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sexta, 05 de março de 2021
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Artigo Edgard Andreazi: Um olhar na contra mão

11 Jul 2016 - 09h55Por (*) Edgard Andreazi
Foto: Divulgação - Foto: Divulgação -

Deve ser um aviso divino. Esta semana, mais precisamente dia 07 de julho uma postagem de imagem de um ipê florido no facebook, do amigo Cirilo Braga chamava a atenção para um presente da natureza, que sem nenhuma falha, anualmente nos enchem os olhos com sua beleza. Igualmente a outros ipês floridos que colorem nossa vida, mas que a luta diária nos impede de admirar tão belas paisagens, que estão sempre ali, esperando para nos dar bom dia, mas a nossa pressa de cada dia nos distrai e não respondemos a esta gentileza.

Mas integrado a esta questão da falta de atenção as coisas belas, não poderia deixar de ser diferente, após admirar a postagem do Cirilo, que afirmava se tratar de um espetáculo anual (em curta temporada), fui novamente consumido pelas obrigações assumidas diariamente e a beleza do ipê do Álvaro Guião fica levemente gravada na memória, até mesmo com o desculpa que o trânsito naquela região não proporciona a facilidade na admiração, afinal, estamos sempre correndo.

Mas o aviso havia de ser novamente lembrado. Na manhã deste domingo, 10, na oportunidade de transitar naquela esquina, com menor velocidade, observei que um artista providenciava a montagem de um ateliê de pintura, no sentido contrário ao trânsito da via principal, uma posição inversa a que as regras urbanas nos condicionam. Era certo que iria registrar em tela aquela imagem.

Não resisti. Algumas horas depois fui ao encontro daquele artista, cumprimenta-lo não só pela iniciativa de registrar aquela paisagem, mas também pela brilhante ideia de fazê-la por conta de um ponto de vista diferente do comum, enquanto a maioria se obriga a transitar no sentido do trânsito local, ele identificou uma possibilidade admirar a mesma coisa, por um ponto de vista diferente.

Sem querer incomodar o artista, que muito gentil se apresentou, Hilário Domingues Neto, que entre hora que passei por lá pela primeira vez e este meu retorno, ele já havia completado a obra.

Toda essa conversa entre a postagem do Cirilo no Facebook, bem como o encontro com o novo amigo Hilário, mais do que um simples registro interessante, se faz um ensinamento. As belezas da natureza estão em todos os lugares, inclusive no congestionamento visual do nosso urbanismo, precisamos desenvolver duas artes. A primeira é nos permitir observar estas maravilhas tornando nossos dias mais coloridos, a segunda e talvez a mais importante e proporcionar a troca de pontos de vistas. Olhando as situações por outros ângulos as nossas opiniões e decisões podem ser melhor formadas.

Não estamos falando apenas de observar nosso reflexo em um espelho, que também tem os limites de sua moldura e geralmente o nosso rosto já expressa uma opinião formada, estamos falando em uma percepção diferente das coisas, mais que 360 graus, uma perspectiva tridimensional, uma observação de ângulos e distâncias diferentes. Quanto mais ampla nossa visualização melhor deverá ser nossa interpretação dos fatos. Ampliando nossa visão podemos inclusive observar como chegamos até este momento, e quem sabe não corrigir os erros que talvez tenhamos cometidos e limpar algumas marcas que possamos ter deixado.

As informações acima são de total responsabilidade do autor. 

Foto: Divulgação

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