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sexta, 21 de fevereiro de 2020
Qualidade de Vida

Bulimia (capítulo 2)

06 Fev 2020 - 07h00Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Bulimia (capítulo 2) -

bulimia é um transtorno alimentar que afeta muito mais mulheres do que homens e é mais comum em mulheres adolescentes e em jovens adultas. A genética também pode ser um fator de risco para a bulimia.

Fatores genéticos, psicológicos, traumáticos, familiares, sociais ou culturais podem contribuir para seu desenvolvimento. A bulimia provavelmente ocorre devido a mais de um fator.

Bulimia é uma doença de difícil recuperação, mas a cura é possível.

A bulimia é uma doença com efeitos em longo prazo. Muitas pessoas ainda apresentarão alguns sintomas, mesmo com o tratamento, pessoas com menos complicações médicas de bulimia e aquelas que têm vontade e podem participar da terapia têm uma chance maior de recuperação.

A bulimia pode ser perigosa e levar a complicações médicas graves ao longo do tempo. Por exemplo, os vômitos freqüentes que colocam ácido gástrico no esôfago (o tubo que liga a boca ao estômago), o que pode lesar permanentemente essa área.

Possíveis complicações da bulimia incluem Constipação, Desidratação, Cáries, Desequilíbrios eletrolíticos, Hemorróidas, Pancreatite, Inflamação na garganta e Rasgos no esôfago devido ao excesso de vômitos.

A conscientização sobre bulimia, seus sinais e sintomas de alerta podem fazer uma diferença acentuada no diagnóstico, tratamento e duração da doença. Procurar ajuda no primeiro sinal de alerta é muito mais eficaz do que esperar até que a doença esteja em pleno andamento.

Se você ou alguém que você conhece está exibindo algum sintoma ou uma combinação dos sinais, é vital procurar ajuda e apoio o mais rápido possível. Os sinais de alerta de bulimia nervosa podem ser físicos, psicológicos e comportamentais.

É possível que alguém com bulimia exibam uma combinação desses sintomas.

Sinais físicos: Mudanças freqüentes de peso (perda ou ganho), Sinais de danos devido ao vômito, incluindo inchaço em torno das bochechas ou mandíbula, calos nas juntas, dano aos dentes e mau hálito, Sensação de inchaço, Constipações intestinais, Desenvolvimento de intolerância a determinados alimentos, Perda ou perturbação dos períodos menstruais em meninas e mulheres, Desmaio ou tonturas, Hemorróidas, Sensação de cansaço, fadiga e alterações no sono

Sinais psicológicos: Preocupação excessiva com a alimentação, comida, corpo e peso, Sensibilidade aos comentários relacionados com alimentos, peso, forma do corpo ou exercício físico, Baixa auto-estima, sentimentos de vergonha, auto-aversão ou culpa, particularmente depois de comer, Ter uma imagem do corpo distorcida (por exemplo, ver-se com excesso de peso mesmo que estejam em uma faixa de peso saudável para sua idade e altura), Obsessão com alimentos e necessidade de controle das calorias, Depressãoansiedade ou irritabilidade, Insatisfação extrema do corpo.

Sinais comportamentais: Evidência de compulsão alimentar (por exemplo, desaparecimento ou acumulação de alimentos), Vomitar, usar laxantes, enemas, supressores de apetite ou diuréticos, Comer escondido e evitar refeições com outras pessoas, Comportamento anti-social, passando cada vez mais tempo sozinho, Comportamentos repetitivos ou obsessivos relacionados à forma e ao peso do corpo (por exemplo, pesar-se repetidamente, olhar-se no espelho obsessivamente, comprimindo a cintura ou os pulsos), Comportamento “mentiroso” em torno dos alimentos (por exemplo, dizer que comeram quando não o fizeram esconder alimentos não consumidos em seus quartos).

Exercício compulsivo ou excessivo (por exemplo, exercitar-se em mau tempo, continuar a exercitarem-se quando está doente ou ferido e sofrer ou sentir-se triste se o exercício não for possível), Comportamento de dieta (por exemplo, praticar jejum, contagem de calorias, evitarem determinados grupos de alimentos, como gorduras e carboidratos).

Idas freqüentes ao banheiro durante ou logo após as refeições, o que pode ser evidência de vômito ou uso de laxante.

Comportamento errático (por exemplo, gastando grandes quantidades de dinheiro em alimentos).

Mudanças no estilo da roupa (por exemplo, vestindo roupas largas).

Rituais obsessivos em torno da preparação de alimentos e comer (por exemplo, comendo muito devagar, cortando alimentos em pedaços muito pequenos, insistindo que as refeições são servidas exatamente na mesma hora todos os dias).

Alterações nas preferências alimentares (por exemplo, alegando não gostar dos alimentos anteriormente apreciados, preocupação súbita com “alimentação saudável” ou substituição de refeições por líquidos).

Auto-dano, abuso de substâncias ou tentativas de suicídio.

Se você apresentar alguns dos sintomas de bulimia, considere procurar um médico. Saiba que esse transtorno pode acarretar em problemas mais graves se não houver tratamento e que existe cura.

Converse com seu médico, psicólogo ou ainda com algum parente, amigo ou pessoa de confiança sobre os sintomas.

Caso um familiar ou alguém próximo a você esteja com sintomas de bulimia, converse com essa pessoa. Muitas vezes o paciente não tem consciência de que está passando por dificuldades e precisará de muito apoio para superar.

Contudo, é importante não forçar uma decisão ou atitude sem que a pessoa se sinta confortável.

Caros leitores aguardem a nossa próxima coluna com mais informações desta patologia, desde já muito obrigado e um forte abraço.

(*) O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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