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sábado, 06 de março de 2021
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Artigo Edgard Andreazi: Se estivessem fardadas, em posição de sentido e batendo continência, seria uma afronta à sociedade

09 Fev 2016 - 15h46Por (*) Edgard Andreazi
Foto: Divulgação - Foto: Divulgação -

Em uma época em que já nos convecemos de que nossa sociedade é dirigida por painéis eletrônicos presentes em todos nossos ambientes e meios, variando apenas no tamanho, seja no celular que nos acompanha vinte e quatro horas, nas telas de nossos computadores pessoais presentes em nossas mesas de trabalho ou nos televisores que decoram as paredes de todos os cômodos de nossas casas, quase não mais nos surpreendemos com absurdidades. Escândalos políticos já não mais são vistos como crimes, ganham interpretação de torneio, não há defesa contra as acusações, mas uma disputa de quem é mais bandido, para participar do jogo vale devolver dinheiro e caguetar os membros da gangue, e igual a novela das nove o único que não vai preso é o chefão da quadrilha. A tudo isso já estamos acostumados e digerimos com facilidade.

Dentre todos os nossos meios de comunicação, ao que somos mais refem da desqualificação e a fraude de informações, sem dúvida são as redes sociais. Lá todosmós somos jornalistas, escritores, filósofos e profetas. Até mesmo eu me acho no direito de manifestar opinião a respeito de muita coisa que certamente eu não tenha o menor conhecimento técnico ou científico, mas tento utilizar do bom senso. Neste espaço democrático deve ser permitida toda a estupidez. É salutar, desenvolvemos nossa capacidade de raciocínio, qualificamos e aprimoramos nosso "filtro" de impuresas racionais.

O que é difícil admitir, absolutamente intolerável é a interferência impositiva dos meios de comunicações, equivocadamente em nome dos direitos da cidadania. 

O caso em questão é da exploração que se fez em cima da foto de uma menina, nenêm ainda, vestida com uma farda da polícia militar do estado de São Paulo. Uma imagem exclusiva e absolutamente meiga. Mas os senhores do destino da cidadania resolveram que se tratava de uma afronta a algum direito e resolveram acionar o Ministério Público em nome da preservação dos direitos e dignidade daquela modelo fotográfica que estava sendo explorada. Diga-se de passagem, que o Ministério Público deve se preocupar com outros assuntos de maior importância.

Milhares de considerações poderiam ser feitas em relação àquela postagem, no entanto apenas de boas intenpretações. Haveira melhor maneira para enobrecer a imagem da Policia Militar que estes mesmos senhores da razão insistem em desmoralizar?

Mas foi importante este deslise das pseudoformadoras de opinião, pois se criou uma polêmica a respeito e se viu a manifestação de ideias desalienadas. Manifestação de uma cidadania que apesar da consciência críitica que têm a respeito do comportamento vez por outra excessivo da corporação, à respeita sob maneira. Teem a Polícia Militar como verdadeira referência de herois da sociedade, diferente dos ídolos que se costumam produzir.

Crianças imitando jogadores de futebol sem qualquer estudo, meninas dançando quadradinho de oito, fãs de personagens que pregam a malandragem, ostentação e vagabundagem, não recebem esta mesma manifestação de defesa hipócrita de deturpação dos princípios da moral.

Saudade dos tempos ainda não distante que a meninada gostava de brincar de mocinho e bandido, tendo como convicção de que o comportamento do defensor da sociedade é que era o correto.

O apelo comercial das novelas, a "qualidade" musical dos novos rítmos populares, a vulgaridade do comportamento e a exploração do sucesso fabricado de ídolos igualmente artificiais, que não servem de referência moral a quem quer que seja não são alvos de críticas. Ao contrário, se faz apologia às conquistas da vida fácil, o que não é o designo da maioria.

As informações acima são de total responsabilidade do autor. 

Foto: Divulgação

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