por isso, muitos fatores podem estar envolvidos nos motivos que levam à sua ocorrência, a bulimia provavelmente ocorre devido a mais de um fator.

A influência exercida pela mídia sobre o comportamento e o padrão de beleza das pessoas também pode estar entre as possíveis causas da bulimia. O culto ao corpo magro e o desprezo às pessoas acima do peso pregado pela indústria da beleza e da moda, aparentemente, levam milhões de pessoas em todo o mundo a apresentar quadros de bulimia.

Dessa forma, a bulimia é um distúrbio de imagem, no qual o paciente não consegue aceitar seu corpo da forma como ele é, ou tem a impressão de que está acima do peso em níveis acima da realidade. Isso pode levar a um quadro de ansiedade, que faz a pessoa buscar maneiras bruscas de perder peso rapidamente, ao mesmo tempo em que busca conforto na comida.

A bulimia afeta muito mais mulheres do que homens e é mais comum em mulheres adolescentes e em jovens adultas.

A genética também pode ser um fator de risco para a bulimia. Estudos mostram que ter um parente com bulimia pode favorecer o desenvolvimento da doença. No entanto, ainda não está certo se é um fator genético que predispõe à bulimia ou o comportamento familiar que favorece a doença, acredita-se também que a deficiência de serotonina, um neurotransmissor diretamente relacionado à sensação de prazer, pode estar relacionada à bulimia.

Uma pessoa com bulimia nervosa pode se perder em um ciclo perigoso, comendo sem controle e tentando compensar. Isso pode levar a sentimentos de vergonha, culpa e desânimo, tais comportamentos podem se tornar mais compulsivos e incontroláveis ao longo do tempo, e levar a uma obsessão com alimentos, pensamentos sobre como comer (ou não comer), perda de peso, dieta e imagem corporal.

Esses comportamentos são muitas vezes escondidos. Indivíduos costumam manter seus hábitos secretos de alimentação e exercícios. Como resultado, a bulimia pode muitas vezes não ser detectada por um longo período de tempo.

Muitas pessoas com bulimia experimentam oscilações de peso e não perdem peso. Elas podem permanecer na faixa de peso normal, estar ligeiramente abaixo do peso ou mesmo ganhar peso.

A conscientização sobre bulimia, seus sinais e sintomas de alerta podem fazer uma diferença acentuada no diagnóstico, tratamento e duração da doença. Procurar ajuda no primeiro sinal de alerta é muito mais eficaz do que esperar até que a doença esteja em pleno andamento.

Se você ou alguém que você conhece está exibindo algum sintoma ou uma combinação dos sinais, é vital procurar ajuda e apoio o mais rápido possível.

Olá amigos leitores, desde já agradeço a todos que nos seguem em nossas leituras e conhecimentos das diversas patologias que nos assombram e como faço em algumas patologias mais complexas irei dividir esta coluna em mais um capítulo, até o próximo abraço.

(*) O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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